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sábado, 27 de junho de 2015

SOMOS TODOS EGOÍSTAS ENTÃO SÓ ME CHUPE SE FOR CONVENIENTE

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Com o tempo vamos afastando as pessoas de nossas vidas. É um processo natural. Depois de muito tempo, as pessoas que ficam do seu lado são aquelas que realmente merecem - o castigo de sua parte ou da deles - e estes têm seu valor. Quem de vocês podem se dar ao luxo de dizer que convive com alguém desde sempre? Isso é raro. Nós conhecemos várias pessoas ao longo da vida e algumas delas pensamos que permanecerão o resto de nossas vidas, mas invariavelmente partirão, ou nós partiremos, por falta de contato, por preguiça, ou simplesmente porque aquela pessoa acaba se tornando um grande e insuportável pé no saco.

A maioria das pessoas que eu conheço eu me afastei por preguiça. Também por não me importar, mas mais por preguiça mesmo. Por exemplo, odeio ir na casa dos outros. Se eu te encontro em meu caminho é bem possível que eu pare e tomaremos umas cervejas juntos, mas se eu tiver que ir até algum lugar para te encontrar e relembrar os velhos tempos, não me espere, pois não vou. Não vou porque tenho preguiça. Com exceção é claro, se valer a transa.
Basicamente a vida se resume em quem quer te dar somado ao tempo que ninguém dá pra você. É tudo uma coisa se demanda e oferta. Se a oferta é grande não há porque se preocupar em percorrer caminhos tortuosos em busca de uma transa que você pode facilmente conseguir ao lado de casa. Pode perguntar para qualquer virgem, ou idiota, estes dão a volta ao mundo para transar.

Tive um amigo que namorava uma garota que morava em outra cidade e todo fim de semana ele viajava só para transar. Você pode dizer a si mesmo que era por amor, mas eu garanto que se ele tivesse a possibilidade de transar com qualquer outra que morasse mais perto ele faria.

Conheci uma garota uma vez que vendeu seu carro para ajudar o namorado a pagar a faculdade. Esta garota, apesar de simpaticíssima, era de uma falta de beleza sem igual, também era gorda e os dentes da frente separados, contudo, o que fazia dela a última na face da terra em matéria de sexo era o grande calombo que tomava praticamente sua nuca inteira. Este calombo impedia que nascesse cabelo ali. Então ela tentava esconde-lo com o cabelo da parte de cima da cabeça, uma tentativa até que válida, mas que não adiantava muita coisa. De qualquer forma, como toda desgraça ainda é pouca, o tal calombo dava de soltar um liquido viscoso e fétido, logo, nenhum cara em sã consciência, nem os mais bêbados, queriam se arriscar a colocar o pau ali dentro, com exceção do já citado namorado. Digo, pelo menos ele deveria transar com a garota, afinal, ninguém se dispõe a vender o próprio carro para ajudar alguém sem levar nada em troca. Mesmo os ignorantes religiosos doam suas coisas em troca da promessa - infundada - de um bem maior futuro. Resumindo, o cara se formou e deu um pé na bunda da garota do calombo. As coisas são assim, as pessoas são assim, bem como chegam, partem.

Eu estou dizendo isso talvez para justificar o fato de que eu simplesmente não me importo. Não me importo porque já vivi tempo suficiente para saber que as pessoas partem e nem sempre a culpa é minha. Não estou me eximindo de culpa, eu sou o primeiro a apontar o dedo pra minha cara e me julgar, mas nem sempre sou o culpado disso. Não me importo porque sei que as bundas mudam, os peitos mudam, mas num todo, geralmente trata-se da mesma coisa. Garotas que me acham interessante pelo modo que penso, que escrevo, mas principalmente pelo meu jeito de quem não se importa. É um ciclo, entenda; o que me torna interessante é a mesma coisa da qual vai deixa-las emputecida depois de algum tempo.

Eu nunca destrato ninguém, já disse isso aqui. Se destratasse não voltariam e a ideia é que elas sempre voltem, pelo menos até o momento que elas são interessantes. Dito isso, sou culpado quando dizem que se sentiram importantes, mas na verdade a culpa é dos seus relacionamentos passados com imbecis que as trataram como bosta. Faço tudo intensamente, também já disse isso, então olho nos olhos enquanto as penetro, agrido quando me pedem e faço tudo como se fosse a última vez, afinal, com meu estilo de vida pode mesmo ser. De repente um orgasmo pode se transformar em um enfarte e meu coração pedir arrego, pode acontecer, não seria nenhuma surpresa, e caso aconteça quero chegar ao lugar que tenham reservado pra mim com um belo sorriso no rosto e a sensação de trabalho bem feito. Logo, sou culpado quando me acusam de comê-las de forma que lhes deem esperança de que houve sentimento, mas sou inocente delas tirarem a calcinha para qualquer cuzão que as comem como quem toma café de manhã apressado para o trabalho.

Mas eu também já me senti vítima. Algumas garotas aceitaram transar comigo apenas para serem citadas em meus textos. E depois disso partiram. É difícil passar por uma situação desta, quando você ainda não está saciado e a pessoa te deixa na mão porque já conseguiu o que queria. Porque no final é isso, estamos todos em buscas de recompensas, metas que almejamos atingir. No final, somos todos egoístas e não fazemos nada que não seja para o nosso próprio bem. A garota só dá para alguém por acreditar que aquilo a fará bem de alguma forma, se não for por prazer sexual, que seja pelo prazer sentimental - e tem muita mulher que continua dando pro cara errado pelo simples fato de gostar do cara - ou pelo prazer da vaidade - e as mulheres são expert em dar pro cara pelo simples fato dele lhe dar em troca roupas e plásticas e viagem para que ela possa alimentar a vaidade de postar as fotos no Facebook - ou o prazer de qualquer coisa que venha te fazer feliz. Os homens que aturam uma relação da qual não quer pelo simples fato de ter roupa lavada e sexo sem sacrifício - e o que tem de cara por aí que se sente preso como um animal em seus relacionamentos - ou os caras que ainda se prendem a garotas com medo de assumir que na verdade gostaria de ter sua próstata cutucada por uma rola grossa e cheia de veias - eu conheço alguns. É justamente por isso que eu não saio por aí chorando e falando mal das garotas que se vão e não voltam. Afinal somos todos egoístas, então só me chupe se for conveniente.



Bento

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

UM VICIADO EM SEXO COM ASCO DE CALCINHAS É COMO UMA VACA COM ALERGIA A LACTOSE

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Eu estou no segundo copo de whisky e tenho escrito algumas coisas um tanto fortes para o perfil das pessoas que leem o que escrevo. Eu não me importo, pois mais prazer que ter pessoas lendo o que eu escrevo eu tenho quando escrevo o que eu quero então foda-se. Esse whisky que eu tomo hoje eu ganhei de uma garota, e uma vez ou outra eu ganho esses tipos de agrados. Além, claro, dos agrados sexuais. E tenho de dizer que uma garrafa de Jack é sempre um bom presente a se receber.
Digo isso pois tenho alguns vícios que vocês já devem conhecer todos muito bem. Logo, dentre tantas discussões medíocres por aí sobre política e a porra toda, ao invés de ir ao bar eu prefiro ficar em casa tomando grandes goles de Jack e mantê-lo na boca por alguns segundos até sentir todo seu sabor.

Houve um tempo que passei a odiar calcinhas. Não sei dizer ao certo de onde veio isso, mas era só ver uma garota no meu quarto, começarmos a nos beijar, o sexo pedindo passagem e eu imediatamente arrumava um jeito de tirar a calça da garota com calcinha e tudo para que não tivesse que olhá-las. Calcinhas feias, bonitas, grandes ou pequenas, renda ou algodão. Eu só odiava calcinhas. Perdia um terço do meu tesão caso me deparasse com elas. Eu nunca gostei de lingerie vermelha - isso também não é segredo - mas nesta época eu não gostava de calcinha nenhuma. De nenhuma cor. Só de ouvir uma música do Wando eu já ficava enjoado imaginando um mundaréu de calcinhas em cima de mim. Era complicado e nada saudável. As calcinhas penduradas nos varais dos vizinhos faziam meu corpo se contrair. Bem, dito isso, deixo claro aqui que um dos meus vícios, dentre tantos, é o sexo com garotas e de preferência magrelas e tatuadas, e não é nada - nada mesmo - saudável ter asco de calcinhas quando se está todo fim de semana bebendo, fumando e baixando calças junto com calcinhas para que não às veja. Uma hora ou outra o truque falha. Um viciado em sexo com asco de calcinhas é como uma vaca com alergia a lactose. Não faz muito sentido. De qualquer forma, assim como veio passou esse negócio das calcinhas.

Não muito depois disso eu comecei a trocar as garotas magrelas e peitos grandes por garotas de peitos pequenos e bundas enormes. O que vai contra tudo o que eu prezo numa garota. Mesmo assim troquei todas. Até aquelas que iam até minha casa regularmente eu deixei de lado, pedi espaço, aquela coisa de homem de precisar respirar ares novos, precisar de um tempo só. Como eu escrevo, para algumas garotas eu dizia que precisava focar mais na escrita, pois estava relaxado, perdendo a mão. Curioso é que esta desculpa foi a que teve mais aceitação. As garotas diziam: Ok, amor. Me manda um texto para eu ler.
- Certeza que mando. Eu respondia.

Então comecei a procurar as bundas enormes por bares e conhecidas que eu não reparava por não se tratarem do estereotipo que até então admitia. Tudo transcorreu perfeitamente bem. Conheci belas bundas. Brancas, negras, bundas grandes, muito grandes e as gigantes e desproporcionais. Bundas que batiam nas minhas coxas de tão grande quando colocadas por cima para trabalharem. Nesta época eu percebi que eu não ligava tanto para a beleza dos rostos - vejam que heresia - afinal, eram as bundas que eu olhava. Ter uma grande bunda nas mãos e não aproveitá-las da melhor maneira possível é estupidez. Para quem gosta de tamanho as brancas são as melhores, pois aparentam ser bem maiores, só que tudo é uma questão de ótica.

Então essa fase das bundas também passou e eu voltei às magrelas. Nunca me decepcionei com garotas ossudas. A flexibilidade, a agilidade, a safadeza...

Tem uma coisa também e isso parte mais de uma particularidade que qualquer outra coisa. As melhores transas da minha vida foram com magrelas. E muita gente acha que eu critico as gordas pelo simples fato de nunca ter tido uma boa transa com uma gorda e eu respondo: É verdade. Mas não é isso. Entendo eu que gordas são gordas e que essas mesmas gordas têm um desejo imenso de serem magras e não conseguem. Eu entendo isso. O que eu não entendo é essa mania das gordas de tentarem nos convencer de que estão bem sendo gordas e que nós homens é que somos uns fúteis por preferirmos beleza e magreza e não nos importarmos com - muita atenção para o termo que eu usarei agora - "beleza interior". Como se as gordas fossem melhores que as magras só pelo fato de serem gordas. Como se nossos neurônios estivessem ligados à quantidade de banha que temos em nossos corpos. É só pra mim que soa arrogante uma pessoa achar que é mais inteligente que todas as outras que são mais atraentes sexualmente que ela? É visível só pra mim que o mesmo preconceito que as gordas dizem sofrer elas têm com as garotas magras?
Bem, sinto em dizer - mentira, não sinto - mas eu prefiro as magras, pois é bem mais fácil ensinar uma equação matemática à um macaco que convencer um elefante a parar de comer.

Então eu tenho essa insistência com gordas e muita gente diz que vou acabar terminando meus dias ao lado de uma obesa. Pode até acontecer, contudo isso é tão possível quanto eu acabar casando com um saco de berinjela, pois eu não gosto tanto quanto.

Eu também falo uma porção de coisas sobre os religiosos e por incrível que pareça esses enchem menos o meu saco com essas crises de hipocrisia. Esses são hipócritas só com a vida e o mundo, comigo nem tanto. Mas é bem capaz - segundo diz a lenda - que eu casarei com um saco de berinjelas, morrerei esmagado por uma gorda e partirei sem escalas para o inferno, deixando órfãos duas ou três crianças berinjelas, afinal também não suporto criança. Isso, claro, se nenhuma gorda aparecer para comer meus filhos.



Bento.

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domingo, 14 de setembro de 2014

UMA BOCETA PODE LEVAR ALGUNS HOMENS AO INFERNO ANTES MESMO DE PODERMOS DIZER PUTA QUE PARIU

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Eu conversava com uma garota, e digo, ela não era nada fora do normal. Nem gorda demais, nem magra demais. Mas também não era nenhuma maravilha. Eu não conseguiria me ver casado e pensando em filhos ao lado dela.
Nós não tínhamos transado, porém eu tinha uma leve suspeita de que ela queria. Eu também poderia querer, dependendo do dia e do meu humor, de qualquer forma esperava para ver. E ela me dizia - vocês homens são todos iguais.

Aquela coisa do clichê que se tornou meia-verdade depois de tanto ser repetida. Eu nunca fujo de uma discussão então perguntei o motivo para aquela raiva toda.

- Como assim, amor? Você já ficou com todos nós para saber?

- Não - ela disse - mas já conheci homens suficientes para saber. Namorei duas vezes, durou quase 10 anos ao todo.

- Duas vezes? - Perguntei - Amor, eu já transei com duas garotas na mesma noite e nem por isso digo que conheço todas vocês. E mesmo que eu transe com mil garotas acho que ainda faltará muita coisa pra conhecer.

- Viu? É disso que eu falo. Vocês só pensam em sexo.

- "Vocês", não. Eu sim, só penso em sexo e assumo. Nunca enganei ninguém e também nunca transei com nenhuma santa. Agora, este sou eu. Talvez você esteja responsabilizando todos os homens por erros que seus namorados cometeram. É muita responsabilidade para nós que nem tivemos a oportunidade de ganhar sua aprovação. Cada cara é um cara, eu, por exemplo, não gosto de gordas, mas tem cara que adora. Eu tenho que dar a volta com os dedos na canela de uma garota, caso não consiga eu dou meu veredicto de obesidade. Conheço caras que parecem açougueiros, quanto mais carne melhor. Eu poderia te dar vários exemplos para comprovar que você não tem a mínima ideia do que está falando, mas acredito que já te convenci.

Não a convenci, porém ela desistiu de argumentar, isso acontece na maioria das vezes e com a maioria das pessoas. Alguns simplesmente repetem o que ouvem por aí e não refletem, sequer se aprofundam, logo, qualquer argumento que foge daquilo que ouviram causa pane em seus cérebros de ameba. Mas veja, não estou dizendo que eu deixei de transar com a garota só por causa disso, claro que não deixei.

Houve uma época em que eu estava com uma garota alguns anos mais velha que eu. Ela era quase minha vizinha, morava em algum lugar do bairro e esta era a única coisa que tínhamos em comum. Minto! Compartilhávamos também o vício pelo sexo e todas às vezes eram incríveis. Certa vez, se me lembro bem era meu aniversário e eu nunca escondi a ninguém que odeio meu aniversário por se tratar do início de uma maldição que levarei comigo para o túmulo. Então ela apareceu em casa com uma sacola da loja do Corinthians e me entregou. Eu agradeci e convidei-a para o quarto. Fizemos um sexo intenso e maravilhoso como eram todas as outras vezes só que desta vez foi melhor. Então ela bebeu toda minha porra, colocou a roupa e se despediu. Eu perguntei o porquê ela iria tão cedo, pois eu tinha mais a dar para ela beber e ela disse que só tinha vindo me dar o presente. Era uma garota sensacional, com um corpo perfeito do qual ela usava e abusava e eu nunca saíra descontente, no entanto alguma coisa fez com que eu me afastasse. É bem possível que com o tempo pudéssemos adquirir mais coisas para compartilhar. Mas eu não esperei. Não esperei porque eu não sou de esperar muito e isso pode ser um erro. Algumas vezes eu penso nesta garota. Tentei encontrá-la pela internet e tal, mas não tive sucesso. Pra começar era uma ótima transa, eu deveria ter esperado um pouco mais. O motivo pelo qual não espero é que o único amor que tive foi ligeiro e espontâneo. Duas palavras e um beijo e eu já amava. Talvez não tenha desconfiado logo de cara, contudo meus olhos diziam que era amor.

Quer mais um exemplo? Tinha uma outra garota que tinha sérios problemas com aquela sujeira que acumula abaixo das unhas. Lindíssima a garota e não limpava as unhas. Eu passei algumas semanas falando para ela fazer a higiene completa de seus dedos. Suas unhas eram virgens, claras, era perceptível a sujeira acumulada. Eu falei e não adiantou, então eu passei a limpar suas unhas. Uma por uma, com um cuidado exagerado. Bem, esta garota era o caso de amor ligeiro e espontâneo que eu citei acima. Entendem a diferença? Eu limpava suas unhas e ela espremia meus cravos, na maior parte do tempo contra minha vontade, mas eu adorava todo aquele cuidado. Éramos dois macacos cuidando um do outro.

Mas este macaco tinha alguns problemas onde um deles - e não o mais grave - era fumar 20 cigarros por dia. E esta garota dizia "você fuma demais, pare de fumar. Ou pelo menos diminua". Eu nem parei e nem diminui. Pelo contrário, hoje fumo mais de 20 cigarros. Por isso hoje eu afirmo que nunca vou parar de fumar. Penso que com o dinheiro que eu gasto com cigarros eu poderia gastar com qualquer outra coisa. E não é pouco dinheiro. Mas se começar com isso, podemos contar o dinheiro gasto com cervejas, whisky, conhaque, vodca e  de repente vou me ver rico e morto. Rico e idiota. Enfim, também, conhecendo meus gostos como conheço eu gastaria em outras coisas que fariam tão mal à minha saúde quanto, então continuo fumando. Outra coisa, disse que nunca vou parar de fumar e repito. Pois se eu não parei para atender a um pedido da garota que me amava não pararei por motivo nenhum. Morrerei fumando e saibam que caso sejam convidados para meu enterro levem cigarros ao invés de flores. Nunca se sabe como será do outro lado.

Mulheres tem essa mania de contar as coisas citando o nome dos envolvidos como se nós os conhecêssemos. Exemplo: então eu cheguei à empresa e o Richard estava com aquela cara feita de sempre...
E você se perguntando, mas quem é Richard?

Aí a Laura me chamou para almoçar e nós fomos ao restaurante japonês que eu adoro.
Ok, mas quem é Laura?

E quando eu voltei a Magda tinha colocado três relatórios na minha mesa para hoje. Acredita? Para terminar hoje.
Complicado. E quem é Magda, afinal?
Entende o que eu quero dizer? Mulheres são escritoras por natureza, uma pena elas não saberem disso.

Uma garota que conheci uma vez me apresentou uma de suas amigas. Eu como todo homem pensei em transar com ambas, mas a minha amiga tinha já um namorado, e eu sempre me omiti quanto ao adultério, portanto acabei transando apenas com a garota que me fora apresentada. Tempos depois, após não ter mais contato com essa garota, a amiga minha - após estar solteira - questionou-me sobre o longo tempo que eu havia ficado com sua amiga. Vejam a estranheza. Somente mulheres apresentam outras pessoas àquelas das quais se tem desejo. Homens costumam guardar seus tesouros para si. De qualquer forma acabei me afastando das duas, não antes de prová-las, afinal, seria um desperdício. Acabou que a culpa do fim da amizade das duas caiu sobre mim, típica atitude feminina. As duas decidiram transar com o mesmo cara e o errado fui eu, as duas continuaram "amigas" algum tempo depois. Entre homens as coisas são um tanto diferentes. Homens sempre culpam os amigos inocentando as mulheres, claro que isso deve-se ao fato das mesmas virem ao mundo portando uma boceta e homens são loucos por bocetas. Nós - e eu me incluo muito nisso - somos reféns de bocetas. Não há no mundo qualquer outra coisa capaz de causar a derrocada de um homem, carreira ou nação como a boceta. Eu já vi famílias serem destruídas, filhos ficando sem pai, homens apodrecendo em sarjetas por causa delas. Somos eternos animais amaldiçoados pelo cio. Homens não são controlados por seus pintos, mas sim pelas bocetas, loiras, morenas, negras, cabeludas ou não, roxas, rosas, marrons e não necessariamente limpas. Ah, nós homens. Já vi amigos brigarem com facas em punhos por belas bocetas e às vezes nem tão belas assim. Só para poderem continuar sentindo seu gosto azedo e seu forte odor nas narinas. Todo o resto da mulher é descartável, e neste caso eu já não falo por mim e sim pela maioria. A mulher é descartável, a boceta não. O homem que se acha poderoso, soberbo, indispensável, ou talvez insubstituível e controlador, este homem ainda não se deu conta que somos todos controlados pela tirania das bocetas, o mundo é. Nem Deus, nem o Diabo são capazes de derrotá-las.

Conheci homens que abandonaram tudo, dinheiro, amigos e conceitos simplesmente porque não conseguiam sentir o sabor de uma boceta há anos.

Eu dei toda essa volta para falar de um conhecido que veio para São Paulo de um lugar longínquo fugindo do controle de sua mãe. Independência, ele dizia. Já por aqui conseguiu sentir o sabor amargo da cidade, do calor afetivo dos melhores puteiros da cidade até o frio dilacerante da sarjeta. Independência, ele buscava e conseguiu até o momento que deu de frente com uma boceta dominadora para acabar com seus sonhos juvenis. Hoje, este conhecido não põe o pau pra fora nem mesmo para mijar sem a permissão da vagina em questão. Não engole um chiclete sequer para não sair da linha. Este cara esquecera inclusive a senha do banco, pois seu cartão não o pertence mais. Não lembra-se da cor do dito cujo. A boceta controla seus gastos até com cigarros. Cerveja então deve a todos os amigos de bar, pois é a única forma que achou para beber. Não escolhe suas roupas, nem suas cuecas. Redes sociais somente com compartilhamento de senhas, amizades somente com a supervisão da boceta que o domina. Não dá um peido sem bênção. E eu com minha imaginação fértil já o imagino pedindo permissão para gozar. Logo, não preciso dizer que algumas coisas não são saudáveis. Alguns homens pedem passagem ao inferno por falta de uma boa e rosada boceta, mas uma boa boceta pode levar alguns homens ao inferno antes mesmo de podermos dizer "puta que pariu".


Bento.


sábado, 2 de agosto de 2014

ENQUANTO OS HOMENS DESEJAM SECRETAMENTE UMA MULHER MAIS MAGRA, MAIS GOSTOSA E QUE CHUPE SEM FAZER CARA DE ASCO

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Eu já disse que pouco sonho e odeio quando sou interrompido de um sonho bom exatamente por sua raridade. Eu deveria odiar meu celular que me acorda todos os dias e é bem possível que odeie. Um homem deveria ao menos ter direito de dormir tempo suficiente para sonhar. Mas só o que nos resta é sonhar acordado, dormir é para os privilegiados.

Houve um tempo que eu podia dormir e sonhar e voltar a dormir. Fiz isso durante quinze anos da minha vida. Naquele tempo eu só tinha a escola para me chatear e mesmo assim podia voltar pra casa e tirar um cochilo durante a tarde enquanto assistia um desenho e outro. Quando criança eu fiquei um ano inteiro vivendo de escola e desenhos animados, sem sair de casa para mais nada. Tínhamos mudado para uma nova casa, num bairro novo e eu não conhecia e não me lembrava de querer conhecer nenhuma das crianças vizinhas. Belos tempos aqueles. Era lindo. Bem, isso durou um ano, depois eu passei a sair na rua e conhecer a todos. Não sem antes arrumar algumas brigas por causa de futebol e outras coisas. Na escola eu não deixava de arrumar brigas. A primeira, que eu me lembre, foi por ser novo na escola, a segunda foi por ser novo na nova escola. Curioso é que parecia que todos os alunos se conheciam, eu era o único estranho. Todas as outras crianças pareciam morar na mesma rua e ninguém da minha rua estudava na mesma escola que eu. Isso era um sinal, ou não. Até chegar a adolescência eu tive que bater e apanhar uma porção de vezes.

Então isso era tudo o que eu sabia da vida: me defender, correr quando fosse preciso, e que um cochilo de tarde após o almoço é uma das coisas mais maravilhosas que existe no mundo. Sobre mulheres eu não conhecia absolutamente nada, ganhara um beijo de uma garota uma vez e era só isso que eu sabia da vida, até os meus quinze anos quando comecei a trabalhar, aí nada mais fez sentido. Como podemos viver a vida quando tudo o que temos tempo é para trabalhar, estudar e dormir? Sobra o quê? Duas ou três horas para que possamos comer, cagar e nos lavar. Que espécie de vida levamos? Lembro-me das aulas de biologia no ginásio e mesmo que por vezes eu já estivesse bêbado, ainda me lembro da professora de avental branco, belas pernas bronzeadas abaixo da saia e cabelos tingidos de loiro dizendo que a diferença entre nós e os outros animais é que somos racionais. Hoje me pergunto onde está essa racionalidade toda quando jogamos toda nossa vida fora fazendo coisa das quais não temos a mínima vontade de fazer? Veja os homens com seus ternos horríveis debaixo de um sol de 30 graus, numa poluição que nos seca a garganta e assa as narinas. Suas decepções estampadas em seus rostos, suas mulheres deprimentes e obesas desejando um marido melhor que pudesse lhe dar o luxo de saírem daquele ambiente nojento de transporte público e chefes de setor ignorantes e rabugentos. Enquanto os homens desejam secretamente uma mulher mais magra, mais gostosa, que chupe sem fazer cara de asco. Que engula a porra toda, que não tenha marcas de lingerie e que não os lembrem de que não passam de uns fracassados que não conseguem tirar suas mulheres deste ambiente nojento de transporte público e 25 de Março e praças de alimentação de shoppings lotados de pessoas tão deprimentes quanto eles. E são os animais os irracionais?

É interessante que todos fazem questão de demonstrar que tudo está bem e dentro do que planejaram. Claro que ninguém planeja trabalhar o dia todo vestido como um idiota e mastigar seu almoço seco requentado pelo microondas. Assim como nenhuma mulher deseja ver suas calcinhas com dois anos de uso penduradas do avesso no varal com o fundilho já gasto e amarelado assistindo seus filhos catarrentos clamando por presentes e passeios que o casal não pode bancar. Os mais chatos diriam que devido aos contos de fadas as garotas aprendem sempre a desejar o príncipe encantado, eu já acho que isso é mais Darwinismo. Porém, dizendo bem a verdade, ninguém gosta da miséria, da pobreza, nem homens nem mulheres, mas somos nós homens que acabamos arcando com a responsabilidade e não tente maquia-la, não tente florear a pobreza.

Desculpem-me se pareço repetitivo em relação a mulheres feias e gordas, no entanto peço que reparem nas cerimônias de casamento dos miseráveis e verão que ao seu lado haverá uma noiva que espelha exatamente sua vida: feia, pobre, infeliz, medíocre e com cara de 25 de março. Assim como as lembranças de casamento, os arranjos de flores, os sapatos e convidados.  Não superestime a pobreza, pois uma cerveja de mil reais sempre será melhor que a cerveja de dez reais. E a puta de mil reais sempre será melhor que a puta de trinta. O boquete de quinhentos sempre será melhor que o de cinco conto na esquina abandonada. O sexo no banco de couro de um carro alemão sempre será melhor do que o sexo no estofado rasgado do Chevette.

Inclusive o olhar de seus sogros é diferente de quando você é um banqueiro ou um escritor bêbado que nunca foi publicado. Até o olhar de sua mãe é diferente, afinal sua mãe também é mulher. E mesmo que algumas linhas e frases de efeito te ajude a transar com infinitas garotas e que algumas delas sejam as mais lindas e sexy que você já viu, saiba que seu casamento ainda será com uma garota gorda, com o buço cabeludo e verrugas anais. Com suas irmãs, primas e tias tão horríveis e bregas como a noiva, salgadinhos frios e cerveja quente ao melhor estilo 25 de Março, pois as garotas lindas e sexy e inteligentes e magras se casam com senhores ricos e barrigudos que as trairão com outras garotas lindas e sexy e inteligentes e magras. E quando você tiver ciência disso poderá ser livre e deitar sua cabeça no travesseiro em paz.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

BIRRA DE PENSAMENTOS

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O primeiro nome que vem em mente é sempre o mesmo, depois eu me adapto. Como se fosse por grau de importância, mas não, é sempre o mesmo. Bem como começar um texto, as frases desconexas de início tomam sentido no fim. Nelson Rodrigues disse uma vez que a parte mais difícil de escrever era o começo, depois que começa tudo flui naturalmente.

É aí que começa toda reflexão daqueles que como eu, transforma o tédio em pensamentos infundados, como cruzadinhas de passatempo, plástico bolha e outros meios de jogar a vida fora. É uma forma de fazer sentido, ou tirar sentido de onde não tem e, na falta de êxito, façamos com que tenha menos sentido do que antes. Chega a parecer beicinho de criança que não pôde comer a sobremesa antes do jantar. Reflexivos como eu têm por passatempo achar sentidos e se não, fazemos birra com os próprios pensamentos e embaralhamos tudo para que ninguém mais consiga.

Suspeito que utilizo desta mesma ferramenta ao tratar de meus problemas pessoais. Na tentativa de achar algum significado em toda merda que acontece culpo o Destino, Deus, o diabo e claro, me culpo também. Procuro em todas as gavetas de meu inconsciente, nas prateleiras de minha imaginação e no buraco mais fundo do peito qualquer pista de que eu possa fazer algo para mudar a trajetória do projétil que sempre teima em atingir minha têmpora todas as vezes que acordo e percebo que tenho todas as noites o mesmo sonho, só muda o cenário, porém o mesmo sonho. Contínuo andando em círculos de anseios, demências e desconfiança de que o meu normal é esse, o passado é que estava fora do eixo.

Sempre que passo o tempo analisando o desfecho de minha biografia faço a mesma analogia. Penso naquelas fotos de revista com dicas de emagrecimento. Antes: as senhoras gordas como orcas, flácidas como leões-marinhos e uma vaidade destruída por nossa sociedade da magreza totalitária e sem modéstia. E o Depois: as mesmas senhoras vestidas apenas com umas das pernas de calças tão grandes que serviriam a um gigante de contos infantis como a do " João e o pé de feijão". O meu mal é que não sou nem a gorda, nem a magra, sou a calça que é deixada de lado após servir de prova de que está bem melhor agora sem ela. Mas quem é que acredita nessas malditas fotos, heim? Bom, eu não sou muito de acreditar nas coisas mesmo.

Tenho o hábito de zombar das coisas que não acredito e isso sempre passa a impressão de um punhado de arrogância aos olhos limitados de quem se aliena por reflexões alheias. Não que isso tenha alguma importância, afinal, basta um belo par de peitos no caminho, o placar da última rodada no jornal de um usuário qualquer do metrô, uma mensagem da operadora de celular me cobrando créditos do pré-pago ou me lembrar do empréstimo de um livro na biblioteca vencido no dia anterior para desfazer todo e qualquer significado em que eu pudesse estar atingindo e voltar a realidade tediosa e mortal de trabalho e contas a pagar, e quem sabe onde e quando, voltar a embaralhar meus devaneios novamente.


Bento.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

OLHOS VERDES QUE VESTEM RIMEL


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Eu queria começar dizendo que talvez eu possa ser um pessimista. Não que eu me esforce para isso, algumas coisas simplesmente acontecem. Ou você nasce com isso, mais ou menos como orelhas de abano ou sorriso com covas. Porém, dizer que eu sou pessimista é simples demais. Tão sem sal e sem açúcar para um sujeito como eu que gosta de complicar as coisas.
Bem como um amigo que não vejo há tempos. Quando saíamos para beber e conhecer garotas ele sempre dizia mirando o dedo para uma bela garota: essa daí não! E não tinha discussão, tentávamos fazê-lo mudar de ideia, mas nada funcionava. Ao indagarmos sobre a birra que tinha com algumas garotas, apesar de bela ele profetizava: essa aí é uma pré-gorda, ela ainda não sabe, mas será gorda no futuro e como toda gorda, será carente e ciumenta. Não entendíamos muito na época, porém, ele preferia assim, esperar sempre o pior.

Já eu poderia dizer que sou um dramático irremediável, daqueles que fazem de uma recepção de dentista uma tragédia shakespeariana. Então isso pode ser uma coisa para se preocupar e talvez trocar a recepção do dentista pelo analista, ou seja, só um caso de ótica incomum.

De qualquer forma, essa dramaticidade se deve muito a falta de fé naquele romantismo aficionado pelas novelas e o cinema. Desacredito em moçinhos e pessoas que devolvem malas de dinheiro achadas na rua. Eu prefiro acreditar que existe sim, bondade em todos nós, mas na mesma quantidade que existe a maldade. Somos todos seres ambíguos. Se duvida, faça uma experiência. Coloque um grupo de pessoas numa sala e os deixe sem alimento e água por um bom tempo e terá uma carnificina seguida de um banquete de carne humana. Pode chamar de sobrevivência, instinto e etc., etc., etc. Eu chamo de natureza, fato corriqueiro. O ser humano só é bom por comodidade, para que a vida em sociedade seja algo possível e agradável. Basta os quesitos "viver" e "sociedade" estarem em risco e lá se vão o bom senso e civilidade. É simples assim.

Ainda falando dessa ambiguidade eu, ranzinza que sou, me pego reclamando de uma tempestade quando a mesma se despede para dar lugar ao sol de arco-íris e voltar a lamentar-me por não ter tirado um bom cochilo durante a chuva.

Praguejo por coisas que nem me lembro mais do porquê. Relembro coisas do passado só para fechar a cara e manter o estado de espírito, preciso disso, é minha fonte de agonia e inspiração. Caso contrário escreveria sobre flores do campo e crianças com lares perfeitos, um saco, tudo seria um saco de estrume sem pretendentes.

Pensei nisso ao conhecer uma garota e perceber que lá estava eu em busca de algo para reclamar. Como seria? Me foquei em seus pés, deveria ter uma unha torta ou um calo amarelo e nada. Então seriam as rugas dos joelhos que fariam meus olhos revirarem e não passou nem perto. Seu cabelo era lindo, loiro e cheiroso. A vaidade dela era tão grande quanto desejada. Os olhos eram verdes e vestiam rimel. Fui atrás de gorduras extras e ela era magérrima. Sabendo que sua aparência física estava em ordem pensei em buscar algo para acusá-la em nossa relação e nem assim obtive sucesso. Poucas vezes tive alguém que quisesse tanto me agradar. Desisti. Não dela, é claro, desisti de procurar nela, algo que me desse motivos para lamuriar, logo, sobrou-me discutir e reclamar de mim mesmo.


Bento.