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quarta-feira, 31 de julho de 2013

QUEM NÃO RECONHECE UMA JANELA NÃO PODE RECLAMAR DO CHEIRO DE MOFO POR FALTA DE SOL

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Ainda bem que passamos anos em aulas de escrita, pois se tivéssemos que falar sobre o engenho de janelas estaríamos fadados ao ostracismo. Eu pouco sei, você se mostra saber menos ainda.

Isso foi um devaneio qualquer que teimava em latejar em minha cabeça enquanto esvaziava algumas latas de cervejas que sobrara na geladeira da festa privada que houve em meu quarto na noite anterior.

Por falar nisso, lembrei que uma vez fiquei trancado para fora, tinha perdido as chaves em algum lugar que sentei-me para beber. Nos raros momentos que não trago o bar para meu lar eu vou até Maomé como a montanha fez. Só para variar. Foi neste caso que percebi um grande problema em meu quarto. Não tem janelas. Tenho três vitrôs e nenhuma janela. Ninguém pula um vitrô. Essa é a diferença entre janelas e vitrôs. Vitrôs são como ilusões de liberdade, por eles você vê o mundo do lado de fora, mas jamais poderá desfrutá-lo através deles.

Uma janela sim. Você abre, pula, como criança fazendo arte e toma o mundo para si. Já um vitrô é como ir à praia de sapatos. Você vê a areia e o mar, mas não pode tocá-los. Entende a diferença?


E tudo bem também se está satisfeita com os diálogos quinzenais, bom, eu não. Mas se tem medo de perder o cargo de musa, fique tranquila, isso é vitalício.


Bento. 

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terça-feira, 5 de abril de 2011

ISSO NÃO É UM PEDIDO DE DESCULPAS

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Isso não é um pedido de desculpas.
Não posso me desculpar por uma coisa que não tenho controle, não seja egocêntrica achando que o problema está em você, pois eu mesmo sou o primeiro a apontar meu dedo podre para o meu próprio peito a me acusar de imperfeito, de que não me alegro com nada mais. Jogo meus defeitos pelos ares para quem quiser pegar.
Não me faça sentir-me mais culpando vendo você procurando onde foi que errou.

O erro... Sou eu.
A culpa... É toda minha.
A culpa esta impregnada em minha carne como pulga em vira-lata, um não vive sem o outro. Como o cachorro eu tento me livrar dela, me mordendo, me coçando, me sacudindo, em vão...
Se quer saber, é melhor por a culpa toda em mim, me julgue, me maltrate, me ofenda, me agrida com seu desprezo, me ODEIE.
Eu não vou dizer que não mereço.

Se precisar de ajuda para isso estarei pronto a ajudar, e farei com prazer, pois eu domino a arte de me machucar. Posso contar coisas horríveis ao meu respeito para dar vazão aos seus sentimentos e agressões, assim assinarei embaixo tudo que disser.
Serei meu próprio carrasco bastará você me trazer a guilhotina e o resto é comigo.
E digo mais, no fim de tudo isso, quem saíra desapontado é o próprio autor, desapontando-se consigo mesmo, e eu aceito me enganar, mas nunca enganarei os outros, por isso junto minhas coisas, baixarei as cortinas e sairei do palco. Partindo sabe Deus para onde...

Bento.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

TUDO ISSO É SÓ VOCÊ

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Sabe aquela alegria ao acordar uma hora mais cedo do necessário de manhã? É você.
Sabe aquela dançinha improvisada depois que você desliga o telefone? É você.
Sabe aquele sorriso bobo depois de fazer uma arte? É você.
E aquele caroço de feijão que o gato levou brincando até o canteiro de terra e a natureza se encarregou de dar vida a ele? Esse também é você.

Sabe aquela fotografia que toma minutos incontáveis da nossa atenção? É você garota.
E aquele beijo de despedida que era para durar dois segundos e acaba se transformando em vários beijos e puxões? É você, fato!
Aquele cheiro de chuva que dá vontade de cama e chocolate quente? É você também.
E quando acorda atrasado para ir trabalhar e descobre que é domingo? Evidente que é você.

Sabe quando achamos uma nota perdida no bolso da calça? É você.
Aquele gol de desempate aos quarenta e oito minutos do segundo tempo a favor do seu time do coração que faz gritar até engasgar? Esse é você.
Quando a joaninha pousa em seu ombro e você deseja que ela não saia de lá por um bom tempo? É você.
Sabe quando você descobre um chocolate no fundo da bolsa? Claro que é você.
E quando a rádio toca aquela música que você adora? É você.

Quando descobrimos uma latinha de cerveja escondida no fundo da prateleira da geladeira, atrás da margarina? É você.
Aquele casal de velhinhos ainda apaixonados no banco da praça e você se pergunta se será assim com conosco? É você com certeza.
Sabe aquele cheiro de café fresco que vem da casa do vizinho? É você sim.

Quando você entra na sala do cinema e descobre que a poltrona do meio, na última fila, está vaga? É você.
E quando chega a hora de voltar para casa depois de um dia inteiro de trabalho e sabe que a pessoa dos seus sonhos esta te esperando para perguntar como foi seu dia? Esse sou eu.


Bento.

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