quarta-feira, 2 de maio de 2012

MALDIÇÃO DE POBRE É O BOM GOSTO


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Eu pensei muito para falar sobre isso, queria achar uma forma de me colocar que não fosse parecer dor de cotovelo, que não fosse parecer inveja barata, ou golpe publicitário.
O fato é que sei que as mulheres, muitas delas, não terminarão de ler. Outras vão espernear, gritar, se indignar e me chamar de machista. Mas eu vou falar: - mulher gosta mesmo é de dinheiro, e muito. Quanto mais, melhor.

Já estou imaginando as maçãs do rosto agora vermelhas de raiva, o ranger dos dentes e meu nome sendo amaldiçoado várias e várias vezes. Minha orelha já arde neste instante e eu penso "todo mundo sabe disso, para que fingir?" Ora, isso é o mais natural, talvez eu, se fosse mulher, faria o mesmo, convenhamos, não há pessoa mais mesquinha que o pobre, claro.

Eu já contei isso aqui, acho, se não contei vou contar agora, mas creio que já falei sobre isso. Certa vez uma namorada minha me disse: "você dá muito valor para seus bens materiais", claro que tinha todo um contexto, falávamos sobre o fim da relação e todas essas coisas que causam mais dor que solução. Mas ela estava coberta de razão, estranho é que depois que acabou o relacionamento com ela, eu dei razão para tudo que ela falou ou fez. Antes disso eu só vivia para lhe tirar a razão, mas enfim, sem me estender sobre tal relação que não é o foco agora, ela estava com a razão. Sim eu era (e ainda sou) materialista.

Na época trabalhava em dois turnos para pagar minhas contas e vícios. Ainda hoje não mudou muito, aumentou o dinheiro, aumentam os vícios. Tudo, desde a infância, sempre fora de um sacrifício enorme, impossível não me apegar nos bens matérias tão suados.

Eu também já falei aqui de bolinhas de gude e brinquedos feitos de madeira. Falei com tanto sabor, com tanto paladar e poesia que talvez tenha passado a sensação de ter sido uma boa infância, mas não foi. Não comparado com as infâncias de hoje.

Porém, não me entendam mal, esse não é um texto de lamentações, não de minha parte pelo menos. Eu lamento é pelas garotas que derramam os melhores anos de suas vidas ao lado de homens que só tem por qualidade os bens que podem oferecer a elas.
Não sou hipócrita, não vou criar flores na pobreza, pois não existe. A pobreza é arada, é deserta e seca.
É deserto com cactos e carcaças de animais mortos pela falta de alimento.
Entendam, não falo do pobre, estou falando da pobreza.

O amor, dizem: - não se compra.
Eu digo, compra-se o amor, compra-se a felicidade e tudo mais que estiver à venda.
Mas sem julgamentos, a intenção não é essa. Isso trata-se de uma constatação.
Mesmo os cientistas explicam isso, desde os primórdios, no mundo animal, as fêmeas procuram os machos alfas, os mais fortes, aqueles que podem proteger sua prole das ameaças de predadores e do clima. Isso está no instinto da fêmea de qualquer natureza. Instinto de proteção e a mulher, a rainha das fêmeas não foge disso.

Num mundo capitalista dos tempos modernos, nossos machos alfas são justamente os patrícios bem nascidos que oferecem segurança e principalmente conforto as mais belas fêmeas de nossa sociedade.

O homem não. Nós não nos importamos onde vamos dormir ou acordar. O homem só precisa de dinheiro para beber, de resto somos escravos das mulheres. Sim, escravos das mulheres. O homem por si só viveria com um salário mínimo e ainda teria uma poupança. De tão largado que somos, nossas roupas durariam décadas de uso e serviços prestados. Mas o homem é escravo da mulher, pois sua libido deriva delas. Homem só gosta de dinheiro por atrair mulher, caso contrário seríamos todos socialistas e dividiríamos tudo o que temos com os mais necessitados, todos aspirantes a São Francisco de Assis.
Veja os homens na mesa do bar, por exemplo, cascatas de cervejas descem por nossas goelas e não queremos saber quem está pagando, o importante é ter nossas gargantas lubrificadas para continuarmos falando de mulheres.

Ah, mas as mulheres não. Mulheres precisam se sentir seguras diante da proximidade do envelhecimento, garantem o seu e os da sua possível e futura prole, sacrificando como eu já disse, os melhores anos de suas vidas.
Mas quem pensa que eu quero dizer que nossas madonas do capitalismo são infelizes, errou. Diante do luxo até o rato se corrompe e passa a comer queijo, vejam os ratos hollywoodianos por exemplo. São criados a base de gorgonzolas e queijos prato, pois são estrelas de cinema.

Mas e o amor? O amor também está lá, afinal o amor está no conforto, nas possibilidades que só o dinheiro pode conceder.

Mas e o pobre? Se perguntam agora milhões de humildes miseráveis em busca de uma salvação, algo neste texto que lhe traga esperança. Desculpem-me, pois eu penso no pobre e... O pobre. Ah, o pobre. A pior coisa que pode acontecer com o pobre é o bom gosto.



Bento.

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2 comentários:

Adriano Vardai disse...

Bento Mulher gosta de dinheiro,quem gosta de homem e viado,ja dizia um velho conhecido

Ass Adriano Vardai

Adriano Vardai disse...

Bento

Ja dizia um velho conhecido

Adriano mulher gosta de dinheiro,quem gosta de homem e viado.