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terça-feira, 4 de outubro de 2011

COM QUANTOS ERROS SE FAZ UM TONTO?

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E eu que achava que não seria capaz de me surpreender com mais ninguém, me enganei de novo! Talvez eu, que falo tanto de "segundas chances", tenha esquecido, por hora, do meu próprio discurso.

Virei o pregador daquilo que esqueci.

Desconfiei com razão. Justo dessa vez.

Justo dessa vez acreditei naquilo que nunca dei muito valor. Razão! Razão?
Jamais dei a mínima para isso, agi sempre com o coração, com o instinto, com a crença de melhorar ou de encontrar o melhor.

E dei razão a desconfiança.

Me perdi no momento que me entreguei ao imponderável, na sandice de esperar sempre o pior. Descrença na crença.

Ao invés de meter os pés pelas mãos, lavei-as, coloquei-as no bolso e fiz que nem vi. No enxugar do rosto em frente ao espelho encontraram a segunda chance em outro peito.
E eu que sempre fui à favor das “SEGUNDAS CHANCES” já estou clamando pela décima sétima, décima oitava, décima nona...

#CHUPABENTO

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terça-feira, 29 de março de 2011

QUEM É VOCÊ QUE ESTAVA AQUI UM DIA DESSES?

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Eu nem sempre fui assim.
Eu costumava ser paciente com as pessoas.
Eu costumava me mostrar agradável e flexível.
Eu tentava sempre mostrar o lado bom e ver o lado bom.
Eu fazia de conta que não via algumas coisas erradas só para não criar atrito.
Eu costumava dar a outra face quando estapeado e assim dar o exemplo.
Eu costumava pedir por dias melhores.
Eu passava horas olhando o céu.
Eu valorizava os olhos azuis, mas em segredo.
Mantinha a esperança e, sobretudo fazia questão de demonstrar o idealismo, para quem sabe, abrir os olhos de algumas pessoas para a causa.
Eu dançava e cantava até cansar para poder pegar no sono.
Eu me modificava para dançar conforme a música.
Eu costumava sonhar e lembrar-me dos sonhos, acreditava que poderiam se materializar.
Eu costumava ter um pouco mais de açúcar.
Costumava sorrir até do que não devia.
Eu costumava dar valor a quem não merecia, quem merecia, e quem sequer tinha valor.
Eu costumava mentir para não magoar.
Eu costumava experimentar mais.
Eu gostava de falar mais, de ouvir mais.
Eu preciso acostumar-me com a ideia de que talvez em algum lugar, em algum momento...

Eu me perdi.


Bento.

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