sábado, 30 de junho de 2012

PS: LEVEI SEU WHISKY

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Alguns anos atrás conheci uma garota com os cabelos azuis e a pele branca como papel.
Tinha um corpo de criança, magra, baixa, uma criança de cabelos azuis.
Essa garota tinha um demônio naquele corpo magro e branco, sem exagero, ela era verdadeiramente possuída.
Certa vez saímos e a levei até minha casa. Nós dois estávamos tão bêbados que dificilmente faríamos alguma coisa diferente que não fosse deitar na cama e dormir.
Mas estávamos longe de casa e ela tagarelou o caminho todo. Falava dos shows que ela tinha ido, dos porres que ela tinha tomado e com os roqueiros que tinha transado e percebi que era isso que ela fazia. Ia a shows, transava com os músicos e comigo não seria diferente, apesar de que seria difícil transar depois de tanta cerveja e destilados que havíamos bebido.

Só que ela tagarelou tanto que meu porre foi passando e estávamos longe da minha casa. Então resolvi parar no caminho para mijar e ela também. Urinei e depois fui cobri-la com minha jaqueta para que ela pudesse mijar, nem mijando ela parava de falar. Estava de cócoras e falando.
Falava da sua escola e como ela fugia das aulas para fumar maconha e beber.
Disse que uma vez, decidiu fumar no banheiro para evitar a chuva que caía lá fora, falava que em sua escola era comum os garotos fumarem no banheiro masculino que ficava no último andar, algumas meninas idem. Mijava e falava como seu professor a encontrou fumando no banheiro e pediu que o chupasse para que não levasse o caso até o diretor que com certeza a expulsaria. Enfim ela parou de mijar, mas não de falar.

Eu desejava chegar logo em casa para que ela se calasse.
O efeito do álcool já estava me deixando e eu não lembrava como tinha conhecido aquela garota de cabelos azuis. "Quem é você e por que falava tanto?" eu pensei. Não me lembrava se ela havia dito seu nome. "Prazer, meu nome é Paulo" eu disse. Ela sorriu e parou de falar um instante: - Mas você me disse que se chamava Rodrigo. "É, se eu disse deve ser verdade. Meu nome é Rodrigo Paulo".

 Ela disse que seu nome era Milena e parecíamos recém conhecidos. Claro que uma garota que eu levaria para casa e tinha acabado de conhecer deveria ser beijada como manda o script, logo, enfiei os dedos entre seus cabelos azuis da nuca e beijei-a. Foi um bom beijo, durante alguns minutos nos beijamos e agora estávamos perto de casa.
Em compensação eu já sentia sinais de ressaca e o sono começou a me atormentar. Então resolvi cantar para espantar o sono. Cantava e a garota de cabelo azul sorria e aplaudia.
Todos em volta olhavam com cara de poucos amigos e eu continuava cantando, exceto quando parei para xinga-los: - Vão se foder seus malditos! Não sabiam reconhecer uma boa música. O dia já estava claro, as pessoas tinham acordado e estavam a caminho do trabalho e nós estávamos indo dormir cantando "O Diabo é Careta".

Meus olhos davam a sensação de estarem cheios de areia de tanto sono que havia em mim e Milena reclamou pela primeira vez sobre a demora em chegarmos à minha casa quando já estávamos em frente o prédio.

- Chegamos. Eu avisei.

Entramos e fomos direto ao banheiro mijar. Eu sempre mantenho uma garrafa de alguma coisa alcoólica para esse tipo de ocasião. Servi uma dose de Whisky para os dois e a garota saiu do banheiro já nua.

Tomamos mais duas ou três doses deitados na cama e depois de fumar um cigarro começou a me beijar.
Nos beijamos um bom tempo até que ela começasse a mostrar o demônio que havia em seu corpo de criança.
Eu estava em cima dela e suas unhas começaram a rasgar minha pele das costas. Depois suas mãos foram ao meu cabelo e o puxava como se fosse arrancá-los e afastei suas mãos. Depois começou a arranhar meu pescoço e peito e àquilo tudo me causava dor e prazer, até eu ver o sangue escorrendo de meu peito e perceber que nossa brincadeira estava indo longe demais. Novamente afastei suas mãos e ela começou a me dar tapas no rosto me xingando de filho da puta e foi quando eu disse:

- Escuta garota, se começar a me dar tapas eu vou te dar tapas e você poderá não gostar.

Ela disse que gostava. Dei três tapas bem dados em sua face e a garota concordou que era melhor pararmos de nos bater.

Continuamos transando. Eu dei umas duas cochiladas e quando acordei ela ainda estava em cima de mim como se nunca fosse se esgotar. Ela gostava daquilo. Enfim ela terminou e dormimos.

Acordei e pela janela notei que já era noite novamente. Estava sozinho na cama e tudo parecia estar como deixei antes de dormir, exceto a TV que tinha um bilhete pendurado com chiclete:

- Tive de ir a um show
até mais
ps: Levei seu Whisky

bjos

Milena.


Bento.

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