sexta-feira, 28 de junho de 2013

O BÊ-A-BÁ DE QUERER MUITO

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Eu quero você.

Eu quero você, seu corpo e sua voz em meus ouvidos.

Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido e seu rosto amassado de manhã.

Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas e de sua vida.

Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas, de sua vida, quero roçar meus pés nos seus, quero o cheiro de seus cabelos em minhas narinas.


Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas, de sua vida, quero roçar meus pés nos seus, quero o cheiro de seus cabelos em minhas narinas, quero suas palavras de apoio, seus gemidos, suas aflições, sua marra, suas pernas finas e meus lábios grudados em você.

Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas, de sua vida, quero roçar meus pés nos seus, quero o cheiro de seus cabelos em minhas narinas, quero suas palavras de apoio, seus gemidos, suas aflições, sua marra, suas pernas finas, meus lábios grudados em você, quero seus carinhos, seu lado boazinha, suas unhas arranhando minhas costas, seu sorriso amarelo quando fizer algo que te deixe sem graça e seu rosto colado em meu peito magro.


Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas, de sua vida, quero roçar meus pés nos seus, quero o cheiro de seus cabelos em minhas narinas, quero suas palavras de apoio, seus gemidos, suas aflições, sua marra, suas pernas finas, meus lábios grudados em você, quero seus carinhos, seu lado boazinha, suas unhas arranhando minhas costas, seu sorriso amarelo quando fizer algo que te deixe sem graça, seu rosto colado em meu peito magro, quero sua língua, seu pescoço, seu nome em minha boca, quero seus ouvidos atentos ao que digo e não só seus olhos ao que escrevo, quero estar em seus pensamentos quando você acorda e quando você for dormir, quero ser seu amor para a vida toda, seu homem onde se apoiar quando precisar.

Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas, de sua vida, quero roçar meus pés nos seus, quero o cheiro de seus cabelos em minhas narinas, quero suas palavras de apoio, seus gemidos, suas aflições, sua marra, suas pernas finas e meus lábios grudados em você, quero seus carinhos, seu lado boazinha, suas unhas arranhando minhas costas, seu sorriso amarelo quando fizer algo que te deixe sem graça, seu rosto colado em meu peito magro, quero sua língua, seu pescoço e seu nome em minha boca, quero seus ouvidos atentos ao que digo e não só seus olhos ao que escrevo, quero estar em seus pensamentos quando você acorda e quando você for dormir, quero ser seu amor para a vida toda, seu homem onde se apoiar quando precisar, quero poder orgulhar-me por te conquistar, por te fazer a mulher mais feliz do mundo, quero saber o que pensa só pelo olhar sem que você tenha que me dizer, quero seu cheiro em meus lençóis, sua mão em minha coxa quando estivermos bebendo, seus dedos entrelaçados aos meus, quero rir de suas piadas mesmo que sem graça, saber de seus assuntos, ouvir suas histórias mil vezes e nunca enjoar.

Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas, de sua vida, quero roçar meus pés nos seus, quero o cheiro de seus cabelos em minhas narinas, quero suas palavras de apoio, seus gemidos, suas aflições, sua marra, suas pernas finas e meus lábios grudados em você, quero seus carinhos, seu lado boazinha, suas unhas arranhando minhas costas, seu sorriso amarelo quando fizer algo que te deixe sem graça, seu rosto colado em meu peito magro, quero sua língua, seu pescoço e seu nome em minha boca, quero seus ouvidos atentos ao que digo e não só seus olhos ao que escrevo, quero estar em seus pensamentos quando você acordar e quando você for dormir, quero ser seu amor para a vida toda, seu homem onde se apoiar quando precisar, quero poder orgulhar-me por te conquistar, por te fazer a mulher mais feliz do mundo, quero saber o que pensa só pelo olhar sem que você tenha que me dizer, quero seu cheiro em meus lençóis, sua mão em minha coxa quando estivermos bebendo, seus dedos entrelaçados aos meus, quero rir de suas piadas, mesmo que sem graça, saber de seus assuntos, ouvir suas histórias mil vezes e nunca enjoar, quero te fazer surpresas mesmo sabendo que você não gosta muito, quero todos os teus textos dedicados à mim, quero vê-la fazendo as unhas, maquiando-se e agradecer à Deus pela mulher que eu tenho, também quero amar intensamente e decorar todas as pintas de seu corpo, quero que se foda o verão e quero mais dias de frio e chuva só para poder permanecer com você debaixo do edredom e rever várias vezes seus filmes prediletos.

Ah essa ausência de respostas significativas que me matam. A janela está aberta você diz, mas o que eu faço com as grades?



Bento.

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MENÇÃO HONROSA PARA UM ATO FALHO DO SENHOR SANDICE

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Por vezes eu me sinto como um elefante numa loja de cristais. Tão desastrado que deveria ter um título honorário, uma menção honrosa. Eu fico vagando, tentando descobrir como consigo fazer essas coisas. Eu me saboto como quem o faz para um inimigo. Então fico tentando achar subterfúgios e explicações, mas o fato é que você tem toda razão. No seu lugar eu faria a mesma coisa e este é o melhor argumento que eu posso te dar. Explico: eu não sou parâmetro para decisões corretas e se eu faria a mesma coisa em seu lugar, pode apostar. Não é uma boa decisão.

Por falar em apostas, eu apostei errado. Logo eu que me considero um bom jogador de pôquer, apostei minhas fichas na mão errada.
Você blefou que não dava a mínima para mim, que eu era só mais um e eu acreditei. Só que eu tenho mais fichas e só o que eu te peço e para que não saia da mesa. Vamos jogar mais uma mão e nesta eu me sairei muito bem.

***

Eu dizia isso e ela não me dava ouvidos. Também pudera, orgulhosa como era, jamais admitiria um erro grotesco deste. Ela me disse que eu tinha medo. Não é de todo verdade. Porém, ela tinha muita insegurança. Que coisa torta que tínhamos ali. Mas era diferente, pois era como um roteiro de filme ou um conto criado por mim. Cheio de acidentes, desencontros, coisas ditas sem querer. Troca de olhares por vezes odiosos e por outras vezes nem tanto. Até que finalmente tudo aquilo se transformou em desejo e beijos e carinho e quando achávamos que poderia ser o fim da história com final feliz eu tratei de escrever um fim trágico. Idiota metido a Nelson Rodrigues que eu fui. Esqueci que depois de escrever na vida real fica mais difícil de formatar. Agora tenho que partir de onde parei, com personagens na história que por mim arrumaria um acidente ou uma viagem para retirá-los do caminho. No entanto, esta história eu não escrevo sozinho. Então parto de uma visão futura que eu desejo tirá-la do papel o quanto antes.

E então me chamaram de dramático e digo que sou um dramático Enlouquecido.
E você que diz que tenho uma ideia louca. Louca é você de deixar passar uma visão tão delícia. Que eu tomo a liberdade de querer reescrevê-la.

Você diz que eu não sei nada de você e isso pode até ser verdade, porém eu quero saber de tudo. Desde seus medos de infância até os planos de aposentadoria. Das manias inocentes até demônios que te assolam. Quero saber o motivo de todas as cicatrizes de seu corpo e compará-las com as minhas. Quero saber de seus paladares e suas alergias. Descobrir onde sente mais cócegas e vê-la tendo crise de risos. Saber os pequeninos defeitos que te incomoda em seu corpo e o que te estressa no mundo. E se eu falhar em te ajudar a superar qualquer coisa dessas, que pelo menos possamos rir juntos, ou chorar juntos.



Bento.

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terça-feira, 25 de junho de 2013

LÁ FORA FAZ FRIO MAS QUEM SE IMPORTA?!

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Felicidade é feita de momentos. Raros momentos para alguns, nem tanto para outros. Uma coisa é certa, ninguém é feliz todo o tempo. Quando você achar que chegou ao ápice da felicidade prepare-se. Tempos de estiagem estão bem perto. O mesmo não acontece com a tristeza. Tristeza chama tristeza que chama tristeza que chama tristeza e daí por diante. Pois bem.

Lá fora está frio, nublado e chove a dois dias seguidos. Além do barulho da chuva o homem tem a trilha sonora dos vinis rodando em sua velha vitrola, clássicos da MPB e de Rock.

Sua casa não é uma casa e sim um quarto com banheiro e só. Sentado numa poltrona ao pé da cama ele lê um livro e interrompe o mantra somente para fazer anotações de devaneios que surgem em sua cabeça. Este homem sequer se lembra da última vez que fez a barba. Vestindo uma calça jeans skinny rasgada, meias encardidas, uma camiseta velha com uma foto do Bukowski e permanece ali, ouvindo a agulha do vinil pular de música, lendo e escrevendo.
Segura o livro com uma mão e com a outra alterna o cigarro e as doses de whisky para aquecê-lo da temperatura baixa que faz lá fora.

O homem só se levanta dali para virar o vinil quando a agulha termina seu passeio musical. Levanta, puxa a agulha para o lado, vira o disco com cuidado, volta a agulha para seu devido lugar, acende um cigarro e volta a sentar-se.

A temperatura lá fora cai ainda mais. O barulho da chuva aumenta em sua janela. O mundo poderia deixar de existir por horas e ele nem se daria conta. Não há luz ali onde este homem está com exceção do pequeno abajur cor de madeira para auxiliá-lo na leitura. Quando a música para, dá para ouvir o barulho das páginas do livro sendo viradas por seus dedos magros.

Este homem não penteia o cabelo, mal come e quando come, faz isso devagar, pensativo. Ele não tem pressa. Não tem planos. Seus horários são entre acordar e dormir. Somente isso. Ali ele está protegido. Amparado. Não disputa nada com ninguém. Não tem vaidade, não precisa mostrar nada para ninguém. Simples e só.

Este homem sabe que, aquele momento não é para sempre, no entanto, vai aproveitá-lo ao máximo. Pois ninguém é feliz todo o tempo. Então ele para de ler e faz mais uma de suas anotações.

"Você aí, em algum lugar, se ainda tem dúvidas sobre o que é felicidade, eu tenho ela bem aqui ao meu lado."



Bento.


DENTRE TANTAS COISAS... VAGABUNDO

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Eu não gosto da maioria das pessoas que eu conheço. Acho estes chatos e todos tentam passar uma imagem que não existe. Uma personagem que criaram para si e procuram vender para quem quiser pagar. Falam, falam, fazem promessas e planos que jamais sairão do papel. Logo, para manter um certo nível de amizade, para fazer uma social, você precisa fingir que acredita naquilo tudo.
Não quero dizer que é uma mentira deslavada, pois estes mentirosos acreditam no que dizem. Só que eu não tenho saco para ficar fingindo. Por vezes me dá vontade de desmenti-los e fazer com que despertem para a realidade. A grande maioria se gaba de feitos e futuros, mas choram todos os dias antes de irem dormir por não suportarem a realidade tediosa de suas vidas medíocres. Veem o cara na TV e querem a vida dele já que a sua própria é um lixo. Assistem o sucesso de um conhecido e inventam algo que lhe pareça melhor no momento só para não ficarem por baixo. Para terem o que falar. Isso tudo é uma merda e eu não tenho saco para isso.

Bom, talvez eu seja o chato da história por só conseguir criar esse tipo de mentira com o intuito da escrita. Minto e assino embaixo. Eu não me esforço para tentar parecer melhor do que os outros por que a grande maioria não vale meia lata de bosta, então parecer melhor que estes, não é lá grande coisa. Não vale nem o esforço.

Tanta psicologia barata que há por aí. Tantos sábios com frases de livros de autoajuda que o mundo fica parecendo uma boa coisa, lindo e belo e com pessoas felizes, só que é uma merda. Quer fazer terapia? Não gaste dinheiro. Vá para uma mesa de bar que lá estão todos os melhores profissionais da psicologia de fim de semana do mundo. Bando de arrogantes sentando nos seus rabos cagados e dando conselhos para os outros. Cuzões de meia tigela. Todo mundo é cuzão um dia, porém tem gente que é cuzão a vida inteira. Um cuzão de profissão. Lecionam cagadas de conselhos que nem eles próprios conseguem seguir. Gostariam, mas não podem, pois são fracos demais. Aí uma garota, que era minha, agora não mais. Esta garota disse que eu sou vagabundo por que tirei umas férias de alguns meses do meu trabalho. Estou à toa e estou achando uma delícia. Foram dez anos trabalhando sem trégua, agora eu dei um tempo. Dei um tempo não só do trabalho, mas sim do cartão de ponto e transportes coletivos fétidos e lotados. Dei um tempo das pessoas. Um antissocial assumido. Fico bêbado, durmo e acordo para ficar mais bêbado. Estou num retiro espiritual que de espiritual não tem nada. É só preguiça mesmo. Não posso? O curioso é que o vagabundo aqui pagava todas as contas.

Então tem outra garota. Eu me declarei para essa garota. Era uma coisa que eu tinha guardado no bolso, era certo receio de mostrá-lo, mas de receoso eu não tenho nada, logo, foi um erro, então tirei e mostrei para ela. Era tarde demais ela disse. Está apaixonada e não por mim, é claro. Mais uma vez eu meti os pés pelas mãos e peguei o caminho errado. Ou o mais fácil. Não sei dizer. O que eu posso dizer? É um carma que levo comigo de acabar fazendo merda com as coisas boas que bate à minha porta. E depois disso passei a amaldiçoar esta paixão com todas as minha forças. Não disse isso, mas ela deve imaginar. Ora, não tenho nada de santo, não tenho talento para bom moço. Não tenho as qualidades dos falsos nem a falsidade dos santos. Tenho os defeitos dos poetas, que não lamentam seus erros, utilizam sim, de seus efeitos para o bem da escrita. E também minha maldição nem está com essa bola toda. É capaz de dar certo só por que eu quero que não dê. Pois existe uma coisa entre o Destino e eu que quando não acabo estragado tudo ele faz isso por mim.

Mas não pensem que isso é um choro velado. Que coisa! Não espere nunca isso deste que vos escreve. O arrependimento nada mais é que a curiosidade pelo desconhecido. Uma garota extremamente apaixonante uma vez me disse: Seja o que Deus quiser.
Só que uma coisa me parece óbvia. Ao sermos tão parecidos, agradar-te seria tão natural como rir de minhas próprias piadas.


Bento.

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domingo, 23 de junho de 2013

LOGO EU QUE SEMPRE ODIEI BATOM VERMELHO

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Não espere de mim a simplicidade de um jogo de damas, pois, estou bem mais para a complexidade do xadrez. Nunca tomo atitudes esperadas, nem por ninguém, muito menos por mim. Surpreendo mesmo meu inconsciente e nem sempre é por querer. Digo: nunca, quase nunca é por querer. Quem quer isso?

Não. Não espere genialidade em todas as minhas atitudes e frases. Seria tão chato. Sem falar que é uma responsabilidade da qual eu não posso arcar.

Assim como eu digo para não esperar uma santidade cega deste que vos fala, apesar do nome, garanto, não espere tão somente pecado, pois, até na maldade existe uma ponta de bondade. O bem e o mal caminham lado a lado esperando a distinção de cada olhar.

O que quero dizer com isso é que minha falta de atitude doeu mais em mim que em ti. Mas foi por você. Garanto-lhe que foi por você. Me responsabilizo sim. Só que meu erro foi por excesso de responsabilidade. Uma vontade incrível de acertar. Não poderia eu, causar-lhe mais dor que você já passara. Excesso de zelo? Você tem o direito de causar dor a si mesma. Eu não. Dito isso, jamais quis dividir minha atenção com mais ninguém. Haveria então, dela ser só sua, somente sua. Toda ela, por completo, talvez até com um certo excesso. Ontem não era possível porque eu não resisto ao vício de fazer uma cagada com as pessoas que eu gosto.

Entendo, entendo. Vou entender se tender acreditar no meu pior lado. Isso porque a fama precede o indivíduo. E nossos feitos dignos de orgulho só são lembrados após a morte. Você pode beber do popularesco e argumentar que de boa intenção o inferno está cheio e eu vou concordar, já estive lá. No entanto, se duvida de minha vontade olhe em meus olhos, que não são tão belos como os seus, mas falarão por mim. Ele a segue onde quer que vá. Se delicia deslizando de seus cabelos até suas pernas finas. Passa pela sua barriga até suas orelhas. Inveja seus lábios que estão sempre tocando-se ao invés de tocar os meus. É bem curioso que, eu tenho um trauma antigo com a cor vermelha, mas sonho com aquele batom até hoje. E se você pôde me curar deste trauma, o que não fará com os outros? Então, estes mesmos olhos que te seguem me fazem lembrar um garoto malabares vislumbrando a atenção dos motoristas parados no farol. Então eu te pergunto: você pode, por obséquio, abrir está maldita janela para eu entrar?



Bento.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

DO ÁLCOOL VIM, AO ÁLCOOL RETORNO

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Após o título eu nem precisava dizer mais nada. Entenda o título, entenda o resto. Claro como a bunda de um albino. Basicamente é isso. Eu nem precisava escrever mais nada caso eu não fosse um dramático explicativo. Caso eu não estivesse mais uma vez de ressaca e ela me inspira tanto e me deixa tão tagarela. Quero transbordar o desabafo por minhas entranhas (entenda ponta dos meus dedos). Do álcool eu vim, ao álcool retorno.

Essa semana existe um luto entranhado em mim que ninguém percebe. Nem eu percebo, mas está aqui. Um luto de uma (La) Revolta que se mostra cada vez mais longe e mais calada. Uma revolta que já foi trindade e hoje é única como um unicórnio. Pois é assim que a vejo. Um ser único que jamais poderei capturar. Uma utopia. Assim a vida segue. E transbordo a escrita por culpa da ressaca e a fornalha dentro do peito marcado pela cruz.

Nem precisava escrever e aqui estou copulando com minhas teclas gastas pelos contos. Mesmo assim escrevo para lembrar, como as tatuagens me lembram do que um dia fui e por quais caminhos já passei. E sempre foi assim.

Comecei a beber cedo, tão cedo que nem me lembro. Uma lata de cerveja, uma dose de cachaça ou um vinho barato. Não me lembro como comecei. Aliás, não lembro de muitas coisas à partir daí.

Comecei escrever por causa dos lapsos de memória derivado do álcool. Toda lembrança de minha juventude tem lacunas apagadas pelos porres homéricos de um jovem inconsequente e de uma sede tenebrosa.
Eu reflito sobre fatos posteriores, busco na memória amizades menos importantes e não me lembro. Me apego num fragmento qualquer de lembrança que restara em meu cérebro como fios de cabelos abraçam o ralo após a ducha e tento refazer os fatos. Refaço como a cena de um crime. Com fotos, pistas deixadas pelo criminoso, que neste caso sou eu mesmo. Ouço declarações de testemunhas no intuito de desvendar aquele mistério e quando não tenho sucesso, escrevo para preencher o espaço vazio. As letras são peças de quebra-cabeça que completam uma vida digna de ser contada e recontada nos mínimos detalhes. Não quero com isso dizer que todo ato tenha sido de caso pensado. Muito menos que todos os finais foram felizes. Muito menos que as histórias servirão de exemplo ou autoajuda para alguém. Nem ao mais medíocre dos seres. As escolhas foram minhas e só minhas. Por vezes, claro, encorajadas pelo álcool, mas quem liga para isso?
Histórias sem heróis, sem vilões. Apenas donzelas. Donzelas e perdas, donzelas e porres, donzelas e brigas e porres e feridas abertas e etc.

Algumas pessoas me perguntam se é preciso beber tanto. Eu respondo que não é preciso beber nem mais nem menos, está tudo nos conformes e dentro do planejado. O álcool faz parte de mim como fazem meus órgãos, minhas tripas, meu sangue. Meu peito magricela e nu e oco. Eu poderia ser um religioso abobalhado, confiscando partes de minha curta vida na ilusão de algo ou alguém que tomaria decisões por mim e isso jamais seria justo. Não quero perder nada. Não me admito deixar de fazer qualquer coisa em prol de algumas linhas de autoria duvidosa e interpretáveis por qualquer medíocre com mania de grandeza.

Eu poderia ser um Serial Killer e destruir centenas de lares e famílias. Poderia também limpar esse mundo imundo de alguns escrotos que não merecem sequer o ar poluído em seus pulmões. No entanto eu não teria a sobriedade e a tranquilidade de Bom Vivant que possuo nos dias de hoje de poder andar por aí e sentar-me em qualquer boteco para tomar meus tragos sem olhar para os lados. Entro e saio dos bares mais imundos até os restaurantes mais caros sem ter de me explicar, pois possuo a sabedoria dos humildes e o bom senso dos observadores.

Então por isso, talvez só por isso, eu mantenho-me na intransigência, na descontinuidade de diretrizes que eu mesmo escolhi e que posso largá-las quando bem quiser. Prefiro continuar destilando impurezas numa tentativa de tornar o cinza mais belo, mais tragável, ao invés de insistir em colori-lo. Não troco nenhum de meus vícios por qualquer safado que se diz melhor ou pior que os outros, por qualquer inútil que venha com a ideia de que é mais sábio porque alguém lhe disse que era. Não troco nenhuma de minhas ereções por orações pífias e ridículas por qualquer criatura que queira enfiar em minha cabeça que não posso fazer o que bem quiser com minha liberdade adquirida por direito, mesmo se dela eu quiser libertinar. Mesmo se eu quiser maltratar meu corpo, afogá-lo em álcool, riscá-lo, mutilá-lo, furá-lo entre outras coisas. Mesmo se eu quiser usar a minha liberdade para prender-me em alguém que seja bem mais impuro que eu, pois pureza mesmo só é bom para nossas filhas, para água e vodca. Quanto mais pecado melhor. Quanto mais trepadas melhor. Quanto mais bêbado melhor, afinal, do álcool eu vim e ao álcool retornarei.

Sabe como é, eu faço parte de uma classe amaldiçoada pela inutilidade de suas mentes. Isso na grande maioria. As poucas genialidades são perdidas pela incredulidade. Acostumados com o desdém, com a proximidade da morte e ela bate na janela nos dias de chuva ou nas noites frias nos olhando como um mendigo olha para dentro de um restaurante. Ela quer carne, ela precisa de carne e quem melhor que um bando de acabados como nós para satisfazê-la?
É mais ou menos como: já que não posso ser quem esperam que eu seja, serei exatamente àquilo que eu quero. Alguém haverá de sair satisfeito desta história. É mais justo que seja eu.



Bento.

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segunda-feira, 10 de junho de 2013

COMO TATUAGEM, CHEIRO DE LIBIDO, ODOR DE VONTADE

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A agulha bate na minha pele e me faz lembrar: estou vivo. A dor, o incômodo da pele sendo picada várias e várias vezes, o sangue jorra pelos cortes. Isso é real, vivo. A dor. A dor. Respire, pense em outra coisa. Então eu saio da realidade por alguns instantes e vejo uma garota, minha garota. Com os cabelos dourados ela me olha como se estivesse esperado o dia todo por aquele momento. Como se tivesse contando os minutos e segundos por aquele abraço e o beijo intenso. Espera que eu coloque meus dedos entre seus cabelos da nunca e simule uma força, nada demais, mas o suficiente para demonstrar que eu também contava os minutos e os segundos para finalmente chegar aquele momento.

Ela olha em meus olhos e vê o mesmo olhar de sempre. Olhar de garoto que ganhou um presente, olhar de garoto que chegou num parque de diversões com algodão doce, palhaços, princesas, balões e tudo mais. Ela olha meus olhos e vê que toda vez que eles a miram é como se fosse a primeira vez. Como uma grande novidade, brilha como fogos de artifício, uma comemoração de meus instintos, de meus sentidos e todos estão em festa.

Volto à realidade quando a agulha bate firme num osso ou num nervo. Uma tempestade de dor, prazer e orgulho. Mais sangue. Mais dor. Dor que dura horas para um bem maior que será eterno enquanto eu viver. Visto-me com meus excessos e ideologias e ninguém pode me tirar isso. Mesmo que arranquem minha pele. Tento sair dali, é muita dor e quero voltar ao delicioso momento que desabotoou a blusa, me vejo em seus olhos e o hálito de minha garota invade minhas narinas como se dissesse: estou aqui e agora pertenço a você e suas vontades. Não confunda com submissão, é prazer, é carne. Apesar da falta de agulhas e tintas as situações não são tão diferentes. Não tem submissão, tem cumplicidade. É como um beijo com mais ardor, com mais intimidade. Um beijo de corpo inteiro. Chamem de sexo, de amor, não importa. É delícia.

Os olhos não desviam um do outro pois os sentidos estão todos atentos ao show sinfônico dos gemidos que entram pelos tímpanos e nos faz querer mais. É neste momento, neste único momento que os ouvidos e os pés e os joelhos e a coluna e o membro se unem num grande e único órgão. A medicina não pode explicar isso. As unhas rasgando a pele das costas podem. As coxas apertando a pélvis podem. Cientistas não. Isso é a natureza.

Mais alguns cortes na pele que me traz de volta ao trabalho artístico na tela da alma. Paramos com o trabalho para espreguiçar o corpo imóvel e trazer o sangue circulando novamente em minhas veias. Um cigarro para aproveitar a pausa. Recebo um elogio do artista pela força de vontade e por ser tão destemido diante da dor. Respondo que dor, neste corpo, não é novidade. É possível se adaptar a qualquer coisa, mesmo à dor. Ninguém quer sofrer, porém você se acostuma. Como o engolidor de espadas, o homem que deita-se na cama de prego. A vida é uma imensa cama de prego e brasas acesas que temos que aprender a deitar.

Volto à maca e ao trabalho árduo da agulha rasgando, riscando, pintando. Acompanho o trabalho e aprovo. Tanta dor irá valer a pena. Muita dor me leva ao devaneio. É minha forma de lutar contra ela. O que não é muito diferente de escrever. Escrevo expondo meus órgãos, minha intimidade para fugir da dor.

No devaneio abro o botão do jeans. Me apego a lingerie, pronto. Essa também já nos deixou. Agora é cheiro de libido, odor de vontade. A pele é branca como a neve, toda ela, toda a garota veste a neve como uma seda e vice-versa. Ali, quando é o único momento que desvio o olhar de seus olhos. Estou ali de corpo e alma. Não me encoste, pois pode levar um choque, tamanho a concentração e querer. Lábios com lábios e vontade e corpos nus e tesão. Pés que viram mãos e afagam no intuito de não deixar nenhum pedaço de pele sem afeto. Nenhum poro sem carinho. Ali somos um, nada mais que um. Mas somos um numa cumplicidade ímpar e infinita. "Me possua" "Eu já a tenho, estou dentro de você" como a alma. Minh’alma. Marcados, como tatuagem.




Bento.

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

SENHOR APAIXONADO

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Então José Armando chegou à recepção do hotel muito orgulhoso. Deixou as malas no chão e pediu um quarto para a recepcionista que tinha os maiores seios que ele já tinha visto na vida. Tudo bem, a tal da recepcionista tinha tudo grande. Lábios enormes, bochechas de Bulldogs, mãos gordas com dedos gordos e unhas imensas pintadas de vermelho. Só que o que realmente chamou a atenção de José Armando foram as tetas gigantescas da funcionária do hotel que ela apoiava no balcão. José pensou que deveria pesar muito, por isso as tetas estavam espalhadas pelo balcão, assim como copos descartáveis de café, um maço de cigarros paraguaio e uma folha de controle de quem entra e quem sai.

 - Boa noite.

 - Boa...

 - Um quarto, por favor. Pediu o homem.

 - Só por hoje?

 - Por enquanto sim.

 - Débito ou dinheiro? Quis saber a moça.

José alcançou a carteira no bolso esquerdo do paletó, retirou o cartão e entregou para a atendente.

 - Débito...

 - Preciso de sua identidade. Falou a moça.

Armando voltou a abrir a carteira para entregar sua identidade surrada à gorda.

Agora com o cartão e a identidade em mãos a recepcionista com cara de Bulldogs riscava a folha de controle do hotel.

José mantinha um sorriso satisfeito no rosto. Estava ali por causa do trabalho. Acabara de ser promovido a gerente de vendas de uma empresa de cosméticos para cachorros. A empresa tinha como matriz um prédio caindo aos pedaços no interior de São Paulo e ele estava ali para dar uma palestra sobre técnicas de vendas para uma dezena de funcionários de uma filial na capital. Era um grande orgulho estar ali. Finalmente fora reconhecido em seu emprego. Depois de anos como o melhor vendedor de toda a rede de cosméticos, sua promoção chegou e agora ele iria passar todo o seu conhecimento para os novos funcionários. Já tinha ensaiado seu discurso dúzias de vezes em frente ao espelho. O terno era de seu falecido pai que sua mãe deixara horas sob o sol para que saísse o cheiro de mofo. Mas seu pai era um pouco maior e mais gordo que José o que fazia com que o terno ficasse largo. Os sapatos tinham sido comprados em 12 parcelas e a diária do hotel estava sendo paga com suas economias, pois o setor financeiro da empresa lhe entregou apenas cinquenta reais em notas amassadas de dez para despesas com hospedagem e alimentação. No entanto o novo gerente de vendas era só pose e para mantê-la preferiu usar seu cartão.

José Armando tinha o peito estufado enquanto dava asas ao seu devaneio sobre como seria a tal palestra. Já podia ver os olhares interessados e analíticos fuzilando seus gestos, suas pausas, sua dicção. Armando fez uma anotação mental para não esquecer de fazer gargarejo com o xarope caseiro que sua mãe preparou e colocou em sua mala.

Finalmente seus pensamentos foram interrompidos pela funcionária do hotel segurando o cartão, sua identidade e a chave do quarto nas mãos gordas, com unhas vermelhas em sua direção.

 - Aqui está Senhor Apaixonado. Quarto 12.

 - Como? O gerente perguntou.

 - Quarto 12. Só virar a esquerda.

 - Não, não. Do que você me chamou? Senhor o quê?

 - Apaixonado. A recepcionista falou arqueando uma das sobrancelhas e demonstrando a mesma impaciência de sempre.

 - Desculpe. Meu nome é José Armando. Disse o homem, um pouco sem graça.

 - Bem, que seja. Se você quer ser chamado de José Armando, José Wilker ou a puta que pariu. Desde que não roube nada do quarto.

José foi buscar em seu âmago toda a paciência de budista que não era para responder a moça. - Mas senhora... Posso te chamar de senhora? Não esperou que a gorda respondesse e prosseguiu. - Quero que me chame de José Armando, pois esse é meu nome.

Mostrou a identidade que a própria recepcionista tinha acabado de lhe devolver e a moça arqueou a sobrancelha novamente.

"Que porra de sobrancelha maldita." Irritou-se José e olhou para a identidade que tinha sua foto. Com cabelo engomado, óculos de grau e uma cara idiota. Abaixo da fotografia estava seu nome. Senhor Apaixonado.

 - Mas será o Benedito?! Só pode ser alguma brincadeira do pessoal do escritório.

Armando justificou-se para a mulher. Olhou seu cartão do banco e lá estava o mesmo nome. Senhor Apaixonado. Já vermelho de vergonha e de raiva José andou a passos largos para o quarto 12.

Mal colocou as malas para dentro do quarto e já estava ligando para o escritório para descobrir o maldito que fez aquela pegadinha com ele. Ninguém atendeu. Reparou que já era tarde e já havia acabado o expediente. - Mas amanhã aquele crápula não me escapa. Vou exigir sua demissão. Onde já se viu brincar assim com um Gerente de Vendas.

O homem andava de um lado para o outro tentando acalmar-se. De repente estavam batendo na porta do quarto. Ao abrir deparou-se com dois homens de terno escuro e correntes douradas penduradas ao pescoço que serviam de suporte para os distintos da polícia. Eram altos e fortes os homens. Cabelos bem cortados, rostos firmes. Um branco e um negro. O negro tratou das apresentações.

 - Boa noite. Eu sou o Detetive Franco e este é o Detetive Bráulio.

 - José Armando. Muito prazer detetives. Em que posso ser útil? Quis saber José e Franco falou novamente.

 - Pensei que seu nome fosse Senhor Apaixonado.

 - Não, não detetives. Está havendo algum mal entendido. O pessoal do escritório...

 - O senhor está mentindo para a polícia Senhor Apaixonado? Foi a primeira vez que Bráulio falou.

 - Evidente que não senhor Det. Eu jamais...

 - O Senhor está preso. Faça o favor de vir conosco. Bráulio tirou as algemas do bolso de trás e com agilidade torceu o braço de José Armando.

 - Mas, mas... Vocês não podem me levar. Eu tenho uma palestra para dar. Sou gerente de vendas...

 - Não diga nada senhor. Tudo que disser poderá ser usado contra você no tribunal. Sentenciou Franco.

José Armando entrou na viatura com seu terno maior que o corpo sem entender o que estava acontecendo.

Uma hora depois, Armando estava sentado numa cadeira de ferro, nu, numa sala que mais parecia um porão. Úmida, mal cheirosa e pouca iluminação. Só se via uma porta, a pequena lâmpada acima de sua cabeça e os dois Det. A sua frente.
Suas duas mãos amarradas atrás das costas e as duas pernas amarradas junto aos pés da cadeira. Sendo assim impossível movimentar-se. Os olhares dos detetives eram compenetrados e impiedosos. Próximos aos dois detetives havia uma pequena mesa que servia de suporte para uma série de objetos sortidos. Um balde plástico de água, uma toalha de rosto, um alicate, martelo, navalha, uma faca de açougueiro e um maçarico. José não sabia qual a utilidade daquilo tudo mas logo iria descobrir.

Bráulio foi até a mesa, pegou a toalha e colocou dentro do balde plástico. Seu companheiro se colocou às costas de José de modo que pudesse segurar a cabeça dele para trás.

 - Última chance safado. Qual o seu nome? Perguntou o Det. Franco.

 - O que vocês vão fazer comigo? Eu já disse, me chamo José Armando.

 - Bom Senhor Apaixonado. Você teve sua chance. Bráulio...

Era a deixa para o Det. Bráulio começar a forçar Armando a dizer o que os detetives queriam ouvir. Para tirar-lhe tal informação o Det vestiu a toalha no refém de forma que ela cobrisse todo o rosto do homem. Pegou o balde e começou a despejar toda a água que nele havia, simulando uma espécie de afogamento. Devagar e constantemente a água era despejada dificultando cada vez mais a respiração do torturado. José debatia-se tentando buscar ar.

 - Já está bom Bráulio. Não quero matá-lo tão rápido. Franco freou o ímpeto de seu parceiro.

Os dois detetives cessaram a água, mas passaram a agredir o homem com socos e pontapés. Mais socos e o rosto de Armando já estava todo ensanguentado.

 - Assuma logo homem. Diga qual seu verdadeiro nome. Diga que você é o Senhor Apaixonado para acabarmos com isso de uma vez por todas.

Franco falava tentando ser convincente de que queria acabar com as agressões e talvez quisesse mesmo. Enquanto José, agora com alguns dentes a menos na boca só repetia que não sabia o que eles queriam, mas que seu nome era José Armando.

 - Me chamo José Armando. José Armando...

Bráulio que sempre se mostrara mais agressivo foi até a mesa com objetos de tortura. Voltou com um alicate e Zé arregalou os olhos tentando imaginar qual seria a agressão da vez. Bráulio não fazia questão de esconder que aquilo era como um parque de diversões para ele. Mostrava habilidade com os instrumentos de tortura e agora tinha a orelha esquerda de Armando nas pontas do alicate e começou apertando a cartilagem que fazia com que o torturado gemesse de dor. Mas não era o bastante, Bráulio queria mais, então resolveu começar a torcer a orelha esquerda de José. Torceu, torceu e o homem que tinha sua orelha torcida gritava como uma criança. Franco limitava-se a segurar a cadeira para que o homem que debatia-se de dor não tombasse no chão. A orelha torcida sangrava e homem gritava. Bráulio sorria e torcia. Quando surpreendentemente a cartilagem desprendeu-se da cabeça de Armando ficando pendurada nas pontas do alicate. José agora gritava ainda mais, não pela dor, mas por ver sua orelha separada de sua cabeça. Franco fez cara de nojo e virou o rosto. Bráulio balançava a orelha causando mais desespero em José.

 - Agora já chega! Franco gritou chegando a assustar Bráulio e Armando. Retirou a 380. do coldre e puxou a cabeça do homem sentado na cadeira para trás. Enfiou o cano na boca dele e ameaçou. - Chegou sua hora cão.

Armando tentava suplicar pela sua vida, mas o cano da arma atrapalhava a fala.
O Det. engatilhou a pistola e perguntou ao homem.

- Você vai morrer agora. Aproveita para se despedir, alguém pra gente mandar o corpo?

 - B-bem, tem... Tem uma garota... Que depois de um beijo...

Armando tentava responder quando o gatilho da arma foi acionado e sua cabeça perdeu para trás com um buraco de bala na testa.



Bento.

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