segunda-feira, 7 de março de 2011

BATEU ASAS E VOOU

-


Mesa de bar, cervejas descendo em cascatas e logo a conversa chegou a sexo. Inevitável.
Clarisse depois de um relacionamento de muitos anos chega à conclusão de que fidelidade não é nada mais que ilusão, uma coisa de quem não teria outros afazeres teve a maldita ideia de colocar isso na cabeça das pessoas para que elas se sentissem culpadas.

Essa garota toda cheia de segurança ainda disse que todo ser vivo é polígamo por natureza, não há lugar para o monopólio de sentimentos, afinal é bem possível amar alguém e ainda se apaixonar por uns dois ou três vizinhos, amigo de infância e etc.


Rebeca diz que foi traída, mas perdoou. Perdoou, mas não pôde evitar os três, ou quatro pares de chifres que colocou em seu namorado depois da traição original. Nas palavras dela: - Macho não presta mesmo...
Clarisse ainda completou dizendo que é impossível manter uma relação durante tanto tempo e não “pular a cerca” de vez em quando. Ela é muito jovem para se prender. Tantos lugares para conhecer, tantas pessoas para admirar e que em sua relação nunca houve um contrato com assinaturas reconhecidas em cartório onde dizia que ela deveria ser fiel e exclusiva de alguém.

Enquanto a conversa seguia, o garçom veio até a mesa e com seu sapato e assassinou Clarisse a sangue frio, Rebeca ainda conseguiu bater suas asas de barata e voar para o primeiro esgoto que encontrou.



Bento.

-

2 comentários:

Thalita B. disse...

garçom fdp, ficou ofendido por ouvir a verdade e matou a coitada hahaha. como de costume... muito bom!


:*

Bento Qasual disse...

Baratas merecem morrer! Credo! rsrs