sábado, 19 de fevereiro de 2011

A PRINCESINHA DE ISRAEL

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Era uma vez no longínquo ano de dois mil e sete, no décimo nono dia do mês de outubro tomou posse do trono a Princesa Nélia.
Nélia, a Princesa de Israel, como era chamada, governava com mãos de ferro onde nunca, jamais poderia ser contrariada. Suas ordens, seus horários e seus caprichos deveriam ser realizados a todo custo. O não cumprimento de suas ordens levaria à pena de morte, exclusão e expulsão de seu reino e de sua vida.
Em seu castelo, Nélia sozinha, sofria com o tédio e contava com seu fiel Bobo da Corte para animá-la e trazer presentes.

O Bobo da Corte com seus talentos artísticos animava a princesinha com suas canções, suas histórias e poesia, todos seus talentos dedicados à princesa evidentemente.
Neste reinado o Bobo jamais poderia animar, fazer rir, ou cantar para qualquer outra pessoa de dentro, ou fora do reinado, podendo assim, desagradar Nélia e sofrer com sua ira.
Alguns anos depois, o Bobo cansado de tanto trabalho, responsabilidades para com a sua majestade, tantas canções e poesias dedicadas a ela, definhava-se em sua solidão, afinal, causava tanta alegria a princesa e jamais era reconhecido, nunca recebia um elogio por sua criatividade ou atenção, ao invés disso, era criticado e tratado como qualquer outro súdito ou escravo do reino.

Dedicando o pouco tempo que lhe restava, o Bobo refletia sobre o que deveria fazer. Ele também necessitava de um pouco de atenção e afeto, qualquer coisa que lhe fosse dedicada em seu nome para poder dizer que também era amado, mas o Bobo cometeu um grande erro, o Bobo apaixonou-se por sua princesa, não era amor de súdito, era amor de carne, amor de pele.
Tantos anos ouvindo-a, aconselhando-a, vendo-a chorar por solidão em seu trono, fez com que o Bobo tivesse vontade de pegá-la no colo, afagar seus cabelos e fugir dali com ela em seu cavalo para algum lugar que pudessem ser felizes para sempre, mas ele sabia que era impossível.

O Bobo então, com sua desilusão perdeu o seu melhor, perdeu aquilo que o tornava útil, sua alegria e sua capacidade de alegrar sua amada.
Sendo assim, a Princesa Nélia ao perceber que o Bobo já não lhe serviria para qualquer outra coisa decidiu expulsar de seu reino aquele que há tanto tempo lhe tratou como a única coisa importante. O Bobo depois da exclusão continuou a criar canções e poesias para sua amada, porém já não eram mais sobre alegria. Suas criações traduziam sua dor, solidão e falta do sorriso de sua amada.


Bento.

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Um comentário:

Fabricante de sonhos disse...

você é incrivel, to ansiosa pra ver os proximos capitulos.

:*