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sábado, 12 de janeiro de 2013

O QUE É MEU É SEU E O QUE É NOSSO É SÓ SEU


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Eu já tive crises existenciais sobre minha escrita. Daquelas de pensar em tocar o foda-se e não escrever uma linha sequer. Digo isso pelo fato de por um bom tempo achar que as pessoas deveriam ler o que escrevo e entender da forma que eu gostaria. Interpretar do jeito que transpirei cada palavra e vírgula, mas isso é de uma utopia tamanha. Quando você vai ao cinema e paga para assistir um filme o final é de quem escreve, a história é de quem escreve, mas a sensação que você tem quando a tela escurece, ou quando joga o saco de pipoca no lixo é só sua.

Quando você ouve uma música a história é do autor, mas a emoção das lágrimas é só sua e de mais ninguém. E é aí em que tudo faz sentido. Um texto nunca é só um texto, um conto nunca é só um conto. São vários dentro de um mesmo esqueleto, como se houvessem várias personalidades dentro de um mesmo indivíduo. É só por isso que escrever é um ato tão solitário, a companhia está nas letras que preenchem os espaços vazios como a alma. Os nomes das personagens de um livro são do autor, do âmago mais profundo de uma imaginação doente de vaidade, mas a face, o tom da voz, os cenários, os sorrisos, são frutos da imaginação de cada leitor. Ninguém pode prever nem controlar isso. É como a primeira impressão, você não conhece nada de um sujeito que acabaram de lhe apresentar, no entanto já tem todo um perfil e uma história improvisada na sua mente sobre ele que, claro, depois de se conhecerem melhor você verá o tamanho da discrepância da realidade para o que acreditou ser.

Cada linha, cada estrofe, só é assinada para alimentar e fomentar a vaidade do artista, pois, na prática, o dono é quem lê, não importa para onde a história te leva, sempre é possível dar um rumo diferente se quiser. Cada obra é uma vida sem destino.



Bento.

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sábado, 12 de maio de 2012

PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DA RESSACA


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Confesso que penso em minha insistência de exaltar o álcool, bem, convenhamos, me saio melhor falando sobre o que gosto.

Então estamos todos no bar e o testemunho da alegria está estampado no rosto de todos em volta. É uma fraternidade talvez ilusória -- sei que alguns vão dizer -- e eu não vou argumentar, porém acredito que transborda a sinceridade no porre, pois bêbado não mente, assim como as crianças e quem não gosta de voltar a ser criança mesmo que só nas verdades vomitadas?

Eis que tenho a ressaca como uma das minhas melhores amigas, tanto que a trato como senhora Ressaca, assim como trato o tédio como Tédio. Tanto respeito que sinto que merecem nomes próprios.
Sempre disse que escrevo melhor quando a Ressaca me faz companhia, assim, desacelerando meus pensamentos e dando um rumo as palavras como um quebra-cabeça. Recita em meus ouvidos frases flutuante de meu inconsciente.

Eu não tenho a pretensão de explicar o que é uma ressaca daquelas de deixar os pelos do corpo arrepiados e as mãos trêmulas. Prefiro que sintam na pele, mas como disse para uma amiga “nipo-nordestina”, gosto de analisar as coisas, mais que isso, dentre tantos vícios, sou viciado em análise. A ponto das pessoas próximas dizerem "Bento e suas teorias", a reflexão é o lubrificantes das engrenagens do cérebro.

Então eu falo de ressaca como se fôssemos parentes próximos. Ela me dá o que eu quero e eu tiro proveito disso.
É desnecessário dizer que em toda relação existem abalos nas estruturas e nem sempre são flores.

 Quem conhece sabe que a Ressaca é tendenciosa, tenderá sempre para a falta de escrúpulos que tem consigo mesmo, o segredo está em colocá-la em seu devido lugar.
Não sei quanto ao resto, mas a pós-embriaguez possui personalidade, portanto haverá dias que ela te visitará com um humor totalmente lamentável, que chega a lembrar o Tédio, é quando ela inspira músicas, parábolas e apelidos como "Maldita Ressaca".

Tem dias que ela baterá na sua porta com flores e chocolates fazendo você sorrir com as histórias da noite anterior, mesmo daquelas que não nos orgulhamos tanto. É como encontrei-a parada no pé da minha cama hoje cedo, vigiando meu sono  e coleções de sonhos esquecíveis. Me deu um belo beijo de bom dia e serviu-me de café fresco e cigarros. Então sentei na cama para ouvi-la e juntos criamos planos mirabolantes para consertar as falências de pudor da noite anterior. Como é sábia a Ressaca.

Vou confessar aqui que algumas vezes bebo só para ter a ressaca em minha companhia, uso os destilados como convite -- venha tomar um café comigo e colocamos a fofoca em dia. Eu digo.

Agora eu vou mais longe e dizer que existe uma purificação na ressaca, há um desprendimento das canalhices mundanas no sentido de criar uma hegemonia dos sentimentos passionais que ficam todos ao seu favor na intenção de arquitetar uma compreensão mútua entre você e esses sentimentos.

Dito isso, sinto uma imensa vontade de achar que a origem da palavra ressaca deveria ser "cura da alma" mesmo em sua falência.

Mas eu sei que sou um romântico e possuo a tendência de fazer parecer "bom moço" todos e tudo que me faz bem, porém tenho adquirido uma política de "morde e assopra" que nem mesmo eu entendo e sei donde houve início. Sendo assim, fingirei polemizar citando àquelas características físicas e lúcidas como dores de cabeça, apologia à preguiça e sede que beira a demência. Bom, na verdade eu mudei de ideia, não vou cometer a sobriedade -- até porque não estou sóbrio -- de citar as características físicas da ressaca. 


Bento.

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sábado, 11 de fevereiro de 2012

DE CORPO E ALMA

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É incrível como seu corpo acusa exatamente os sentimentos mais profundos de sua alma.

O ódio é anunciado pela garganta seca.
As mãos trêmulas entregam o nervosismo.
O medo faz a pele perder o brilho e a cor.
A ansiedade divide as borboletas do estômago com a paixão.
A solidão pega o tempero do paladar para si.

E a sua felicidade causa tudo isso nas outras pessoas.


Bento.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

LENÇOS UMEDECIDOS

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Ao caminhar sente o peso dos olhares em suas contas.
Ah! Mas aqueles olhares...
O que são aqueles olhares?
Nada mais que entretenimento gratuito da suposição de caráter.
Utiliza-se como panos umedecidos, desobstruem os poros da face fazendo nascer o sorriso límpido e joga-o fora.

Continuemos fazer valer a obstinação do dedo gangrenado para que tenhamos do que reclamar. Olá! Eu não me excluo disso. Mas estou do outro lado da moeda, aquele com cara de paisagem olhando o desdém.

Observo e é tão claro quanto um albino, não está dando certo, nem o seu problema, e é um enorme problema, partindo do princípio que você não quer ver, ou vê, mas não aceita. Ou aceita, no fundo da sua alma você aceita, mas tem medo. Vê que gigantesco problema agora? Já os meus problemas são mais numerosos e irremediáveis, logo, quando caio na inutilidade de me preocupar trato logo de regar as lembranças com uma boa dose de esquecimento.

Agora já estou em outro canto esquivando-me da luz e vejo o quão solitário é brigar num relacionamento de um só indivíduo.
Formam-se DRs solitárias que duram horas, sozinho, todos de acordo, ninguém discute. Da DR não há o 'D' de discussão e tão pouco o 'R' de relação. Então é o quê?

Risos e mais risos e maquiamos os buracos que a vida tratou de estocá-los em nossa face, e permanecem abaixo do pó e só será revelado no quarto com o dramático e sincero lenço umedecido.

Quero frisar que se às vezes maquio uma análise ou comentário, se troco os fatos pela analogia é em prol da observação, assim forço um pouco mais o exercício de interpretação de cada leitor.
É mais ou menos como na vida selvagem que o animal a notar que está sendo observado foge para esconder-se. Digo que a fiscalização por aqui tem sido grande e não faltam personagens para tomar cada história para si.

É bem verdade que ao observar o coelho prestes a ser devorado pelo coiote, surge o mais comum reflexo de ajudar o coelho, nos de bom coração é bem mais comum. No entanto o coelho nem sempre quer ser salvo.
Em alguns casos o leão quer salvar o coelho para trocar a refeição de estômago. Concorrência animal ou puritanismo momentâneo?
Leões só são amigos de coelhos feios, eu insisto em dizer. Sei que a analogia pode parecer indigna do texto e o autor pode parecer indigno da escrita, porém, querer que o leão se torne vegetariano é pedir demais. É a natureza.

Ah! Mas a fé das mulheres, sempre tão apegadas ao credo que chega me dar inveja. Pena que são fiéis sempre do santo do milagre errado.

Agora penso que estou de repouso na coroa da estátua, observando...

Observo e vejo a tentativa de se mostrar tão segura, tanta segurança traduzida pela fala alta e os palavrões constantes, ou é segura a ponto de manter-se fora dos padrões, ou ainda não sente segurança para se padronizar.
Segura ou não, o padrão, neste caso como regra, à de ser excesso, um excesso maravilhoso.


Bento.

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

BOM DIA

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Eu amo a noite.


Mas as manhãs são ótimas. Minhas maiores inspirações acontecem nas manhãs.
O melhor cigarro é o primeiro, assim logo depois que acorda.
O melhor trago de qualquer bebida alcoólica é o matinal, quando sua boca está virgem pela noite dormida, você sente o verdadeiro gosto do líquido, sem nenhuma outra coisa para confundir o paladar. O gosto que o criador quis passar adiante para os degustadores. O verdadeiro sabor.

E o sexo, o melhor é o matinal. Depois de uma boa noite de sono acordar ao lado de alguém que realmente vale à pena e dar bom dia com carícias e preliminares é o ápice diurno.
É impossível acordar com o pé esquerdo. Se todos fizessem sexo pela manhã não haveriam tantas brigas no trânsito, ninguém se incomodaria de pegar metrô lotado, de se amassar por um lugar que se possa segurar. Ninguém teria sono, o sexo tira o sono. É você acordar e saber que há um dia inteiro pela frente e que você pulou etapas.

Geralmente as pessoas acordam, trabalham, estudam, saem pra jantar e beber e depois fazem sexo. Você já acordou fazendo sexo, ou seja, o melhor do dia você já fez... O que vir depois é luxo, bônus, um plus.

O sexo de manhã é o mais perfeito porque é feito de improviso. É o mais realista, ali não tem produção, o cheiro é o verdadeiro, é primitivo, é amor e nada mais. Ninguém faz sexo de manhã com quem não ama. Pode até não saber que ama, mas se acordar ao lado de alguém e tiver libido para o sexo não é nada mais do que amor, o mais puro amor, o amor sem interesse, o amor carnal, sentimental, amor recíproco.


Não pensamos direito quando acordamos, não temos pudor, por isso é quando tomamos atitudes somente pelo instinto, atitudes tomadas pela alma, pelo tesão mesmo, sem vergonha, sem postura, sem faz-de-conta e isso é amor.

Por isso acho que as manhãs são especiais, não há nada melhor que se sentir tomado por tanto desejo que esquecemos do horário, esquecemos que vamos chegar atrasados no trabalho. Esquecemos que dia é hoje, nos prendemos apenas no cheiro da manhã, do fio de sol furando a cortina da janela ou o barulho da chuva no telhado. Nas manhãs é só isso que importa. É saber o que exatamente o dia nos reserva.


Bom dia.



Bento. 

 
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segunda-feira, 12 de julho de 2010

VILÃO X MOCINHO

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A cada gole, a cada decepção, a cada novidade, é um passo a mais para o nada, o não sei o quê, do inicio ao fim. Às vezes acho que vou sobreviver, às vezes acho que o fim será breve, acordo e acho que estou melhor, o mais distante possível, como aquela boa e velha luz no fim do túnel. Às vezes acho que não tem escapatória, que foi um espelho que quebrei e terei que pagar durante 7 anos ou mais... O cigarro me mata, o álcool me mata e daí? Foda-se! Tudo me mata, dormir me mata, acordar me mata, pensar me mata, viver me mata, a cada ano que passa a vida me mata aos poucos.

Me liberto a cada gole é verdade, mas na ressaca, volta a assombração, como num filme de terror, que quando você menos espera esta lá, o vulto, o fantasma, o zumbi à me assustar e sugar minha alma, só não sei o final desse filme.

Definitivamente não sou o mocinho, longe, bem longe disso. E os finais dos filmes nunca são bons para os “não-mocinhos”.


Definitivamente quero terminar esse filme vivo, como qualquer pessoa em sã consciência, porém minha loucura e sanidade são duas coisas que não caminham juntas, elas não se dão muito bem, estão sempre separadas, quando uma está a habitar meu corpo a outra foge para algum lugar talvez na 3°, 4° ou 5° dimensão.
Algum outro lugar inabitável pra mim ou qualquer parte de meu corpo ou minha alma.

O álcool. O álcool me deixa zen, em transe, por algumas horas... Às vezes esse transe vem sem mesmo o consumo dele, é quando a loucura esta me possuindo. Ah mas a sanidade é tão lúcida e tão mortal, tão sincera. Tão sincera. E ela grita, grita e me acorda, me traz de novo para o mundo real, esse mundo onde não há sonhos, não há perdão, não há esperança, um mundo frio, calculista, onde todas as pessoas competem com as outras, e um tenta comer o outro. E não estou falando de sexo.
É o mundo animal. O mundo real.
A cada decepção.

As correntes existem, elas estão aqui por algum motivo que ainda não descobri, mas elas não deveriam estar aqui. Elas deveriam depois de tanto tempo e, eu sinto que já faz uma eternidade, traduzindo, bilhões e bilhões de anos, é o que me parece, sumir, mas elas não se corroem, elas não evaporam, são feitas talvez de algum material não corrosivo com o tempo, não reciclável, são feitas de um material especial, 50% castigo, 40% punição, 10% culpa.

A minha criptonita.

Mas não pense que eu sou algum Super Homem, longe, bem longe disso. Fato!
Mas que isso não é normal, não é. E olha que eu geralmente gosto do anormal, mas isso já é demais e quando a pimenta é no nosso anus, as coisas ficam bem diferentes. Então os dias passam, e essa bipolaridade que se tornou minha “nada mole vida”, continua a me assombrar, sou como uma estrela de Hollywood de 3° categoria num filme de terror bem trash, isso quer dizer que as coisas não vão acabar bem para mim, provavelmente nesse filme, ou eu sou encontrado morto logo na primeira cena, ou vou ser acusado de ser o assassino, ou algum mocinho vai me matar, ou seja, vou morrer de qualquer forma.

Ó conhaque, venha me salvar, assim gritando, "pelas forças do Dreher eu sou o Bento". Não! Está errado.

Esse é o He-Man e, eu não tenho nenhuma vocação para mocinho, esqueceu?

Não. Eu não sou certinho, engomado, eu fumo, eu bebo, eu falo palavrão, eu erro, eu não trato todas as pessoas bem, apesar de me esforçar para isso e, como todo mocinho que se preze haverá de tender para a falsidade e eu não sei ser falso, eu sou sincero demais e isso é coisa de vilão. Sabe aquele que esta prestes a matar o mocinho e conta todo o seu plano mortal? Pois é, ai o mocinho se liberta e atrapalha tudo. O mocinho é o meu destino, eu sou o vilão, que no final, ou morre, ou fica louco, ou etc., etc. e etc. O Mocinho jamais, J A M A I S, buscaria alívio à sua alma numa garrafa de aguardente composta com gengibre.

Não! O Mocinho tem mais classe, o mocinho toma Danone, veste calça de moletom (eca), usa chinelo com meia, “tipo certinho mesmo”.
O mocinho na verdade é um semi-gay, algo ilusório, não existe, porque ninguém é mocinho todo tempo e aquele que se diz com tal qualidade é um sujeito falso, com máscara, e as máscaras caem, mas nem sempre à vista de quem importa. Ora, mas eu sou só um relés mortal, semi-alcoólatra, semi-feliz, semi, semi, semi, quem sou eu?

Quem sou eu para falar e julgar um bom e velho mocinho?
Mas não se engane, não estamos falando de mocinhos da "Malhação", esses são raros. Bonitos, charmosos, inteligentes, espertos, e com alguma causa social por trás.

Não! Os mocinhos atuais são feios, sem estilo, lerdos, tímidos, incapazes, pobres coitados que se aproveitam da fragilidade das mocinhas cansadas de procurar e não encontrarem perfeição nos vilões. E os mocinhos invejam os semi-alcoólatras, os semi-felizes, os semi, semi, semi, semi.

Mocinhos na verdade são um saco, eles fazem escotismo, são estudiosos.

Vilões são autodidatas.
Vilões tem um talento, um dom.
Vilão nasce vilão, é uma exceção, não uma regra.

Mocinhos são regras.

Ou se fazem de regras, mocinhos são semi-gays, já disse isso?
Nada contra gays, tiro o chapéu para os gays, gays são corajosos, eles tem coragem de se assumirem gays numa sociedade totalmente preconceituosa, mas os mocinhos não. Mocinhos são apaixonados pelos vilões, eles só não admitem, mas são fãs de vilões, invejam os vilões.

Mocinhos queriam ser vilões, mas não podem, não sabem, não nasceram vilões, nasceram semi-gays, que para serem gays basta saírem do armário.
Vilões não tem armário, vilões tem passado, o que é bem pior.

O passado nos condena, somos condenados pelos erros que cometemos. Mocinhos não erram, eles já nasceram errados.

A diferença do mocinho para o vilão é que o vilão não faz questão nenhuma de esconder seus erros, ou acertos, aliás, faz até bem para o ego deles, na verdade na verdade, vilões não precisam esconder, sempre tem um mocinho pronto a apontar o dedo, julgar e contar algum defeito ou erros de trajetória do vilão.

Já o mocinho tem muitos esqueletos no armário e você vai se perguntar por que os vilões não fazem o mesmo e desenterram os esqueletos dos mocinhos? Ah isso é fácil, porque vilões tem muitas coisas para se preocupar, muitos planos mirabolantes, muitos nomes para guardar, não temos tempo de julgar ou cuidar da vida alheia, um vilão nunca é dedo-duro.
Resumindo, Veríssimo falou sobre “A Pessoa Errada”, vilões são sempre a pessoa errada, as mocinhas só não enxergam isso, os mocinhos dificilmente sabem quem é Veríssimo.

Mocinhos seguem moda, vilões fazem moda.

Mocinhos mentem. Vilãos também, claro, mas vilões contam aquela "mentirinha" que toda mulher gosta de ouvir, mocinhos tentam fazer igual todo o tempo, por isso mentem sempre, o que os tornam...

Ora, qualquer pessoa que me conhece tempo suficiente sabe, que sou um bom e velho vilão, um vilão clássico, que jamais serei, nem quero, nem gostaria de ser mocinho, me sinto bem sendo vilão. O que não gosto é ser confundido com mocinho, porque falso nunca fui, inveja, nunca tive, muito pelo contrário, sou alvo dela.

O que me chateia é a cegueira, pobre cegueira das mocinhas, que às vezes, na maioria das vezes tem vilões como amantes, e mocinhos como maridos, vilões como amor eterno, mas mocinhos como “idiotasmediocres” como pai de seus filhos.

Mocinhos na verdade não servem pra porra nenhuma.

Mocinhos são a escoria da sociedade, o planalto, a câmara do senado, dos deputados, os presídios, os direitos humanos, estão cheios, lotados eu diria de mocinhos, mas só os vilões são eternos. Amores eternos. Amantes eternos, acredite!
Se você acredita em paraíso, o paraíso esta cheio de vilões.
Mocinhos vão para o inferno.

Bento.

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