terça-feira, 22 de novembro de 2011

A PRINCESINHA DE ISRAEL II

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Sabe? Eu tenho vivido todos esses dias, meses, sei lá.
Na verdade, eu tenho sobrevivido.
Em todo esse tempo não pense que eu deixei de pensar em você nem por um momento. Nenhum!
Eu te imaginei fazendo parte de cada coisa nova.
Incrível não é?
Toda vez que fui dormir e toda vez que tive a infelicidade de acordar.
E tem sido assim.
Pensei em você nas horas boas sim, mas pensei em você nas horas ruins também.
Nas horas boas era vontade de dividi-las com você, afinal nós divididos tantas coisas ruins.

Coisas minhas que eram ruins. E nas horas ruins eu pensava em você e sabia que sua presença amenizaria tudo aquilo.
Olhe eu precisando de você como sempre.

Vou te confessar que eu demorei para perceber que tinha te perdido, poxa! Foi difícil aceitar que estava perdendo a coisa mais importante da minha vida. Apesar de você nunca ter acreditado e acho que a essa altura jamais acreditara.
Sinceramente? Eu pensei em desistir. De tudo. Foi forte demais.
Dor demais.
Mas por ironia do destino foi você... Você quem me salvou. Pois mesmo longe eu queria pelo menos sentir você, mesmo que saudade. Já era alguma coisa.
E eu sofri.
E eu chorei.
E eu me maltratei assumindo toda a culpa. Eu me maltratei.
Eu mudei.
Eu queria me transformar naquilo que você queria que eu fosse, mesmo sabendo que você não voltaria. Nunca. Eu quis.
No fim, eu me transformei em você. Me transformei naquilo que eu amava, mas criticava.
No fundo, tentei te substituir colocando-me em seu lugar.
Claro que não deu certo. Foi quando tentei te substituir com outras. E eu sou a prova viva de que isso também não deu certo.

Aí eu tentei, tentei. Tentei até enjoar... E enjoei.

O seu antissocial eu abracei com unhas e dentes.
A sua cara amarrada eu maquiei em mim.
Suas “marcas” eu tentei imitar.
Suas frases tomei para mim.
E assim como camaleão, me vesti de você.
Não me julgue, precisava ter algo seu só para mim.
Ainda hoje você me toma em pensamentos através de um sorriso igual, um gesto igual, uma gíria igual.
Coisas como Leopoldo e tal.
Ninguém entenderia, talvez nem você.
Eu entendo como se tivesse nascido com isso.
É quase uma coisa.
É mais que uma coisa.
Ou menos.
É em vão.
Mas é meu.
Ué!
Posso?
Ah mas eu tentei.
Tentei de todas as formas preencher este vazio que deixou a sua distância tão mais plural.
Distância essa que, você se foi e até eu fui.
Me perdi de você e de mim.
Eu mesmo me abandonei. E me perdi.
Depois coloquei cartazes em postes e lanchonetes com aquelas fotos horríveis do meu rosto depressivo procurando-me e nada adiantou.
Mas se você se foi e eu também, sobrou quem?
Exatamente!

Demorei para decifrar esse novo ser.
Ser demente, sem semente, jamais vai florear.
É em sua essência um mato seco, que sem vida e qualquer sinal de luz, ou se quebra, ou queima.
Explode em fogo só para atazanar.
E eu, escrevo em transe.
Sabe-se Deus quem fará me embriagar.


Bento.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A INFERNAL TRINDADE DO ANTRO SANTÍFICO DO ESTUDO À ESCRITA

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La Trinidad N°1

La Revolta

É claro e evidente a confiabilidade no Destino, tão claro. Tão evidente que se maltrata por merecimento.
Eterniza em palavras as batalhas que trava com seu próprio peito, batalha esta que não há vencedor, só feridos. Com ou sem peito morrerás em nome do Amor. E morrerás de novo e de novo e de novo, pois o Destino lhe escolheu e feriu sua carne com a marca do romantismo. A marca que pulsa inflamada nas noites de lua cheia que é quando veste suas vestes em homenagem a seita e cultua a carência.
Indigna não é, claro que não. Mas esta é a deusa da razão da trindade, nem monges, nem poetas, talvez nem o próprio Amor seriam capaz de convencê-la de qualquer coisa, não há argumentos que a derrote. Exceto se ela queira.

Somente a beleza da revolta consegue nos fazer apaixonar-se pelo maltrato.
Ao olhar em seus olhos vemos nossos próprios defeitos e qualidades aumentados milhares de vezes, fato que nos faz sentir dores nas juntas dos braços por não conseguir parecer tão forte diante do desejo da morte.
Fato que faz nossos corações febris de ódio, tanto ódio que alugaríamos nossas almas ao diabo para temporadas só para termos todo Amor que transborda em seu peito derramado sobre nós, simples mortais.

Mas a Revolta não deseja, pelo menos por hora, a reciprocidade, afinal, como toda guerreira ela deseja morrer com honra no campo de batalha e entregar suas moedas ao barqueiro.

La Trinidad N°2

La Liberta.



A Liberta só não tem asas para não ser confundida com os anjos, mas és livre, tão livre como os pássaros.
Esta não faz guerra, no entanto suas vestes são feita da mais forte e impenetrável armadura, que diz a lenda, é um engenho dos deuses.
Nesta guerra a Liberta foi incumbida pelo Destino para ser a remediadora, a ausência de sentimentos faz com que não tome partido, é o equilíbrio e a calmaria. Nas tempestades se faz de brisa que acaricia nossos rostos, mas não nos salva da peste.
És o vinho que nos salva momentaneamente do Destino, contudo não evita a ressaca.
Esta é a liberdade, que por mais que lutemos e guerreamos nunca a conquistaremos.
Não importa quantos motins, o império de liberta sempre vencerá.
E nós não passaremos de proletários diante de sua beleza e desdém.

La Trinidad N°3

La Ingênua.

És doce como o mel, tão doce que as abelhas a tratariam como rainha.
Trocariam todas as flores do mundo para beijá-la. E quem não trocaria?
A Ingênua fala tão baixo, mas tão baixo, que até os surdos a ouvem, pois quando diz algo é como se os anjos sussurrassem em nossos ouvidos.
Esta não precisa chamar atenção de nenhuma forma, nós é que imploremos para que nos contemple com sua sabedoria subestimada pelos mais impuros.
Toma para si a cor da neve, a luz do sol e a pureza das manhãs.
Todos os que a olham se sentem presos ao seu feitiço do Amor, perdem o pulso do coração até o roxear dos lábios para logo após ter o mesmo derretido no magma mais intenso do centro da Terra.
Esta, diz a lenda, és tão passível do engano, que depois de séculos procurando o Amor, resolveu enganar-se dizendo estar apaixonada.



Bento.


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domingo, 13 de novembro de 2011

O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO MORRER? (Dia dos Finados)

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Semanalmente escreverei para o site SOU JORNALISTA, um portal de noticias e entretenimento formado por estudantes e profissionais de jornalismo. Para quem busca informações sem nenhum tipo de influência ou interesse “midiático” (odeio essa palavra) como adoram dizer os pseudopuritanos e esquerdistas. Somos Contra todos e contra ninguém, é apenas desejo de escrever.

Agradeço ao Claudio Colavita pela confiança e convite de editar o time de cronistas do site, que por enquanto é formado por mim e a excelente Babi Paiva. Então aqui vai um trecho de meu texto O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO MORRER? (Dia dos Finados) para dar água na boca.


“Sempre que me perguntavam o que eu gostaria de ser quando crescesse e eu sempre tive um milhão de respostas diferentes para responder a isso. Já pensei em tanta coisa.

Hoje se me fizessem a mesma pergunta eu diria que não gostaria de crescer, mas agora é tarde. De qualquer forma, contínuo não simpatizando com a tal pergunta.

O correto seria; O que você quer ser quando morrer?

Para essa pergunta eu respondo sem pestanejar. Quero ser eterno.

Independente de como vou viver, foi sempre a eternidade que fez meus olhos de criança brilharem como ao ver um brinquedo novo.

“Minha” eternidade não tem nada a ver com religião, paraíso, ou viver em graça ao lado de Deus e toda essa ladainha dos desesperados que buscam um objetivo para a vida e também para a morte. Apesar do nosso egocentrismo de querer ser a menina dos olhos do universo, somos como tudo que habita nele. Nascemos, vivemos (ou sobrevivemos - que é bem diferente de viver) e morremos. E é só isso.

Eu, definitivamente não quero viver uma vida de privações esperando ser feliz nos jardins do Éden, quero aproveitar tudo o que há de bom aqui, em vida. Sentir na pele todos os prazeres da carne.”

Veja o texto na integra no site SOU JORNALISTA http://www.soujornalista.com/cronica.html


Bento.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

ESMOLA DE MILAGRE EU DISPENSO

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Tem coisas que eu simplesmente não sei explicar.
Eu nunca tenho soluções pragmáticas para nada, um pingo d'água em minha mão não se torna uma tempestade, tornar-se-ia um tsunami de revolta orquestrada por minha mente sem sossego.
Não que seja uma coisa para se preocupar, no máximo uma boa carga horária de análises resolve. Ou mantém num equilíbrio para que eu possa revelar em letras garrafais: QUERO TUDO O QUE POSSO TER.
É mais que ganância. É direito adquirido.
Um caso de por a mão na consciência e apontar o dedo ao céu e dizer: Você está em dívida comigo! E não o contrário. Convenhamos...

Tanta coisa mudou, tantos espinhos tive de retirar de minha pele machucada e eu continuei com meus princípios básicos de como não agir para que tenham motivos para me castigar.
Longe, bem longe de ser o filho favorito, mas descobri que posso ser o filho da indiferença. Aquele que não fede e nem cheira, trocando em miúdos.
Mas mesmo assim me senti perseguido pelos erros que cometi há nem sei quantos anos, outras vidas talvez.

Sendo assim apontei o dedo ao céu novamente e dessa vez não foi o indicador e voltei a estaca zero.
Sem pecados, sem castigos. Só biritas de bate pronto.
Presente nos melhores e nos piores momentos de demência.
Sabedoria de botequim vem desde a pedra dos dez mandamentos, o sétimo, originou-se no bar. Não subestime isso, nunca.

Também não pense que porque meu hálito é etílico que mantenho-me embriagado, não sou tão autodestrutivo, e seria dizer que não tenho controle de nada.
É só lazer, e se puder espairecer também, por que não? Ou como diz uma amiga, why not?


Bento.

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

INDECIFRÁVEL...

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...é o que minha mente pensa sobre você.
Racional por natureza tenta desvendar-te a cada segundo e mergulha em sua própria incompetência.
Talvez seja racionalidade demais.

Enlouqueça uma ou duas estrofes e pode ser que dê um refrão.

Já o meu peito acha que te conhece e te entende a toda hora, ele odeia ficar por baixo. No entanto são tantas versões que agora eu não entendo nem você, nem ele.
                                               
De peito passou a matraca, cria fórmulas mirabolantes, cada dia uma teoria - da conspiração- para explicar suas sensações que muito me admira ele não ter trabalhado na CIA ou na KGB na época da Guerra Fria. Depois de tantas tentativas de acertar, perde-se a credibilidade, ou ele acertou em todas, como saber?

Às vezes penso que é maluquice demais, como bêbado que você só entende ficando bêbado igual. Mas é maluquice demais até para mim.

Tenho que te conquistar todos os dias, literalmente. É como se fosse impossível ter você, só posso tomar como empréstimo tendo que devolver ao fim do prazo. Como livro, que antes do tempo precisa cedê-lo para outra reserva.
No ápice do livro, vence a renovação.

Quero poder ir até a livraria de minhas vontades, pegá-la em minhas mãos, apertá-la contra meu peito, pedir o embrulho para presente só para poder puxar o laço e desnudá-la como se fosse a sua primeira vez, e a minha também. Te levaria para casa e passaria a noite lendo-a, capa e contracapa, epílogo e agradecimentos. Decifraria as entrelinhas do teu ser, cada pedaço de pele, cada página, cada pinta, cada dobra de seu corpo. E vararia a madrugada nisso.

Mas a indiferença de momento, palavras ditas no momento errado, na hora errada.
A cegueira característica de quem não quer ver, ou finge que não vê, ou simplesmente não se importa, faz com que sua tiragem seja retirada de minhas mãos.

Veja, é quase uma porta da esperança do inferno. Duas das três opções terá alguém pronto a acertá-lo com a marreta do engano, o porrete da desilusão, e o “mata leão” da dramaticidade do autor. Do exagero filosófico, afinal, também sou humano. SOU HUMANO! Grito assim por que algumas pessoas esquecem, logo, não custa lembrar.

Falo e nas suas reações meço se acerto ou não, é o que resta, pois você pouco fala, por vezes se esquiva, por vezes simplesmente nega-se a responder. Ok! Algumas pessoas falam mais com a ausência de palavras do que ao regurgitar frases sem sentido. É a leitura dos olhos, dizem que as maçãs do rosto são sinceras por natureza.

E ainda me diz que eu que me blindo para me proteger, aprendeu comigo? Não! Não sou tão bom professor assim.

Paro um momento para refletir e após a imagem de seu sorriso forçado de minhas piadas idiotas vem a sensação de estar mexendo com areia do mar que teima em fugir pelos dedos.

Hoje você é um cofre inviolável e eu sou o ladrão frustrado.
Amanhã eu sou o Indiana Jones com chapéu e tudo, atrás da arca perdida, que é você, mas não tenho o maldito mapa.
Ontem o GPS deu de quebrar e fiquei a deriva, procurando uma saída do labirinto que você me fez entrar, talvez tenha até que enfrentar o Minotauro com o machado sagrado de Afrodite, e com sua cabeça em minha mão, reivindicar meu prêmio de vencedor. Você?

E eu no meio de tudo isso.

Afinal, quem é você?


Bento.

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

GRUPO FOLHA METROPOLITANA

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Hoje é dia de beber (como se houvesse dia) e comemorar.
Meu blog fará parte do Grupo Folha Metropolitana, que edita e é responsável pelos jornais Folha Metropolitana e Metrô News, assim chegando ao alcance de um maior número de leitores.

Logo, além do Bentinho aqui ficar hiper feliz com o espaço cedido pela Priscila Miranda, Editora Web e o Grupo, também é um reconhecimento maravilhoso para nós, blogueiros que escrevemos sem incentivo nenhum, exceto os leitores e claro, nossa necessidade de desabafar.

Aguardem mais informações.

Segue links dos jornais:




Bento.

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