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terça-feira, 14 de julho de 2015

AINDA HOJE NÃO SEI O QUE É SER CHUPADO POR UMA BANGUELA

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Uma vez estava eu saindo de um motel afastado, quase de improviso, com uma das garotas mais safadas que eu já conheci. Íamos do motel para o metrô e lá cada um de nós tomaria um curso diferente. Eram duas quadras e eu andava como um coxo, tamanha a dor no saco, pois eu transara com toda a força que tinha e ela queria mais e mais forte. Nem o homem mais forte do mundo poderia saciá-la. Eu pelo menos tentei. Mas foi a dor no saco mais deliciosa que eu me lembro.

Uma outra vez, estava em casa, numa daquelas festas que eu costumo fazer sem motivo e sem data para acabar. As pessoas apenas vão chegando e trazendo bebidas e trazendo mais gente que também vão trazendo mais bebidas e bem, parece nunca ter fim. Até que alguém gorfe, e outro alguém apague, uma garota ou duas urine nas calças, e em cada canto da casa tenha alguém transando ou tentando transar. Calhou que neste dia me sobrou o banheiro do meu quarto e era a terceira vez que eu entrava ali com uma garota diferente. Pela janela do banheiro ouvíamos a conversa sem sentido de bêbados falando sobre nada e gargalhadas insanas. Ela ajoelhada e eu resolvi que era um bom momento para umas palmadas em seu rosto. Primeiro um tapa, depois dois e vocês sabem como isso funciona. Ela nem parecia que gostava nem que não, mas de repente decidiu revidar e seus braços eram mais fortes que os meus. De supetão levei um tapa no rosto de baixo pra cima que quase me deixou sóbrio de novo, porém estava bêbado e o tapa fora tão forte que pendi para trás como quem estava prestes a cair. Então a garota dos braços mais fortes que os meus agarrou meu pau e me puxou junto dela impedindo minha queda. Poucas vezes me vi surpreso, mas nada supera o tapa, a quase queda e ser laçado por meu próprio pau. Rimos disso e ela continuou a fazer o que estava fazendo. Decidimos parar com os tapas por hora.

O que quero dizer com isso é que são sempre as pequenas coisas que me marcam. A minha memória que quase funciona raramente deixa passar esses pequenos momentos de que somos escolhidos pelo Destino para aprontar de bom humor. Não há muito que se esperar das pessoas nesta bagunça que chamamos de vida. Não há muito que esperar nem de nós mesmos, mas esses momentos simplórios fazem com que acordar cedo e sentir o azedo do suor que exala por debaixo da camisa do filho da puta que não tem coragem de tomar um banho antes de dividir o mesmo metro quadrado que você no ônibus lotado faça um pouco mais de sentido. Porém não muito.
Só que a vida é bem mais flagelos que momentos intrigantes como estes, logo, não vou negar que por vezes me passa pela cabeça morrer. Não morrer para sempre, não é isso. É morrer uns três ou quatro dias só. Assim, sem mais nem menos. Apenas morrer e não ter ninguém enchendo meu saco, sem cobradores ou Testemunhas de Jeová em minha porta. Sem carros do ovo, da cândida, ou do churros. Sem panfleteiros de pizzarias. Sem ter de me preocupar com cigarros e sem guarda noturno. Só morrer, pura e simplesmente morrer. Descansar a mente, o corpo, esquecer das coisas. Já reparou que passamos mais tempo tentando esquecer que lembrar? Isso pode ser um sinal. Um sinal de que a coisa está de mal a pior.

Estava lembrando desses casos assim, por acaso. Entre uma dose de Borboun e outra, analisava o conceito que tinha das mulheres e o conceito que as mulheres tinham sobre mim. Dizem que os amigos sempre lhe dizem a verdade, eu nunca acreditei nisso, porém tenho uma conhecida que já tomou porres homéricos comigo, que jura de pé junto que sou a pior pessoa do universo, aliás, não duvido que ela goste da minha companhia só por isso. É mais fácil de conviver com alguém que está mais fodido que você, não há pressão para melhorar. Em seus ápices de embriaguez chegou a me comparar com o próprio Diabo, mas acho que ela me superestima.

Então penso nas garotas das quais cometeram o erro de cruzar meu caminho. Todas elas santas, faço questão de frisar. O que pensam de mim? Não que seja importante a ponto de mudar a minha opinião, contudo pode ajudar a entender o porquê não permaneceram e qual a minha responsabilidade nisso tudo.

O fato é que algumas garotas gostam do que eu escrevo, no entanto não gostam tanto quando me conhecem e provam o que leem na vida real. Justo.

Lembro-me de uma garota, de olhos verdes como uvas verdes. Não se adaptou a liberdade que eu dava a ela. Talvez quisesse alguém ciumento, que quisesse saber onde ela estava a cada passo, que a proibisse de ter amizades masculinas e controlasse todas as suas ações e bem sei que apesar de reclamarem, existem muitas garotas que gostam desde tipo de cara machão. Eu poderia ser este cara? Claro que poderia, mas eu não poderia ser este cara e ainda por cima ser exatamente a pessoa que eu digo ser. Então começaria uma relação traindo, não ela, mas a mim mesmo. Não digo que hoje ela me odeia, porém acredita piamente que eu não quisesse nada com ela. Eu queria, só que gosto de analisar as coisas e as pessoas e isso leva algum tempo.

Penso na idosa de 500 anos. Meu único arrependimento quanto a esta garota de 20 anos é que, idosa que era, ainda possuía todos os dentes. Ainda hoje não sei o que é ser chupado por uma banguela, mas nunca é tarde. Esta, talvez me odeie, mas tenho sérias dúvidas. O que acontece é que ela se convenceu de que eu sou o pior do mundo, mas não consegue esquecer os bons momentos, logo, sempre quer reviver os bons momentos de outrora. Só que todos sabemos que há coisas que nunca se repetem.

Outro dia recebi uma ligação de uma garota casada. Em outros tempo traía seu marido comigo, mas isso faz muito tempo. Teve um filho recentemente e depois de tanto tempo de fidelidade forçada queria voltar a traí-lo. Esta não me odeia, tenho certeza. Poderia dizer que até me ama, do jeito dela, mas talvez seja amor. Contudo, não mais do que ama o marido. Melhor pra mim, pior pra ela.

Tive uma relação conturbada com uma garota de pernas finas uma vez. Digo conturbada, pois nunca estávamos disponíveis ao mesmo tempo. Quando ela quis eu estava ocupado me diminuindo, e quando eu estava disponível ela estava ocupada com outros relacionamentos. De qualquer forma, por mais que em algumas vezes quisesse me odiar ela não conseguia. Não conseguia, pois para odiar é preciso dar importância, nutrir qualquer sentimento para depois querer o mal. Mas a única coisa que a garota de pernas finas sentia era vaidade. Gostava do drama que eu fazia, e eu sou bom com dramas. Fazia bem ao seu ego estar entre as linhas dos meus textos e esperava ansiosa para ler sobre si. Sentia-se musa de seu autor predileto. E ela era. E eu era. Hoje não mais, nem pra mim, nem pra ela. Hoje ela lê outras coisas, eu escrevo sobre outras e assim a vida segue. Mas definitivamente não me odeia.

Já Nelia, talvez seja a única que nutre algum ódio e rancor por mim. Odeia porque me amou. Odeia, pois não pude ser o homem que ela queria que eu fosse. Odeia-me porque eu era só um garoto. Odeia porque eu não podia fazer malabarismo em faróis, porque não podia dormir em redes, porque não podia desvendar o mundo. Também pudera, sequer conseguia me desvendar. Meus segredos e sonhos, o que eram? Meus amigos e familiares, quem eram? Odeia então, porque eu não era capaz de acompanhá-la em sua jornada para desvendar seus traumas. E ainda pensando nisso, vejo que não tenho nada em comum com essas garotas nem com seus ideais e suas fantasias. Algumas delas queriam apenas um escritor falido para se sentirem o centro de algo importante, contudo, eu nem sou tão escritor assim e nem tão falido assim. E mesmo não sendo, vivendo a realidade da minha escrita, perceberam que não é tão fácil estar ao lado de um beberrão teimoso que precisa de sexo como um alcoólatra precisa de álcool e eu preciso tanto de ambos.



Bento.

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sábado, 8 de novembro de 2014

NÃO EXISTE PROBLEMA NO MUNDO QUE NÃO PAREÇA INSIGNIFICANTE QUANDO SE ESTÁ SENDO CHUPADO DECENTEMENTE

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Somos todos estranhos mordedores de nada. Somos um monte de bosta sem saber pra onde ir. Digo que a única coisa da qual tenho conhecimento é meu gosto e disso eu entendo super bem. Por mais bêbado que se possa estar sempre sobra uma fagulha de consciência. Você está lá, em algum lugar dentro da sua mente assistindo na primeira fila as merdas que você faz. Claro que "merda", no meu entendimento é um termo ambíguo. Pode ser bom ou ruim dependendo da ótica.

Estamos num calor de 400 graus e eu estava deitado nu com as costas no chão, levantando a cabeça somente para mamar a garrafa de cerveja. A garota estava deitada de bruços na cama alisando meus cabelos e brincando com minhas sobrancelhas enormes. Lucia era o nome dela.

- Não sei o que você tem, mas você tem... Sabe? Ela dizia.

Eu não fazia ideia do que ela falava, mas eu ainda tinha cabelos dela grudados em meu peito magricela e era difícil raciocinar com todo calor que anda fazendo.

- Eu acho que você esta empolgada só porque gozou, amor. Não tem nada demais. Eu respondi.

Ela pegou a garrafa da minha mão e bebeu um gole longo. Pedi que ela acendesse um cigarro e me ajudasse a fumar. Ela acendeu e colocou na minha boca para que eu pudesse tragar e depois ela também fumava.

- Não é só porque eu gozei. Claro! Também é porque eu gozei, mas nem era pra eu dar pra você. Você é o cara mais podre que eu conheço. Ela disse.

Pedi mais um trago no cigarro e seus dedos compridos e magros levava-o até meus lábios. Eu não vou negar que senti um tremendo orgulho subindo pelo meu peito. Eu sempre disse que se é para ser melhor em alguma coisa então que isso lhe traga algo de bom. Ser o pior cara que ela conhecia deixava-a de cabelo em pé e com uma luz de alerta bem acesa. Ela transou comigo por uma inconsequência e já repetiu tal equívoco meia dúzia de vezes. O que ela queria saber é porque não conseguia sentir o mesmo tesão pelos cuzões que levavam ela a motéis caros em seus carros emprestados dos pais e correntes de prata no pescoço que poderiam me fazer tombar para frente. Ela não sabe a resposta até hoje, eu também não sei, mas suspeito que tudo é uma questão de estilo. Faça tudo com muito estilo, com originalidade, pode ser que não dê em nada, mas pode ser que você seja apontado na rua como O Cara. Nunca se sabe.

- Talvez você precise conhecer mais gente. Eu respondi a acusação dela com uma falsa modéstia

- Sem falsa modéstia, senhor Bento. Ela disse.

Eu sorri de olhos fechados e joguei o restante de cerveja da garrafa direto na boca. Um pouco escorreu pela minha barba e ela passou os dedos e chupou. Chupou como se chupasse algo maravilhosamente saboroso. Claro que isso foi o suficiente para que eu ficasse duro novamente e fossemos para debaixo do chuveiro transar mais uma vez.

Toda vez que ela vai embora sentencia que não voltará mais. Eu sinto receio de que um dia ela cumpra a promessa, no entanto não demonstro. Finjo que não ligo, que não acredito e ela parece não acreditar, tomando minha atitude como um desafio. Eu não quero que ela pare de vir, porém não consigo juntar forças para dizer que quero que volte sempre. Toda a minha força foi gasta com alguém que nunca voltou, logo, tenho por mim que quem quer fica, quem não quer parte sem retorno e isso independe de qualquer coisa que fazemos. As pessoas simplesmente fazem o que elas querem, sem se importarem com qualquer outro que não eles mesmos. Não podemos assumir responsabilidades por coisas que não são de nossa alçada, que não podemos controlar. Uma transa é só uma transa até que os dois resolvam dar mais significado a ela.

De qualquer forma, numa outra situação lá estava eu com outra garota. Esta não era tão magra quanto Lucia, nem tão bela, mas conseguia me fazer gozar com uma habilidade que só ela possuía.
Num dia desses lá estávamos bebendo cerveja até que ela decidiu me chupar.
Chamava-se Priscila e chupava como se sua vida dependesse disso. Um talento pouco visto em todos esses anos de bebedeiras e situações imprevisíveis que já tive. Eu sempre valorizei uma garota que chupe e pareça gostar de fazê-lo. Mas para não me afastar muito do assunto. Eu ganhava uma boa chupada e fumava meu cigarro intercalando com goles de cerveja. Para você que está lendo isso lhe garanto. Não existe problema no mundo que não pareça insignificante quando se está sendo chupado enquanto dá uns traguinhos. Tudo no mundo torna-se mesquinho e sem importância. Eu penso que os programas sociais do governo deveriam substituir as bolsas quase-nada e casas populares por belos e deliciosos boquetes. Todos seriam mais felizes. Você pode aguentar morar de aluguel, o que não se pode passar sem é um boquete bem babado.
Cheguei a pensar nos outros caras, quantos deles passaram ou passarão a vida inteira sem uma chupada sensacional? Ou pelo menos sem viver um momento como eu estava tendo a oportunidade de ter. Ela chupando e eu fumando. Quantos contadores, auxiliares administrativos, bancários, vendedores, garis, formarão famílias, farão tratamento de canal, morrerão de câncer sem serem chupados decentemente, ou terão o privilégio de serem chupados por duas garotas ao mesmo tempo? Olhar para baixo e ver duas cabeças brigando para abocanhar seus pintos. Esses caras podem até dizerem que a vida não é só isso, mas garanto a vocês que todos, sem exceção, lamentarão em seu leito de morte os boquetes de suas respectivas esposas. Digo isso, pois boa parte das mulheres chupam com um sacrifício na alma. Algumas mulheres usam o boquete como moeda de troca e só não conseguem mais porque não fazem decentemente. E eu me vi como um cara de sorte. O Destino tem lá suas crises comigo, mas de tempos em tempos me faz um agrado.

Mesmo assim, ainda existem aqueles caras que se contentam apenas com as calcinhas de suas esposas penduradas na lavanderia de seus apartamentos minúsculos com o fundo da peça amarelado virado para o vitrô da cozinha. E a cada garfada no purê de batata ele sente o gosto do que ele imagina ser o mesmo gosto do corrimento no fundo da calcinha. Tudo isso é só imaginação, claro.
Ainda existem os homens que preferem as garotas que deixam seus absorventes usados fora do lixo do banheiro ou que justamente no dia que vai deixar o sutiã a mostra elas escolhem o mais velho e encardido. Preferem a vida de dormir assistindo a novela e ir ao hipermercado aos domingos. Assim como existem mulheres que preferem os homens que tentam se parecer com o Gustavo Lima com tatuagens de arame farpado e cabelos lamentáveis. Ou os barrigudos que passam a vida mostrando o rego acima do cinto. Que levam as chaves penduradas no bolso da calça. Que usam cuecas vermelhas, amarelas e afins. Homens de sapatenis. Homens que vão até a venda de samba-canção. Aos meus olhos são todos estranhamente doentes, bem como eu deva ser insanamente incomum para alguns. Somos todos estranhos. De uma mediocridade tamanha.


Bento.

domingo, 18 de maio de 2014

ALGUMAS PESSOAS BEBEM E PARAM. EU NÃO INVEJO ESSAS PESSOAS

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Uma das poucas coisas que eu acho aceitável no Brasil é a quantidade de feriados. Evidente que alguns especialistas dirão que numa sociedade séria isso seria inadmissível, portanto soa-me um tanto incoerente de minha parte, porém nunca enganei ninguém falando que eu gosto de trabalhar. Como diria Bukowski: trabalho só serve para manter quatro paredes em volta da gente, um homem que tem quatro paredes pode vir a dominar o mundo. Eu diria que trabalho serve para ter quatro paredes e uma garrafa de qualquer coisa alcoólica. Existem momentos em nossas vidas que qualquer coisa alcoólica, por pior que seja, já é um bom motivo para sorrir. Evidente que eu já passei desta fase e posso me dar ao luxo de escolher o líquido que vai me embriagar, por isso, em vista de mais um feriado, tratei de abastecer o frigobar com felicidade gelada e o balcão caseiro com felicidade quente, com isso planejei "viajar" todos esses dias de folga e foi o que fiz.

Conheço algumas pessoas que bebem um pouco e param, como quem guarda alguma coisa para o futuro, ou esconde alguma coisa. Bem, eu não invejo essas pessoas. No caminho de volta da loja de bebidas vi um cachorro morto e pensei; este poderia ser qualquer um de nós. Nunca entendi, por exemplo, a frase sobre copo meio vazio e copo meio cheio, acho um desperdício de qualquer forma. Eu sempre esvazio o copo e encho de novo e sigo assim até que não sobre mais nada. Notou a diferença?

Pensei em guardar o feriado para escrever e acabou que não dando certo, acabei recebendo visitas que trouxeram mais visitas e no fim demos uma festa que durou dias e tive que expulsar algumas pessoas, caso contrário estariam em casa até hoje. Quando se está bêbado numa casa cheia de outros bêbados não há espaço para privacidade. Divide-se pensamentos, quartos, cama, banheiro e tudo é uma coisa só. Copos passam de boca em boca, cigarros passam a não ter dono e todos se alimentam da embriaguez do outro, bem como o soluço, ao beber com alguém bêbado acabamos ficando bêbados igual. Bebíamos e ouvíamos música, gemidos, conversas paralelas e chegamos à conclusão que ao beber despertamos instintos que sequer conhecemos. Sempre fui um cara de beber para ficar bêbado e gostar disso, me gosto mais bêbado que sóbrio, inclusive gosto mais das pessoas quando bêbado. As melhores coisas da minha vida eu fiz bêbado, talvez as piores também, mas não vou tirar o tesão do momento por causa de algumas pequenas coisas. O fim nunca será mais importante que o começo, exceto quando estamos falando sobre sexo.

Outro dia estava eu no bar e encostou um cara, daquele típico cara que joga dominó na frente do boteco e pendura a chave do carro no bolso junto com o pé de coelho. Barrigudo, um cavanhaque que ele deveria manter desde a adolescência e careca, uma careca lustrosa. Me ofereceu um drink, eu neguei e isso foi motivo suficiente para ele achar que poderia puxar conversa comigo. Nunca fui de conversar muito no bar porque caras de bar normalmente são mentirosos e esse indivíduo não era diferente. Ele dizia-se muito rico e já tinha comido mais de quinhentas mulheres só nas horas que passamos ali bebendo, que foi o tempo que ele teve para contar mentiras. O fato é que a maioria das pessoas mentem quando falam sobre sexo. Algumas pessoas aumentam, outras diminuem os fatos, mas todos mentem. Anos atrás, quando eu tinha um pouco mais de humor conheci uma garota que falava quase que sem respirar. Estávamos sentados numa mesa bebendo algumas cervejas e ela falava, falava... Já tinha feito de tudo. Sexo com três caras, três garotas, dizia que tinha feito sexo numa moto em movimento e tudo mais. Com ela era sem pudor, ela dizia. Fazia o diabo e poucos homens era páreo para ela. Eu logo entendi aquilo como um desafio e eu tenho um sério problema com desafios e apostas, pois normalmente venço e vitórias viciam. Como eu não corro de desafios fui preparado e concentrado. Pedi duas doses de whisky, virei as duas, uma após a outra e saímos daquele bar medíocre para um lugar que pudéssemos ver o circo pegar fogo.
Adianto que a tal garota não era grande coisa, não tinha um rosto que faríamos nos sentir orgulhosos de andar de mãos dadas ao seu lado, mas é difícil ter alguém com o dedo em riste mirando seu rosto dizendo-se melhor que você. Já no quarto o whisky começara a fazer efeito e todo homem sabe que whisky retarda o prazer mais que qualquer coisa neste mundo. Naquela luta as doses misturadas com uma porção de cerveja seria minha armadura e partimos para a briga. Era tudo mais-ou-menos e a garota era uma boneca, a única vez que se mexeu foi para ir até o banheiro. Acabou que eu mandei a garota à merda e fui brigar sozinho em casa. Mas tudo bem, isso não é motivo para se matar, no máximo mais três ou quatro doses de whisky para esquecer a noite ruim.
Eu nunca fui bom em matemática, mas sei que as estatísticas são cruéis. Quanto maior o número de vezes que você repete uma ação maior é a chance de alguma coisa sair errado. Se eu não estivesse tão bêbado nas aulas de matemática eu poderia dizer que alguma professora minha já tinha dito isso. De qualquer forma, o que eu quero dizer é que quanto mais garotas você conhece, maior é a chance de você se dar mal ou deparar-se com coisas bizarras.
Teve uma outra garota, e reparem que em nenhum momento citarei nomes porque não importa, essa garota tomou toda a atitude, desde o convite para beber uma cerveja até o convite para sairmos do bar para um lugar com quatro paredes que nos fornecesse privacidade. Não importa quantas vezes uma garota tome a atitude do convite para o sexo, isso sempre causará surpresa e não é só porque torna as coisas muito mais fáceis, é porque sai daquele estereotipo de mulherzinha que precisa ser enganada. Talvez isso venha causar certo incômodo para quem estiver lendo e tomarão o fim da história como uma vingança do destino contra a opinião divergente do autor, mas eu não acredito nisso, acredito na lei da estatística. Então, voltando ao bar - bebemos cervejas até não caber mais garrafas da mesa e foi quando recebi o convite para saímos de lá. Eu conhecia todos os motéis próximos, dos mais caros até os cubículos que dividíamos com baratas. Pendurei a conta no bar e fomos procurar privacidade.

Não me lembro bem do motivo pelo qual não conseguimos um quarto. Talvez o fato de ser sexta-feira 13, talvez pela idade da garota que era segredo até aquele momento, o fato é que decidimos pegar o trem para minha casa e continuar bebendo por lá. Eu, como todo bebedor de cerveja que se preze, mijava de cinco em cinco minutos e tratei de procurar um banheiro de algum bar. Já a garota não se rendeu à sua bexiga dizendo ter nojo de banheiros de bares. Entendam, naquela noite bebemos litros e mais litros de cerveja e ela não tinha se esvaziado nenhuma vez. Eu deveria ter previsto algo do tipo, alguma coisa estava ou tornar-se-ia muito errada com o passar do tempo.  Resumindo a história, já dentro do trem a caminho de casa, a tal garota de atitude que tinha nojo de banheiros de bares e que segurava a vontade de urinar por muito tempo acabou se aliviando ali mesmo, no trem, na minha frente e de mais três ou quatro bêbados que também voltavam para suas casas. Aliviou-se ali, com sua calça jeans mudando de tom devido ao líquido quente escorrendo pelas pernas.

Entende o que eu digo sobre estatísticas? Se você está praticando tiro ao alvo com bitucas e acerta as três primeiras vezes que tenta, as chances de acertar a quarta são bem pequenas. Com mulheres também é assim, quanto maior o número mulheres que você conhece maior é a chance de encontrar esse tipo de situação digna de ser contada em um bar com os amigos tomando cerveja e falando merda. Ainda não é motivo para cortar os pulsos, é só uma história que arrancará risadas e pronto. Mesmo assim eu admito que estou enchendo linguiça. Há duas semanas que eu tento terminar esse texto e não consigo. Não consigo porque duvido da qualidade de tudo que escrevi até agora. Escrevi e apaguei e escrevi e tornei a apagar pois tudo era uma merda do tamanho do mundo. Numa de minhas tentativas isto seria um conto, um péssimo conto, por sinal, onde eu conversava com um bêbado irritante no bar, porém, não sei se leram, mas publiquei algo semelhante duas semanas atrás, que já era semelhante ao que tinha postado três semanas atrás, portanto apaguei e me ofendi por ser tão repetitivo. Fiz mais quatro ou cinco tentativas depois destas e todas eram uma merda e esta, muito provavelmente não seja melhor, mas também, que se foda. A maioria das pessoas que leem isso regularmente não estão com essa bola toda, então vamos nos contentar com o que temos hoje, amanhã é outro dia.



Bento.

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

PORRES INDECENTES E ESPORRADAS NA CARA

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Poucas coisas me deixam mais feliz que beber. Na verdade, acho que só uma coisa me deixa mais feliz que beber, que é fazer sexo enquanto bebo. O auge da felicidade é quando estou bebendo e transando na minha casa. Sim, eu sei que é impossível substituir a mística do bar, mas nos últimos tempos tenho preferido ficar bêbado em casa. Estou sem paciência para lugares cheios, músicas de gosto duvidoso e garçons desgostosos com seus salários de merda com suas caras de bosta demorando anos para trazer uma cerveja dignamente gelada. Bem, isso e também porque eu tenho enfrentado o diabo com porres vergonhosos para quem se propôs a viver uma vida de porres desde cedo. Não é fácil chegar ao meu nível, daqueles de ser reconhecido na rua por desconhecidos como um bebedor de respeito. Porres estes acompanhados de ressacas morais cruelíssimas, mas quando você pisa na merda a melhor coisa que se pode fazer é abrir os dedos. De qualquer forma decidi evitar lugares públicos por um tempo. Faço tudo em casa. Bebo e transo. Sem motéis baratos, sem conta para pagar após estar bêbado. Tudo na mais perfeita ordem. O único problema de se fazer festas em casa é que a bagunça e a sujeira fica para você recolher. Camisinhas jogadas pelos cantos, garrafas de whisky, latas de cervejas, bitucas de cigarros em cima da cama, manchas de vômito no chão... E poucas coisas são tão desagradáveis quanto limpar vômito quando se está de ressaca, com exceção quando a noite anterior tenha sido muito, mas muito boa, pois aí você limpa, lembra das merdas que foram feitas e você limpa feliz. Quase como uma Amélia.

Outro dia eu bebi e tenho um lapso de umas seis horas das quais não me lembro de quase nada. Isso chama-se ossos do ofício, por vezes acontece. Não se pode beber e lembrar de tudo nos mínimos detalhes. Você perde momentos para ganhar outras coisas. Histórias, por exemplo. Não há um bêbado que não tenha uma história engraçada para contar, engraçada para o ouvinte, muitas vezes trágica para o locutor, mesmo assim histórias. Um amigo se perdeu numa cidade próxima rodeado de prostitutas num quarto de motel cheio de baratas e sem um tostão no bolso. Trágico no momento, engraçadíssimo depois de uns dois dias. Eu sempre digo que não confio em pessoas que não bebem, não por nada, não sou preconceituoso, só acho que pessoas que não bebem sempre têm algo a esconder e quando se esconde coisas, no mínimo essas coisas não são tão sem importância assim. É possível que você esteja conversando com um psicopata, um pedófilo e tal, para a maioria ele parece confiável simplesmente porque ele não bebe. Isso sim é preconceito. Julgar uma pessoa antes de conhecer seus piores defeitos é de uma besteira tamanha. Julgar o bêbado só pelo seu hábito de beber também. As melhores pessoas que conheci na vida eram bêbadas. Não professores, não estudiosos, nem religiosos... bêbados. Sempre bêbados.

Ainda falando em religiosos... Hoje encontrei uma garota lindíssima no metrô e ela usava daquelas roupas de velhas sebosas que vão às igrejas mais temperamentais e arcaicas e isso me fez pensar muito em tudo que aquela garota estava deixando de viver por causa de uma lenda idiotia que seus pais a fizeram-na acreditar. Era uma bela garota, uma menina praticamente, com roupas medíocres e uma aliança dourada no dedo denunciando sua libido de transar, fato que a fez casar com outro idiota como ela para se satisfazer, imagino eu. Pensei em todas as festas que ela deixou de aproveitar, todas as decepções de amores que ela não precisou curar e com isso não pôde conhecer a si mesma e os limites de sua alma. Pensei em todas as privadas que ela deixou de sujar com seu vômito, todas as bebidas que não provara e todas as noites de ressaca e mal dormidas que teria de superar. Todos os bares e pessoas loucas que abdicara de conhecer. Todos os tapas na bunda, gozadas na cara, brinquedos eróticos, sustos de gravidez que ficarão apenas em sua imaginação.


Dito isso, penso então que deveria ser pecado introduzir crianças em suas religiões malditas e sem fundamento. Afinal, se é verdade o que dizem sobre as religiões serem libertadoras, no mínimo é preciso passar longos anos pecando para merecer perdão de qualquer que seja o seu deus. Por isso acho que só deveria haver religiosos velhos, deixem as crianças viverem e aprenderem com seus erros, seus velhos cretinos e estúpidos. O tempo é um maldito sacana e cruel que nunca se permite dar segundas chances, portanto, não tirem delas a preciosidade de viver seus melhores momentos. Todo o tempo do mundo pode não passar de um curto espaço de tempo de quinze minutos, então fodam-se vocês e suas alienações exacerbadas por idiotas corruptos que sugam todos os anos de suas vidas com promessas utópicas de um paraíso post-mortem.


Bento.

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quinta-feira, 4 de abril de 2013

EU NÃO SEI NADA DE MATEMÁTICA, MAS SOU PERITO EM ANATOMIA

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Eu nunca fui um bom aluno. Nunca.
Sempre fui daqueles de sentar no fundo da sala e destilar minha vaidade para as garotas. Eu queria chamar atenção e conseguia. Com isso levava algumas mentes ocas comigo. Eram idiotas imitando um tonto, ou um bando de tontos seguindo um idiota, escolha a alternativa que quiser.

Meu trabalho ali era dificultar ao máximo o trabalho dos professores e nisso eu tinha grande sucesso. Não que eu fizesse questão disso, eu era um cara, só um cara e não fazia questão de nada. Só de confundir as cabeças já muito confusas dos outros alunos. Tão confusos quanto eu.
Digo que se houvesse justiça no mundo eu teria me tornado professor, só para sentir na pele tudo o que causei aos mestres.
Eu era um desserviço a educação calamitosa das escolas públicas. Se alguém na administração das escolas pelas quais passei tivesse um pingo de juízo eu sequer teria terminado os estudos. Faça-se justiça que eles até tentaram expelir o grande mal que eu era expulsando-me duas ou três vezes, porém, não se alcançou grande resultado quando eu, expulso, poderia entrar em qualquer outra escola que quisesse. Logo, como uma praga (todos os meus professores concordariam com isso) eu seguia confundindo e aniquilando algumas promessas estudantis por onde passava.

Eu falava fácil, com a voz mansa. Usava palavras difíceis apenas para passar a imagem que sabia do que estava falando, mas não sabia. Era um argumentador. Levava a história do Brasil e do mundo sempre para o lado pessoal e invertia os fatos. Os alunos entendiam, os professores tentavam entender como poderia sair tanta bobagem de uma mente tão jovem.

Tinha mania "do contra". Fazia discursos inflamados como os ditadores que eu ainda nem conhecia. Os professores diziam que eu era uma mente brilhante desperdiçada. Nunca me achei inteligente. Achava-me um bom ator, um fingidor, eu diria. Enganava bem, bem até demais. Sempre disse que não importa o tamanho do absurdo que você conta, O que importa é a segurança com a qual você conta. Mas nunca, nunca me achei inteligente. O que eu tinha demais para a minha idade era esperteza e atrevimento. Uma combinação que usava para o mal. Um talento nato para humilhar os meus colegas de sala. Tudo isso muito antes de o Bulling existir. Se já existisse eu estaria nos cartazes de prevenção. A minha foto estampada com uma cara de culpado confesso. Eu poderia ser crucificado em praça pública. Decapitado e esta pendurada nos portões da escola como exemplo. Duvido que nenhum professor tenha se sentido tentado a fazê-lo.

Eu era um carrasco de CDFs. Tornei-me um fomentador de intrigas femininas. Acabei com relacionamentos bonitinhos, típicos de filmes adolescentes de Hollywood. Destruí autoestima de garotos roubando-lhe garotas e aniquilei a vaidade das garotas chutando-as logo após.

Então, você que já deve me odiar pelo que leu até aqui e por fazer perder seu tempo, deve estar se perguntando onde é que eu quero chegar com essa confissão de adolescente maldito. Eu respondo que não sei. Mas se consegui deixar bem claro que era eu um péssimo aluno e a última coisa que eu fazia na escola era estudar então cheguei ao meu objetivo. Uma matéria em particular sempre foi o meu purgatório, a matemática. Esta sim era minha intenção. Para então, poder dizer que depois de velho, descobri que no mundo real, na vida em questão, nesta matemática, menos é mais. A multiplicação apesar de encher os olhos, engana. Somar vaginas e bocas com o intuito de chegar a algum lugar é de um erro tão grande que nenhuma prova Real pode resolver. E que algumas relações só podem dar certo quando existem dois números na casa da divisão. Um mais um só é dois quando estamos dispostos a subtrair coisas de que gostamos para agradar o próximo. Volto a falar da multiplicação para chegar a números assustadores de nomes, telefones, tickets de motéis, pernas que se abrem, pernas que se cruzam. Inúmeros casos e narizes que irritam-se a tocar seu abdome. Soma-se tudo isso as mordidas em seu órgão sexual e o cansaço dele de trabalhar tanto em tão pouco tempo a ponto de você achar que não dará conta, que pode ser que tenha que passar por um constrangimento. Pegue a calculara para não errar na conta e o saldo será sempre negativo. Perdeu-se mais que ganhou. Está no vermelho, pois, menos é mais. Todo mundo deveria saber disso. Porém, o único que se saia mal em matemática era eu.


Bento.

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

BLÁ BLÁ BLÁ DO SEXO.

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Eu vejo algumas pessoas tratando o sexo como uma coisa sagrada, divina como um milagre e acho tudo isso muito estranho. Deus não fez o sexo, Deus fez o Amor, quem fez o sexo foi o Diabo.


Entenda; imagine uma coisa molhada, viciante, onde não conseguimos ter controle do nosso próprio corpo como se estivéssemos possuídos. O coração acelera, o sangue corre mais rápido, é tão intenso que mesmo sem fazer muito esforço transpiramos em bicas e terminamos exaustos. Isso só pode ter sido criado pelo Diabo, Deus é adepto do livre arbítrio, quando estamos fazendo sexo não há livre arbítrio, é o tesão que nos comanda, é o desejo do desejo, é querer sentir mais e mais prazer, como um viciado à querer mais e mais. Temos pudor para comer e para conversar. Para pensar no sexo não há pudor, só vontade.

E depois de conhecer algumas mulheres que ainda não provaram dessa droga tão necessária para saúde e bem estar percebi que o sexo é tratado por elas como uma dádiva, um presente que elas devem dar apenas para alguém especial. Aquele papo de mãe e filha, o que acho deplorável. Não estou dizendo para as virgens saírem por aí se desvirginando como cadelas no cio, porém, é preciso que tenham a consciência de que sexo é para dois, é gostoso para os dois (ou três, ou quatro, ou cinco). Todos irão gozar, todos terão as pernas tremendo no final de tudo.

É uma ideia descabida, totalmente feminista e preconceituosa que a mulher tem que ser a Guardiã do Sexo, como se só os homens se divertissem nessa historia toda, a mulher que se prende a tais modelos de conduta alimentados por anos e anos de repressão e permanecem repreendendo sua libido à espera do príncipe encantado vão chegar à conclusão de que perderam um tempo precioso de suas vidas onde poderiam estar fazendo mais e mais sexo. Vão perder a chance de conhecer o seu próprio corpo e a certa altura da vida vão enxergar que nem mesmo a proprietária do corpo conhece seus pontos fracos.

Ouço algumas mulheres dizendo que estão se guardando para o dia do casamento - que tolice - vejo como o maior cúmulo da ignorância e uma das maiores besteiras já inventada pelo ser humano. É como casar já pensando em separar, se for casar virgem é melhor chamar um juiz para ficar na recepção do hotel já com a papelada do divórcio pronta, pois, imagine depois que casou perceber que o seu marido é péssimo na cama. Maridos podem ser péssimos em muitas coisas, podem ser péssimos cozinheiros, péssimos no futebol, desastrados com as palavras, podem nem saber trocar uma lâmpada, sequer saberem instalar a antena da TV a cabo, mas se não souberem levar você ao prazer tão prometido pelo sexo minha filha, você será infeliz, muito infeliz.

E se depois que casar perceber que o pau do seu marido é pequeno ou grande demais, perceber que seu gemido parece mais um jumento acasalando, perceber que ele jamais fará uma preliminar decente, perceber que ele é egoísta à ponto de só se preocupar com o próprio prazer? Perceber que ele é tão atrasado sexualmente falando que só irá te comer num papai-e-mamãe básico tão monótono que você dormirá no meio do sexo, e que quando você tentar colocar em prática aquelas posições que aprendeu no baralho do Kama Sutra ou nas revistas femininas ele logo te acusará de traição achando que você aprendeu tudo isso com outro homem, e se ele achar que você está louca apenas porque você disse que puxão de cabelo e tapa na bunda te dá prazer?

Se for isso que você deseja para sua vida tudo bem, eu não vou te julgar, mas que você vai se arrepender, disso eu tenho certeza. Já ouvi relatos das próprias mulheres que encontraram homens que não gostam de fazer sexo oral e homens que não gostam de receber sexo oral, apesar de elas adorarem tanto dar quanto receber. Já ouvi tantas reclamações de homens feitas por mulheres que me fez rir, mas também chorar de vergonha, sorte dessas mulheres que experimentaram antes de levarem para casa e adotarem seus nomes. Mulheres pesquisam preços no hipermercado, mulheres experimentam milhares de peças de roupas nas lojas antes de comprarem, mulheres experimentam milhares de modelos antes de saírem de casa produzidas para o trabalho ou para a balada, por que não experimentar o sexo? Sem treino não há sucesso, não há vitória.
Tentar trocar depois que tirou a etiqueta dá um trabalho danado.
  

Bento. 

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