terça-feira, 28 de setembro de 2010

LIBERDADE, ABRA AS ASAS SOBRE NÓS

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Eu estou saindo da minha prisão agora.

Não via a hora, recuperei meus objetos pessoais que havia deixado aqui há uns dois anos e alguma coisa.
Objetos que nem lembrava mais... Veja, eu nem lembrava que tinha isso! Está fora de moda já, melhor jogar fora.

Vou ligar para os amigos e contar a novidade, estou liberto! Em liberdade! Que perfeito.
As trancas do portão se abrindo, estou vendo a rua de novo. O guarda ao meu lado me diz para me cuidar, me deseja boa sorte: - Vai viver meu amigo, chega de sobreviver!
Eu agradeço com um aceno de cabeça.

Curioso é que eu estava preso, mas eu sou inocente! Tá, tudo bem, vocês devem ouvir isso de todos os que estiveram aqui, mas é a mais pura verdade. Me roubaram o coração, me roubaram o sentimento e quem foi preso fui eu. A ladra esteve livre por aí, aproveitando a vida, e quem ficou encarcerado fui eu, dentro de uma cela cheia de rancor, culpa, sentimentos perdidos. Preso!

Por mau comportamento estou aqui, livre. Claro que sem esse mau comportamento eu não sobreviveria, estaria pendurado pelo pescoço com a ajuda de uma corda feita com o lençol.
Típico de presídio, mas estou aqui, livre, leve e solto. Ufa!
Agora sim, vou aproveitar, pode ser que seja uma liberdade acompanhada, vamos ver no que dá!

Meus amigos vão me levar aos lugares novos que surgiram enquanto eu estava encarcerado, me sentindo novo num lugar antigo, uma criança num parque de diversões que ela não via há muito tempo, com alguns brinquedos novos, outros antigos. O fato é que estou me divertindo, novamente.

Sem as grades, sem hora marcada para dormir, sem as superlotações das celas, sem o uniforme, sem as sacolas de cigarros entregue por debaixo do ferro. Vou comprar meus próprios cigarros, vou fazer minha própria comida, e viver minha própria vida. 

 
Bento.
 
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Um comentário:

Wesley Rodrigo disse...

Você num eh Emo não neh....kkkk