quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ALGUMAS COISAS MUDAM, OUTRAS NÃO.

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É verdade eu precisava mudar, então eu mudei.

Mudei de casa, mudei meus pensamentos. Minha dependência já não existe mais, mudei as coisas que eu dizia. Prometi mudar.
Mudei a forma de pensar. Meus pensamentos ainda são os mesmos, mudei de amizades, a marca do cigarro eu mudei.
Mudei de palavrões. Agora são poucos e mais fortes, mudei de impaciente para intolerante.
Mudei de costumes, mudei de ônibus, de estação, sai do verão fui para o inverno.

Mudei de banco, o jeito de andar ainda é o mesmo. Mudei foi o rumo. Agora ando mais devagar prestando atenção à minha volta, me perdendo em pensamentos.
Caminhar sempre me ajudou, eu é que nunca dei valor. Agora percebi e ando...
Caminhando percebi que as coisas também mudaram, os prédios mudaram, o poste foi para baixo da terra, a rachadura da calçada aumentou.
O vaso de planta teve que ser mudado por um outro maior, ela está crescendo, amadurecendo, veja que até as plantas mudam.
Veja que até as plantas amadurecem.

O cachorro mudou o pêlo, se foram as pulgas, vieram novas.
O gato mudou de telhado e trocou as unhas, o passarinho mudou de penas e de cor.
Morreu alguém mais importante e mudou-se o nome da rua, mudou a penumbra e sobrou escuridão.
Mudou a sola do sapato num ótimo trabalho do sapateiro, mudou o emprego ficou o salário ainda há vagas.
Mudou o peito, mudou o inquilino ficaram os móveis dispensáveis. Vieram novos.
Eu mudei os planos, mudei o canal, mas o gosto continua o mesmo e não estou falando de sabor.
Mudei por você, não mudou por mim.
Alguém quebrou a corrente, e não fui eu.

Bento.

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Um comentário:

Maíra disse...

Nenhuma mudança...
Mas... Quanta Mudança!!!
Sempre beijo.