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segunda-feira, 30 de março de 2015

A MORTE - O EVANGELHO SEGUNDO BENTO

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1:1 - Todos sabemos que vamos morrer em algum momento. Se você não se dá conta disso é bom reconhecer o mais rápido possível que você é um imbecil. Pois ser imbecil não é pecado desde que em algum momento você assuma isso.
Quando se é um imbecil e acha que está muito bem com isso você começa de perpetuar tamanha imbecilidade e nada pode te salvar.


1:2 - Então se todos vamos morrer e acredita-se que algo ou alguém nos colocou neste mundo de merda pra alguma coisa MAIOR,  aconselha-se viver até seu último suspiro exatamente como você quiser. Isso mesmo. Faça todas as coisas que vir à sua cabeça e mande se foder todos os outros que se mostrarem contrário a isso. Com exceção, claro, se você estiver invadindo o direito do próximo de também exercer este direito ou se você for um imbecil. Esta é a única regra. Proteja essa regra como sua vida. Nunca, nunca mesmo, por mais prazeroso que seja, tire o direito do próximo de viver segundo estas palavras, afinal, somos todos merda do mesmo intestino, logo teremos de ter os mesmos direitos. O que não prevê nenhuma proibição de chamar de idiota aquele que prefere levar a vida até sua morte de forma que você não concorde. Todos temos direito a opiniões, mesmo o idiota, pois para tudo existem os prós e os contras, conviva com isso.


1:3 - Dentro deste argumento você pode apertar o botão do foda-se e largar sua família, amigos e emprego, porém saiba que não é o único a odiar trabalhar e também por isso não tente usurpar de outros os benefícios que o trabalho deles lhes traz, pois por melhor que seja sua vida, não se pode ter tudo. Trabalho gera dinheiro que gera conforto dentre outras coisas, não queira ter conforto sem trabalho, com isso estará inevitavelmente quebrando a única regra aqui apresentada. Qualquer coisa que lhe for dada de livre e espontânea vontade deve ser aceita sem maiores preocupações.


1:4 - Sei que vou parecer repetitivo, mas para alguns vermes é preciso repetir até que a informação fixe em suas mentes de ameba. Todos temos direitos e deveres e é dever de todos zelar pela única regra que existe neste evangelho. Não matarás quem não queira ser morto. Não usarás quem não queira ser usado. Não comerás quem não queira ser comido. Não fará sexo com quem não queira fazer sexo com você. Parece simples para algumas pessoas, porém para outras é um tanto quanto difícil conter certos anseios. Mas digo-lhes, se fosse fácil não seria uma regra.


1:5 - Ainda dentro desta regra de não se perpetuar sobre a vontade do próximo, digo que segundo a lei da física dois corpos não podem habitar o mesmo espaço. Com isso entenda-se que não é apropriado invadir o espaço do próximo sem o prévio consentimento deste. E mesmo aquelas situações que você acredita piamente que o outro dê sinais de que quer ter seu espaço invadido, é melhor ter certeza. Ou queimarás no fundo do inferno da mediocridade. E todo este evangelho se baseará nisto. Em você ser a escória do mundo ou ser um sujeito que colherá os frutos de seguir estas palavras. Isso é mais que algumas normas de etiqueta e menos que um livro religioso imbecil. Sequer é um manual, mas sim algo para reflexão. Não se pode conviver entre seres iguais se não igualar-se a eles. E é pensando nisso que eu digo que as pessoas à sua volta podem não gostar de seus assuntos de bosta, ou das suas músicas de merda. Logo, o som que você emite também pode romper a barreira do espaço do próximo que falamos acima. Isso também faz parte da física e não precisa ser nenhum gênio para entender isso. Agora, se você for um imbecil...



1:6 - Caso você seja um imbecil, o único caminho para a salvação é seguir estas regras. Aceite que morrerás e que você pode passar por essa breve vida sem construir nada de interessante e definitivo, mas que você pode se esforçar para isso. Foque na eternidade. Em algo que as pessoas vão lembrar mesmo após sua inevitável partida. E ninguém se lembra de idiotas, ou pelo menos não querem lembrar. Por isso não tenha medo da morte e sim da vida. Ela pode lhe causar maiores e males e tão definitivos quanto uma possível vida eterna. Morrer é o fim, já viver é um ato contínuo de fazer as coisas de forma que você sinta-se feliz no final. Sem arrependimentos, contudo, caso os tenha, que se foda, ninguém é perfeito.


Bento.

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sábado, 15 de março de 2014

UM SUJEITO SEM DEMÔNIOS NÃO É SEQUER UM SUJEITO

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Acredito que estou em débito com minha inspiração, ela que já me ajudou tanto, não estou fazendo quase nada para ajudá-la. Não estou fazendo e isso é fato. Um escrevinhador como eu precisa de musas para dar um empurrão na maldita escrita e eu tratei de afastar todas elas. Afastei porque eu tenho essa mania de afastar as coisas, às vezes acerto, às vezes nem tanto, mas ninguém se importa quanto aos meus acertos, não se importam porque simplesmente não é importante. Bem, quero confessar que quando digo "ninguém" quero dizer "eu". Se você que está lendo isso achou confuso, volte e leia do começo, mas com atenção desta vez, estou sem tempo para ficar explicando.

Na verdade estou sem tempo para quase tudo. Com exceção das coisas básicas eu quase não faço nada a não ser vestir qualquer coisa e sair para trabalhar. Aliás, trabalhar tem sido cada vez mais sacrificante, porém um sujeito como eu, cheio de vícios, precisa de um salário no fim do mês para dar conta do recado. Curioso que estou tão sem tempo que mesmo meus demônios não me acham para uma conversa de fim de noite e um sujeito sem demônios não é sequer um sujeito. Veja então minha situação.

Por vezes me sinto num grande vazio, só ar e vazio e paredes sem cor e poucos idiotas que levantam-se da merda e me fazem desviar o olhar, no entanto não por muito tempo porque estou sem tempo até para indignar-me com idiotas.
Estou há dias de fazer uma viagem no intuito de pintar as paredes, pois preencher o vazio é querer demais, se ainda fosse Vegas, mas não, então temos de nos contentar com o que temos.

Esses dias me peguei pensando sobre um bom amigo que tenho, que creio eu, está passando por seu momento mais feliz, em toda sua vida, curta, mesmo assim o melhor momento. Fora inevitável a comparação, pois o que ele vive hoje eu já vivi e estraguei. Pensei e torci e ainda torço para que ele seja mais esperto que eu. Caso não seja mais esperto, então que seja menos explosivo, isso com certeza ira ajudá-lo a não estragar tudo.

Estou fazendo as malas aos poucos e a cada dia jogo lá uma peça de roupa, sem me importar muito. Eu dei férias a minha vaidade exatamente por não estar com disposição para ajudar minha inspiração, então tanto faz. Penso na viagem e juro, a trocaria por uma dor de barriga no intuito de sentir algo, mesmo que dor, porém mesmo as doenças não me encontram. Bebo e não sinto a ressaca, durmo antes do bocejo e acordo antes do despertador. Até a dor de tatuar a pele dói com tanta insignificância que só as faço como forma de manter o vício. "Somos movidos a sentimentos" uma garota me disse uma vez e eu assenti, mas se não sinto, sequer ódio, ou riso, não sinto nem frio nem calor o que resta então? Membros, uma barba enorme e a sensação de que vou apagar essas letras antes mesmo de terminá-las.

Esses dias sonhei que estava caindo. Belo sonho para quem quase não sonha. Caía num poço extremamente profundo, apertado, caía de cabeça. As paredes do poço eram espelhadas e eu me via caindo durante horas. Era estranho, pois cada vez que olhava para meu reflexo eu estava mais e mais velho. Percebi que era um sonho quando me vi aparentando uns cem anos, afinal, com os meus vícios seria um milagre eu chegar a tanto. Meus cabelos iam ficando cada vez mais grisalho, meu rosto cada vez mais cheio de rugas, o nariz e as orelhas ficavam maiores que já são e os cabelos que já estavam brancos ficavam ralos e por fim caíam assim como eu caía naquele poço. Enfim quando eu ficava tão velho quanto um tomate seco eu voltava para a idade atual. Uma coisa de doido, um sonho de maluco, mas não se pode julgar os sonhos. Quando acordei tive que me esforçar para lembrar o sonho todo, porque sonhos vivem escapando de nós, qualquer vacilo e pronto. É claro que pensei sobre o assunto pelo menos durante os três primeiros cigarros do dia, ou seja, mais ou menos meia hora e a conclusão mais razoável que cheguei foi que o tal sonho nada mais é que um reflexo de toda a minha vida. Sim, pois eu vivo me repetindo, entre jeans velhos, erros, defeitos, eu sempre repito as mesmas merdas, uma após as outras, de tempos em tempos, um ciclo infinito.

A última semana eu fiquei sem um gole de nada alcoólico, nada mesmo. Às vezes faço isso só para provar que sou capaz, porém não gosto. Há poucos prazeres na vida para me privar de qualquer um deles, portanto, faltando um dia para completar uma semana resolvi que já era hora de tomar um trago forte e amargo de qualquer coisa. Parte de mim gostaria de ficar bebendo o dia todo e escrever, escrever até que a inspiração bata em minha porta para que eu possa lhe oferecer um café. Outra parte gostaria de ler algumas coisas novas, originais, visceral, só que tudo que acho na internet não passa de baboseira hipócrita e lenga-lenga de jovens que acham que estão escrevendo algum roteiro para a Walt Disney. Logo, só acho essa brecha nos velhos autores de costume. No entanto eles estão mortos, ou quase, e quando terminar de ler tudo não sobrará mais nada. Então, quando penso nisso é que outra parte de mim gostaria de tocar o foda-se pra tudo isso e sair por aí com meus amigos mais retardados e maníacos fazendo um monte de merda por todos os lugares que passarmos e de preferência não deixar uma gota sequer de álcool fora da garganta. E nós faríamos isso muito bem porque é o que fazemos de melhor, beber, fazer merda, arrumar confusão e depois contar histórias. Fazemos isso porque aceitamos totalmente quem somos, sem forçar, sem fingir, sem lamentar. Não somos grande coisa, temos ciência disso e estamos pouco nos fodendo, pois só um idiota finge ser uma coisa que não é.

Eu conheci uma garota uma vez com asas nas costas. Ela tinha um lema; um dia de cada vez. E isso não era só porque ela já tinha sido uma cheiradora de marca maior, isso era para a vida. "Um dia de cada vez". Não se pode atrasar ou adiantar o relógio, então as merdas de outrora você tenta não repeti-las no futuro. No meu caso, eu tento e por vezes não consigo e isso me incomoda, mas às vezes me faz rir, afinal, sou como um mecânico de minha própria vida, das engrenagens de meu Destino, vivo de concertá-las, calibrá-las, trocar peças. Trocar peças é o meu ponto forte, no entanto, algumas peças são mais belas que outras, mais geniosas que outras, mais esperta que outras, mais sexy que outras, mais leoninas que outras e por isso o encaixe não é perfeito. Fazer o quê?



Bento.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

AHHH O SUICÍDIO COLETIVO

Outro dia eu disse que sou a favor do suicídio coletivo como cura para a mediocridade do mundo. Principalmente para os feios. Mas claro que não generalizo. Existem feios com grande valor para o mundo. Falo dos feios e medíocres, dos feios ignorantes. Quem sentirá falta deles? Outros feios talvez, por isso o suicídio coletivo. É, modéstia à parte, uma ideia genial.

Digo isso porque sou um fútil e beleza conta sim. Vinicius de Moraes concordaria comigo. O mundo concordaria comigo, caso não fossem hipócritas e falsos moralistas enganadores sabe Deus de quem, por quem e com qual intuito.

Os falsos moralistas; são deles que sinto mais pena. São religiosos, pais de família, políticos, chefes, cretinos mesmo. Está cheio de pedófilos por aí criticando a juventude minissaia e a juventude "Funk quadradinho de 8". Isso para não falar dos "pastores" estelionatários homofóbicos. Vai entender. Sou sempre o primeiro a dizer que não gosto de Funk, só que meus motivos são musicais e ponto.

Eu sequer perco o meu tempo me fazendo de rogado e não me esforço para agradar imprestáveis. Não somos iguais, nunca fomos e jamais seremos. Existem os de bom senso e os categoricamente medíocres e é a mediocridade que faz do mundo esse esgoto cheio de merda. Então, tratemos de diferenciá-los.

Tudo bem se você quer ser igual a todo mundo, eu no mínimo vou te achar chato, porém, mais chato ainda são aqueles que se esforçam para parecerem diferentes. Nunca funciona, ou você nasce um impiedoso praticante do: FODA-SE a opinião dos outros eu quero é gozar. Ou você será sempre o merda que se finge de underground.

Mas vamos falar do que importa, que é a beleza. Antes que me indaguem sobre eu ser portador ou não de beleza suficiente para manter-me caminhando pela terra já respondo sem rodeios: Sou sim, obrigado. E não, não sou convencido, mas também não sou hipócrita. Logo, vamos todos nos colocarmos no lugar do qual merecemos. Porém, sempre haverá o indignado. Ah, o indignado. Eu já tive dó do indignado, mas passou depressa, depois tive desprezo, pois o indignado é chato, é triste. Um indignado com argumentos já é um pé no saco por si só, imaginem o indignado sem argumentos. Hoje, por eles eu sinto tédio e é só o que eles merecem de mim. Então estes vão fazer longos discursos repletos de indignação, porém a beleza atrai até o mais insignificante dos seres.

Ninguém paga a mais por um apartamento com vista se não for por sua beleza. Ninguém fica rico fazendo carreira no mundo todo como modelo se não for de uma beleza extrema. Vamos parar de nos enganar e assumir que o mundo já faz essa divisão. Se você é belo, ótimo, caso contrário, bem, estude meu caro. Vai dizer que não é verdade? Eu só estou esclarecendo o que você já sabe.

Agora, se você ainda é contra meu argumento quero que reflita um pouco. Imagine-se num metrô lotado, com os trinta e poucos graus que andam fazendo aqui por São Paulo. Eu disse lotado? Coloca mais uns cinquenta indivíduos dentro do vagão que sempre cabe mais. E ainda é de manhã, você sequer chegou ao trabalho e se pudesse venderia um órgão para poder voltar para trás e ir ao parque com seus filhos ou parar no bar da esquina e pedir uma cerveja gelada, mas você não pode. Suas opções são metrô lotado ou ônibus entupido de gente e é só o que você tem. Responda-me com sinceridade: não seria bem melhor ficar apertado entre um monte de pessoas bonitas e bem arrumadas?

Alguém aí pode dizer que beleza nem é tão importante desde que sejam educados. Eu vou argumentar que mesmo a educação tem limites quando se está atrasado para o trabalho e você precisa entrar numa caixa metálica que não cabe nem mais um suspiro. Posso ainda dizer que todos nós somos mais tolerantes quando se trata da falta de educação de alguém bonito. Até nisso o feio sai perdendo.

O feio, por exemplo, tem de ter um bom senso afiadíssimo para se vestir, pois qualquer escorregão e ele fica marcado. Já o bonito quando erra dizem que ele é fashion. O fato de você não aceitar uma coisa não vai fazer com que ela pare de existir, então desista. A única coisa que pode passar à frente da beleza é o dinheiro, mas isso é assunto para outro dia e posso garantir que dinheiro traz muitas coisas belas para quem o tem. Agora vamos combinar que num mar de gente feia como o que vemos por aí, será preciso muitos suicídios coletivos para dar jeito em tudo. Comecemos pelo primeiro.


Bento.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A MERDA DE UMA PORRA DE UM SÓSIA? CONVENHAMOS...

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Não me fode, pois meu pau é maior e na minha vez você estará fodido. Não! Não quero com isso dizer que sou melhor ou pior, quero apenas dizer que dentro de uma média nacional, sim! Eu sou fodão. Mas quem liga para isso?

Bem, voltemos a falar sobre toda a merda que presenciamos; a internet por exemplo, é um antro de mediocridade. Vejo isso pela minha cachorra que é um exemplo de personalidade; fiel, carinhosa, esperta. E eu nunca a vi acessando o Facebook. Deve haver uma lição nisso tudo.

Existe uma característica que eu admiro muito nas pessoas; a singularidade. Quanto mais original melhor. Independe de talento ou etc. Desde que conquiste-me o interesse. Eu sou um desinteressado por natureza. Um broxa de carteirinha. Nasci com a ânsia de explodir e queimar coisas e eu mesmo fazer melhor e neste caso, quando me sinto capado no intuito da superação eu muito que me admiro.

Bom, espero não me tornar clichê com isso, mas volto a falar de garotas. Afinal, se você que está lendo isso agora e é homem nada mais justo que leia sobre algo interessante e o que é mais interessante para você do que garotas? Com certeza interessa homens dos 11 anos até os 95.

Se você que está lendo é uma garota nada mais justo que esse tipo de assunto também te faça virar os olhos de desejo, pois ninguém é mais egocêntrica que as mulheres. Só por isso existem centenas de revistas, sites e programas de televisão dedicados a tal assunto. É um grupo fechado.

Então eu tenho de dizer; tem uma garota...

Na verdade, é complicado ser tão subjetivo em relação a isso. Recebo tantas mensagens de garotas que se elegem à musa que fico refletindo sobre a minha objetividade falha ou a interpretação de texto péssima dessas candidatas.
Bom, eu assumo meus erros. Porém, no mínimo as pessoas deveriam conhecer-se a si mesmas. Se você que lê isso agora e já teve alguma relação comigo, ou sente que eu perderia o meu tempo escrevendo sobre você, primeiro, leia de novo. Ainda acha que é sobre você? Leia de novo. Ainda suspeita de minha vocação de literalizar nossa relação? Então só o que me resta é dizer; parabéns, você está certa! Ou; Ahhh por favor, limite-se a sua insignificância e se põe no seu lugar.

O que eu posso dizer? São muitos nomes para pouco sentimento, pouca intensidade. Eu não posso escrever para todas porque nem todas me interessam. Ok! Pode me julgar e me chamar de sacana, mas o que eu posso fazer? Sou homem, e por sê-lo tenho o péssimo hábito de me transformar em exatamente aquilo que você deseja, nem que seja por algumas horas. O homem nasceu mais próximo do camaleão do que o macaco. O que não quer dizer que mentimos sempre. Só quando nos é conveniente. Assim você finge que me deseja e eu finjo que estou apaixonado. Você finge que me admira por eu ser um lixo e eu finjo ciúme pelas suas companhias. No fim somos fingidores sacanas que só precisam de atenção e afeto - mesmo que falso - para nos sentirmos vivos.

Mas eu enrolei e enrolei para falar da tal garota. Bem, eu não me importo. Falando ainda de beleza e corpo desejável, tenho de dizer que Deus, o Diabo ou o Destino foi muito bom comigo em relação a isso. Afinal, vamos combinar; isso não me apetece por ser natural. Todo mundo sabe, digo que é um plus. Claro! Olhe para mim. Não me permito beleza menor do que aquela que me deixa constrangido. Se não for uma beleza cruel eu sequer perco o meu tempo. Tenho um histórico a zelar. Faz parte do personagem. O que me interessa é o tal conjunto que impregna, só que no desejo de conjunto desta garota me falta coisas que eu não desejo. Pois eu só preciso daquilo que me é indispensável. E se esse é o preço para possuir tamanho prêmio, eu passo. Já passei, faz tempo. As promessas atuais não me farão mais feliz do que as anteriores de beijos em segredo. Quero beijos e pronto. Simplesmente beijos e afeto. Beijos e libido. Se quisesse promessas jogaria na loteria. O que eu quero é mais intenso, sempre foi. Mas minha intensidade é difícil de acompanhar. Falei da garota que foi atrás de um sósia? Pois bem, jamais será mais do que um sósia. Será sempre uma porcentagem inferior partindo do princípio de ser a merda de uma porra de um sósia. Pelo bem ou pelo mal, é difícil superar-me.



Bento.

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sexta-feira, 26 de julho de 2013

ESTE TEXTO NÃO É PRA VOCÊ, APESAR DE SABER QUE É, PELO MENOS DISFARCE

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A cada parágrafo que eu escrevo é um soco que dou em minha cabeça.
Mais um parágrafo, uma dose de whisky, acendo outro cigarro e volto a tentar não me envolver com algumas coisas medíocres que observo pelas janelas da alma. Só que é difícil.

Eu quero agora ir dormir e amanhã acordar mais razoável, só que não consigo, pois tenho um imenso desejo de xingar e amaldiçoar o mundo com todas as minhas forças. Talvez seja a grande quantidade de álcool que corre nas veias, numa cumplicidade de não ter o que eu quero e ter um monte de coisas que não me fazem diferença e que não me esforço quase nada para ter. Qualquer religioso imbecil poderia dizer que isto é derivado de alguma força divina, de um blablabla corriqueiro e que eu sequer vou gastar mais linhas para falar sobre isso. Só o que vou dizer é que o álcool deveria estar amenizando de alguma forma tudo isso, porém, que não está passando nem perto. E então, isso tem grande parcela nas bostas que eu faço e falo durante a madrugada, então se puder me perdoar por qualquer coisa, faça, mas somente se quiser, caso contrário, bem, foda-se.

Estou eu aqui procurando defeitos, tentando mediocrizar e tornar-te comum como toda e qualquer coisa, juntar o desejo com todos os outro na mesma caixa e colocar lá fora, para o lixeiro levar, junto com as garrafas de whisky, as latas de cerveja e os maços de cigarro. Tento e eu sou super criativo, usando artimanhas, insultos, me passando a perna, no entanto eu sempre saio como vilão. Ah maldição.

Eu, na minha raiva incontrolável, estou querendo ver tudo em pedaços e então estender meu chapéu, aquele mesmo que eu prometi colocar debaixo do braço e partir, para sobrar alguns pedaços comigo e outros que eu possa guardá-los nos bolsos.

Logo depois, como todo bêbado, mudo de ideia e esvazio os bolsos. Ora. Eu sou de preferir inteiros. Sou de preferir sonhos, sorrisos, lábios, pernas finas... Oh, as pernas finas.

Sou um intransigente. Para falar a verdade. Sou um dos poucos homens que conheço. Pois por aqui é preciso coragem e atitude. É preciso culhão e eu tenho bolas enormes num saco também gigante e é tudo o que eu tenho. Cérebro e bolas. No entanto, ninguém come cérebro e bolas, ainda bem, e ninguém vai ao shopping e passa as bolas na máquina de cartões de crédito. Ninguém vai ao bar e mostra as bolas na hora de pagar as contas. Ou gostaria de viver num lado do mundo onde os fracos não tivessem vez, mas não é preciso ter culhões para ser homem hoje em dia. Por isso, meu melhor seja por aqui, nas entrelinhas, parágrafos e contando com sua leitura e quem sabe convencimento, quem sabe o despertar do falecido.

Ainda que por aqui, as desilusões são rotineiras. Só os amaldiçoados como eu tem tanto bom gosto. Porém, sou um amaldiçoado e pronto. Ah esse meu bom gosto que ainda me mata.
O relógio já marca a hora das assombrações, três da manhã, o álcool acabou e as assombrações, almas penadas, todas elas, de todos os demônios que tive que trazer para o meu lado do balcão e eles torcem, rezariam se acreditassem em Deus. Rezam para que eu alcance todos os meus desejos, pois com o meu gênio...
Ou talvez eu só esteja bêbado. E o álcool acabou, assim tive que sair para comprar mais, pois a raiva ainda existe, a vontade ainda me domina e os olhos ainda enxergam os pés. Que espécie de bêbado eu sou que ainda enxerga os próprios pés? Preciso de menos sangue nas veias, volto com as garrafas e começa a chuva, que gelada me tira mais ainda a embriaguez. Então eu encontro vários amigos bêbados e até os bêbados desconhecidos que se tornariam meus amigos e qualquer um deles olham para os meus olhos com atenção, como são vislumbrados e atentos a todos os detalhes. A maquiagem improvisada no espelho, e você sabe o meu fraco por mulheres e o ato de maquiar-se, mesmo assim fez de propósito. Aliás, quem não sabe? Os olhos seguem os cabelos, a espinha que teimou em nascer na esperança de tirar-lhe uma pequena fração da beleza e eu digo: fracassou. Eu que sou teimoso, mais que qualquer espinha desviava o olhar só que ele é mais forte e volta para o deleite. Se isso não é paixão então o mundo não é mundo, é outra coisa.

Quem eu estou querendo enganar? Leia as coisas que eu escrevo e chegará numa conclusão que qualquer idiota poderia chegar, até quem não sabe ler. Até quem não me conhece e quem não me vê há anos. Sou um trouxa rendido pedindo asilo. Eu que tento terminar um livro só consigo escrever a mesma coisa, sobre a mesma coisa e estou perdido como escritor, fadado a cometer os clichês dos outros escritores cuzões que não conseguem separar as coisas. Se isso não é paixão então eu sou gordo com talentos santíficos.

Sou culpado de toda essa merda. Eu sei. Deveria eu ser suficientemente esperto para perceber que neste caso eu sou o budista em meio suas crenças greco-romanas com centauros, cupidos, ninfas e etc. Mas quer saber? Eu sempre fui metido a esperto e isso sempre me levou aos caminhos já tão conhecidos por mim. Chega ser ultrajante, riquezas masculinas adquiridas por tantos anos que eu poderia dar aulas sobre o assunto, caso fosse um militar seria eu um amontoado de honrarias imaculadas e invejadas, porém, sou um mal agradecido. Sou um incontente, não um infeliz, um incontente. Um amaldiçoado ingrato. Sou o que sou, mas também sou orgulhoso e arrogante, menos é claro quando sou ignorado, deixado de lado, ridicularizado, menosprezado, e todos os "ados" negativos que eu deixo de lado, pois a mínima atenção que recebo me traz um prazer inenarrável. Só não posso deixar que todos saibam disso para não abrir um precedente, então este será nosso segredo. Mas se isso não é paixão, então vamos todos sair na rua de roupas de banho neste inverno do Alasca que faz em São Paulo.

Pode até ser impressão minha, e talvez seja mesmo. Deve ser coisa de idiota apaixonado egocêntrico como sou, mas se pensa que não reparei nos olhos vidrados e ouvidos atentos enquanto ouvia minhas histórias desconhecidas até então com personagens que coincidiram em nosso caminhos alheios. Eu só não sei o significado do olhar, não sei se eram por mim ou pelas histórias, assim como não sei o motivo de rubrar por uma piada minha. No entanto, como eu frisei, sou um egocêntrico irremediável, logo, tomei para mim. E até sobre isso, eu repito. Se isso não é paixão, da minha parte é claro, se não é paixão, então eu deveria escrever coisas alegres e com finais felizes sobre situações que eu desconheço tomando como inspiração garotas fáceis, com personalidades completamente diferentes da minha e com sérios problemas de interpretação de texto. E por fim, o álcool finalmente fez valer o seu motivo de existência e eu passei a pensar mais rápido do que pude escrever, portanto, parei por aqui, pois mais que isso seria sem sentido.



Bento.

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sexta-feira, 28 de junho de 2013

O BÊ-A-BÁ DE QUERER MUITO

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Eu quero você.

Eu quero você, seu corpo e sua voz em meus ouvidos.

Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido e seu rosto amassado de manhã.

Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas e de sua vida.

Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas, de sua vida, quero roçar meus pés nos seus, quero o cheiro de seus cabelos em minhas narinas.


Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas, de sua vida, quero roçar meus pés nos seus, quero o cheiro de seus cabelos em minhas narinas, quero suas palavras de apoio, seus gemidos, suas aflições, sua marra, suas pernas finas e meus lábios grudados em você.

Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas, de sua vida, quero roçar meus pés nos seus, quero o cheiro de seus cabelos em minhas narinas, quero suas palavras de apoio, seus gemidos, suas aflições, sua marra, suas pernas finas, meus lábios grudados em você, quero seus carinhos, seu lado boazinha, suas unhas arranhando minhas costas, seu sorriso amarelo quando fizer algo que te deixe sem graça e seu rosto colado em meu peito magro.


Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas, de sua vida, quero roçar meus pés nos seus, quero o cheiro de seus cabelos em minhas narinas, quero suas palavras de apoio, seus gemidos, suas aflições, sua marra, suas pernas finas, meus lábios grudados em você, quero seus carinhos, seu lado boazinha, suas unhas arranhando minhas costas, seu sorriso amarelo quando fizer algo que te deixe sem graça, seu rosto colado em meu peito magro, quero sua língua, seu pescoço, seu nome em minha boca, quero seus ouvidos atentos ao que digo e não só seus olhos ao que escrevo, quero estar em seus pensamentos quando você acorda e quando você for dormir, quero ser seu amor para a vida toda, seu homem onde se apoiar quando precisar.

Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas, de sua vida, quero roçar meus pés nos seus, quero o cheiro de seus cabelos em minhas narinas, quero suas palavras de apoio, seus gemidos, suas aflições, sua marra, suas pernas finas e meus lábios grudados em você, quero seus carinhos, seu lado boazinha, suas unhas arranhando minhas costas, seu sorriso amarelo quando fizer algo que te deixe sem graça, seu rosto colado em meu peito magro, quero sua língua, seu pescoço e seu nome em minha boca, quero seus ouvidos atentos ao que digo e não só seus olhos ao que escrevo, quero estar em seus pensamentos quando você acorda e quando você for dormir, quero ser seu amor para a vida toda, seu homem onde se apoiar quando precisar, quero poder orgulhar-me por te conquistar, por te fazer a mulher mais feliz do mundo, quero saber o que pensa só pelo olhar sem que você tenha que me dizer, quero seu cheiro em meus lençóis, sua mão em minha coxa quando estivermos bebendo, seus dedos entrelaçados aos meus, quero rir de suas piadas mesmo que sem graça, saber de seus assuntos, ouvir suas histórias mil vezes e nunca enjoar.

Eu quero você, seu corpo, sua voz em meus ouvidos, seu hálito amanhecido, seu rosto amassado de manhã, quero fazer parte de seus problemas, de sua vida, quero roçar meus pés nos seus, quero o cheiro de seus cabelos em minhas narinas, quero suas palavras de apoio, seus gemidos, suas aflições, sua marra, suas pernas finas e meus lábios grudados em você, quero seus carinhos, seu lado boazinha, suas unhas arranhando minhas costas, seu sorriso amarelo quando fizer algo que te deixe sem graça, seu rosto colado em meu peito magro, quero sua língua, seu pescoço e seu nome em minha boca, quero seus ouvidos atentos ao que digo e não só seus olhos ao que escrevo, quero estar em seus pensamentos quando você acordar e quando você for dormir, quero ser seu amor para a vida toda, seu homem onde se apoiar quando precisar, quero poder orgulhar-me por te conquistar, por te fazer a mulher mais feliz do mundo, quero saber o que pensa só pelo olhar sem que você tenha que me dizer, quero seu cheiro em meus lençóis, sua mão em minha coxa quando estivermos bebendo, seus dedos entrelaçados aos meus, quero rir de suas piadas, mesmo que sem graça, saber de seus assuntos, ouvir suas histórias mil vezes e nunca enjoar, quero te fazer surpresas mesmo sabendo que você não gosta muito, quero todos os teus textos dedicados à mim, quero vê-la fazendo as unhas, maquiando-se e agradecer à Deus pela mulher que eu tenho, também quero amar intensamente e decorar todas as pintas de seu corpo, quero que se foda o verão e quero mais dias de frio e chuva só para poder permanecer com você debaixo do edredom e rever várias vezes seus filmes prediletos.

Ah essa ausência de respostas significativas que me matam. A janela está aberta você diz, mas o que eu faço com as grades?



Bento.

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sábado, 12 de janeiro de 2013

O QUE É MEU É SEU E O QUE É NOSSO É SÓ SEU


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Eu já tive crises existenciais sobre minha escrita. Daquelas de pensar em tocar o foda-se e não escrever uma linha sequer. Digo isso pelo fato de por um bom tempo achar que as pessoas deveriam ler o que escrevo e entender da forma que eu gostaria. Interpretar do jeito que transpirei cada palavra e vírgula, mas isso é de uma utopia tamanha. Quando você vai ao cinema e paga para assistir um filme o final é de quem escreve, a história é de quem escreve, mas a sensação que você tem quando a tela escurece, ou quando joga o saco de pipoca no lixo é só sua.

Quando você ouve uma música a história é do autor, mas a emoção das lágrimas é só sua e de mais ninguém. E é aí em que tudo faz sentido. Um texto nunca é só um texto, um conto nunca é só um conto. São vários dentro de um mesmo esqueleto, como se houvessem várias personalidades dentro de um mesmo indivíduo. É só por isso que escrever é um ato tão solitário, a companhia está nas letras que preenchem os espaços vazios como a alma. Os nomes das personagens de um livro são do autor, do âmago mais profundo de uma imaginação doente de vaidade, mas a face, o tom da voz, os cenários, os sorrisos, são frutos da imaginação de cada leitor. Ninguém pode prever nem controlar isso. É como a primeira impressão, você não conhece nada de um sujeito que acabaram de lhe apresentar, no entanto já tem todo um perfil e uma história improvisada na sua mente sobre ele que, claro, depois de se conhecerem melhor você verá o tamanho da discrepância da realidade para o que acreditou ser.

Cada linha, cada estrofe, só é assinada para alimentar e fomentar a vaidade do artista, pois, na prática, o dono é quem lê, não importa para onde a história te leva, sempre é possível dar um rumo diferente se quiser. Cada obra é uma vida sem destino.



Bento.

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

VILÃO X MOCINHO

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A cada gole, a cada decepção, a cada novidade, é um passo a mais para o nada, o não sei o quê, do inicio ao fim. Às vezes acho que vou sobreviver, às vezes acho que o fim será breve, acordo e acho que estou melhor, o mais distante possível, como aquela boa e velha luz no fim do túnel. Às vezes acho que não tem escapatória, que foi um espelho que quebrei e terei que pagar durante 7 anos ou mais... O cigarro me mata, o álcool me mata e daí? Foda-se! Tudo me mata, dormir me mata, acordar me mata, pensar me mata, viver me mata, a cada ano que passa a vida me mata aos poucos.

Me liberto a cada gole é verdade, mas na ressaca, volta a assombração, como num filme de terror, que quando você menos espera esta lá, o vulto, o fantasma, o zumbi à me assustar e sugar minha alma, só não sei o final desse filme.

Definitivamente não sou o mocinho, longe, bem longe disso. E os finais dos filmes nunca são bons para os “não-mocinhos”.


Definitivamente quero terminar esse filme vivo, como qualquer pessoa em sã consciência, porém minha loucura e sanidade são duas coisas que não caminham juntas, elas não se dão muito bem, estão sempre separadas, quando uma está a habitar meu corpo a outra foge para algum lugar talvez na 3°, 4° ou 5° dimensão.
Algum outro lugar inabitável pra mim ou qualquer parte de meu corpo ou minha alma.

O álcool. O álcool me deixa zen, em transe, por algumas horas... Às vezes esse transe vem sem mesmo o consumo dele, é quando a loucura esta me possuindo. Ah mas a sanidade é tão lúcida e tão mortal, tão sincera. Tão sincera. E ela grita, grita e me acorda, me traz de novo para o mundo real, esse mundo onde não há sonhos, não há perdão, não há esperança, um mundo frio, calculista, onde todas as pessoas competem com as outras, e um tenta comer o outro. E não estou falando de sexo.
É o mundo animal. O mundo real.
A cada decepção.

As correntes existem, elas estão aqui por algum motivo que ainda não descobri, mas elas não deveriam estar aqui. Elas deveriam depois de tanto tempo e, eu sinto que já faz uma eternidade, traduzindo, bilhões e bilhões de anos, é o que me parece, sumir, mas elas não se corroem, elas não evaporam, são feitas talvez de algum material não corrosivo com o tempo, não reciclável, são feitas de um material especial, 50% castigo, 40% punição, 10% culpa.

A minha criptonita.

Mas não pense que eu sou algum Super Homem, longe, bem longe disso. Fato!
Mas que isso não é normal, não é. E olha que eu geralmente gosto do anormal, mas isso já é demais e quando a pimenta é no nosso anus, as coisas ficam bem diferentes. Então os dias passam, e essa bipolaridade que se tornou minha “nada mole vida”, continua a me assombrar, sou como uma estrela de Hollywood de 3° categoria num filme de terror bem trash, isso quer dizer que as coisas não vão acabar bem para mim, provavelmente nesse filme, ou eu sou encontrado morto logo na primeira cena, ou vou ser acusado de ser o assassino, ou algum mocinho vai me matar, ou seja, vou morrer de qualquer forma.

Ó conhaque, venha me salvar, assim gritando, "pelas forças do Dreher eu sou o Bento". Não! Está errado.

Esse é o He-Man e, eu não tenho nenhuma vocação para mocinho, esqueceu?

Não. Eu não sou certinho, engomado, eu fumo, eu bebo, eu falo palavrão, eu erro, eu não trato todas as pessoas bem, apesar de me esforçar para isso e, como todo mocinho que se preze haverá de tender para a falsidade e eu não sei ser falso, eu sou sincero demais e isso é coisa de vilão. Sabe aquele que esta prestes a matar o mocinho e conta todo o seu plano mortal? Pois é, ai o mocinho se liberta e atrapalha tudo. O mocinho é o meu destino, eu sou o vilão, que no final, ou morre, ou fica louco, ou etc., etc. e etc. O Mocinho jamais, J A M A I S, buscaria alívio à sua alma numa garrafa de aguardente composta com gengibre.

Não! O Mocinho tem mais classe, o mocinho toma Danone, veste calça de moletom (eca), usa chinelo com meia, “tipo certinho mesmo”.
O mocinho na verdade é um semi-gay, algo ilusório, não existe, porque ninguém é mocinho todo tempo e aquele que se diz com tal qualidade é um sujeito falso, com máscara, e as máscaras caem, mas nem sempre à vista de quem importa. Ora, mas eu sou só um relés mortal, semi-alcoólatra, semi-feliz, semi, semi, semi, quem sou eu?

Quem sou eu para falar e julgar um bom e velho mocinho?
Mas não se engane, não estamos falando de mocinhos da "Malhação", esses são raros. Bonitos, charmosos, inteligentes, espertos, e com alguma causa social por trás.

Não! Os mocinhos atuais são feios, sem estilo, lerdos, tímidos, incapazes, pobres coitados que se aproveitam da fragilidade das mocinhas cansadas de procurar e não encontrarem perfeição nos vilões. E os mocinhos invejam os semi-alcoólatras, os semi-felizes, os semi, semi, semi, semi.

Mocinhos na verdade são um saco, eles fazem escotismo, são estudiosos.

Vilões são autodidatas.
Vilões tem um talento, um dom.
Vilão nasce vilão, é uma exceção, não uma regra.

Mocinhos são regras.

Ou se fazem de regras, mocinhos são semi-gays, já disse isso?
Nada contra gays, tiro o chapéu para os gays, gays são corajosos, eles tem coragem de se assumirem gays numa sociedade totalmente preconceituosa, mas os mocinhos não. Mocinhos são apaixonados pelos vilões, eles só não admitem, mas são fãs de vilões, invejam os vilões.

Mocinhos queriam ser vilões, mas não podem, não sabem, não nasceram vilões, nasceram semi-gays, que para serem gays basta saírem do armário.
Vilões não tem armário, vilões tem passado, o que é bem pior.

O passado nos condena, somos condenados pelos erros que cometemos. Mocinhos não erram, eles já nasceram errados.

A diferença do mocinho para o vilão é que o vilão não faz questão nenhuma de esconder seus erros, ou acertos, aliás, faz até bem para o ego deles, na verdade na verdade, vilões não precisam esconder, sempre tem um mocinho pronto a apontar o dedo, julgar e contar algum defeito ou erros de trajetória do vilão.

Já o mocinho tem muitos esqueletos no armário e você vai se perguntar por que os vilões não fazem o mesmo e desenterram os esqueletos dos mocinhos? Ah isso é fácil, porque vilões tem muitas coisas para se preocupar, muitos planos mirabolantes, muitos nomes para guardar, não temos tempo de julgar ou cuidar da vida alheia, um vilão nunca é dedo-duro.
Resumindo, Veríssimo falou sobre “A Pessoa Errada”, vilões são sempre a pessoa errada, as mocinhas só não enxergam isso, os mocinhos dificilmente sabem quem é Veríssimo.

Mocinhos seguem moda, vilões fazem moda.

Mocinhos mentem. Vilãos também, claro, mas vilões contam aquela "mentirinha" que toda mulher gosta de ouvir, mocinhos tentam fazer igual todo o tempo, por isso mentem sempre, o que os tornam...

Ora, qualquer pessoa que me conhece tempo suficiente sabe, que sou um bom e velho vilão, um vilão clássico, que jamais serei, nem quero, nem gostaria de ser mocinho, me sinto bem sendo vilão. O que não gosto é ser confundido com mocinho, porque falso nunca fui, inveja, nunca tive, muito pelo contrário, sou alvo dela.

O que me chateia é a cegueira, pobre cegueira das mocinhas, que às vezes, na maioria das vezes tem vilões como amantes, e mocinhos como maridos, vilões como amor eterno, mas mocinhos como “idiotasmediocres” como pai de seus filhos.

Mocinhos na verdade não servem pra porra nenhuma.

Mocinhos são a escoria da sociedade, o planalto, a câmara do senado, dos deputados, os presídios, os direitos humanos, estão cheios, lotados eu diria de mocinhos, mas só os vilões são eternos. Amores eternos. Amantes eternos, acredite!
Se você acredita em paraíso, o paraíso esta cheio de vilões.
Mocinhos vão para o inferno.

Bento.

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